sábado, 7 de fevereiro de 2009

Os resultados não param

Os e-mails enviados por um dos nossos colaboradores continuam surtindo efeito desta vez foi o jornalista Stênio José, do Diário de Pernambuco, a publicar uma nota sobre a movimentação em ajudar o América em sua coluna: MEQUINHA// O grupo de torcedores que fazem parte da comunidade do Orkut do America Futebol Clube está se articulando para comemorar os 95 anos de fundação do "Mequinha", no dia 12 de abril. As reuniões vêm acontecendo semanalmente e tem como objetivo juntar material sobre a historia do clube para futuros projetos.
(Diário de Pernambuco, 06/02/2009, Coluna Diário Esportivo)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

E-mails começam a surtir efeito

Um dos nossos colaboradores, Washington Luiz Vaz, enviou varios e-mails para a crônica esportiva local e obteve resultados positivos. O jornalista Claudemir Gomes da Folha de Pernambuco deixou em sua coluna no dia (05/02/09) a seguinte notícia: DIFICULDADE - No dia 12 de abril o América estará completando 95 anos. Washington Luiz Vaz é um dos amantes do Mequinha, e faz parte da comunidade do Clube da Estrada do Arraial criada no Orkut. Ele quer desenvolver alguns trabalhos para reavivar a memória do América, mas está encontrando dificuldades para coletar fotos e textos. Quem estiver interessado em ajudar o Washington a marcar este gol de placa pode se comunicar com ele através do endereço eletrônico: washingtonluizvaz@yahoo.com.br.

(Folha de Pernambuco, 05/02/2009, Coluna Folha Esportiva)

Esperamos sinceramente conseguir colher bons frutos com essa iniciativa e parabéns para Washington que obteve resposta.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

História: Dequinha sensação do América

Quem viu jogar jogadores clássicos como Domingos da Guia, Fausto, Artur Friedenreich, Danilo Alvim e mais tarde Ademir da Guia, Rubens, Chinezinho, Nei Conceição, Carlinhos, Geraldo, Paulo César Lima e Mário Sérgio, certamente conheceu Dequinha, o primeiro e mais perfeito “maestro” do rubro-negro da Gávea. Nascido em Mossoró, no Rio Grande do Norte, no dia 19 de março de 1928, José Mendonça dos Santos, o Dequinha, surgiu para o futebol profissional brasileiro vestindo a camisa do Atlético de Mossoró, clube onde jogou de 1945 a 1948. No ano seguinte (1949), aos 21 anos, Dequinha ingressou no Potiguar e, no ano seguinte (1950) foi contratado para defender as cores do América de Recife/PE, clube presidido pelo ex-presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Rubem Moreira. Sem campeonatos brasileiros com a atual programação tão intensa, os clubes do sudeste do Brasil empreendiam excursões pelos diversos estados brasileiros. Alguns como, Vasco da Gama, Botafogo, Flamengo e até o Santos, de São Paulo, excursionavam até por um mês. Nessas excursões, os clubes aproveitavam para observar e contratar jogadores que estivessem se destacando nos estados visitados. Foi assim, em meados de 1950 que o Clube de Regatas do Flamengo, em demorada excursão pelo Nordeste brasileiro, descobriu e contratou Dequinha em fins de 1950. Dequinha defendeu as cores do Flamengo de 1950 a 1960. No começo de carreira, em Mossoró/RN, o garoto Dequinha já chamava a atenção por seu estilo clássico e requintado. Jogando pelo América/PE, tornou-se um sucesso em todo o Nordeste. Sorte do Flamengo que o presidente do clube pernambucano, Rubem Moreira, era flamenguista apaixonado. Assim, dobrou os torcedores que tentavam, a todo custo, impedir a venda do craque. O Flamengo, naquele ano, já tinha na sua formação principal um jogador nordestino. Era o zagueiro Tomires. As referências sobre Dequinha eram as melhores possíveis. O que o jovem jogador não imaginava era que, ao desembarcar na Gávea, por méritos, fosse se transformar num dos maiores ídolos da história rubro-negra. Convocado por Zezé Moreira para a seleção brasileira, disputou a Copa de 1954, na reserva de Bauer. Dequinha atuou oito vezes, conquistando 4 vitórias, 2 empates e duas derrotas. Defendendo as cores do Flamengo, Dequinha foi campeão: Em 1950 - Campeão da Taça Cidade de Ilhéus (BA); Em 1951 - Campeão do Torneio Início do Rio de Janeiro; Campeão do Elfsborg Cup (Suécia). Em 1952 - Campeão do Torneio Início do Rio de Janeiro; Campeão do Torneio Quadrangular do Peru; Campeão do Troféu Cidade de Arequipa (Peru). Em 1953 - Campeão Carioca de Futebol; Campeão do Torneio Quadrangular da Argentina; Campeão do Torneio Quadrangular de Curitiba. Em 1954 - Campeão Carioca de Futebol; Campeão do Torneio Internacional do Rio de Janeiro. Em 1955 - Campeão Carioca de Futebol; Campeão do Torneio Internacional do Rio de Janeiro. Em 1956 - Campeão do Troféu Embaixador Oswaldo Aranha (RS). Em 1957 - Campeão do Torneio Internacional do Morumbi (SP); Campeão do Troféu Ponto Frio (RJ); Campeão da Taça Brasília (RJ); Campeão do Troféu Almana Idrotts Klubben (AIK). Em 1958 - Campeão do Torneio Quadrangular de Israel; Campeão do Troféu Sporting Club, de Portugal. Em 1959 - Campeão do Torneio Hexagonal do Peru; Campeão do Torneio Início do Rio de Janeiro José Mendonça dos Santos, o Dequinha, faleceu no dia 23 de março de 1997, na cidade de Aracaju, no estado de Sergipe. É sempre bom lembrar que, nos anos 50, o compositor Wilson Batista decidiu homenagear, com um samba, os jogadores do Flamengo que ganharam o tricampeonato estadual de 53, 54 e 55. Três deles foram escolhidos para simbolizar a conquista e citados em um verso que dizia: “Flamengo joga amanhã, e eu vou pra lá, vai haver mais um baile, no Maracanã, o mais querido tem Rubens, DEQUINHA e Pavão, eu vou rezar pra São Jorge pro Mengo ser campeão”. Texto: José de Oliveira Ramos Fonte: www.jornalpequeno.com.br