terça-feira, 21 de abril de 2009

América chega aos 95 anos sem a importância do passado

Esse texto foi retirado do jornal Diario de Pernambuco do dia 20 de abril de 2009, segundo fascículo do "Paixão de Traduzida em Cores": Leça; Deusdeth e Lucas; Pedrinho, Capuco e Astrogildo; Zezinho, Julinbho, Djalma, Edgar e Oséas – a foto destes 11 heróis ainda ocupam um lugar de honra na sede do América Futebol Clube, na Estrada do Arraial, bairro de Casa Amarela e refere-se à sexta e última conquista do título de campeão pernambucano da Primeira Divisão, no longínquo ano de 1944 por aquele clube, que já foi poderoso nos gramados do Estado. As façanhas anteriores foram obtidas em 1918, 19, 21, 22 e 27. A que mais marcou foi a de 1922, ano em que o Brasil festejou o primeiro centenário de sua independência. Valeu a denominação de Campeão do Centenário, dada também a outros campeões estaduais, como o Corinthians. O América sempre teve gente de destaque em sua direção, como o comendador Arthur Lundgren, proprietário da Fábrica de Tecidos Paulista e fundador das Casas Pernambucanas. Também reunia famílias, a exemplo dos Moreiras e os Cabral de Melo. Fundado em 12 de abril de 1914, o América acaba de completar 95 anos, caminhando para entrar no Clube dos 100, do qual já fazem parte Náutico e Sport e para qual também caminha o Santa Cruz. Dos campeões de 1944, só um jogador continua vivo. É Oséas, que reside em Garanhuns, onde nasceu. Naquele ano, o América levantou um turno, e o Náutico, dois. Houve um jogo extra, vencido pelo alviverde por 3 x 2. Veio uma melhor de três, que se transformou em melhor de duas. No Aflitos, no dia 9/2/1945 – era comum o campeonato passar de um ano para outro – vitória do América por 2 x 0, gols de Valdeque e Oséas. Na Ilha do Retiro, outra vitória americana, agora por 3 x 0 – Oséas (2) e Zezinho. Na Ilha do Retiro, outra vitória americana, agora por 3 x 0 – Oséas (2) e Zezinho. No jogo final, a formação do campeão difere daquela foto existente na sede, apenas pela presença de Valdeque, em vez de Djalma. O técnico era o gaúcho Álvaro Barbosa, que em pleno campeonato foi obrigado a fazer uma improvisação. O lateral-esquerdo Rubens, carioca, teve que regressar ao Rio de Janeiro para prestar serviço militar. Sem outro jogador para a posição, improvisou o ponta-direita Astrogildo. Deu certo. Tanto que Astro, como era conhecido na intimidade do futebol, permaneceu na lateral esquerda até encerrar sua carreira.

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