domingo, 31 de maio de 2009

Mesmo jogando bem, América é derrotado

Pela quarta rodada da Série A2 o América visitou o líder da chave Vera Cruz que vinha de duas vitórias seguidas na competição, enquanto o Mequinha apenas havia empatado com o Ferroviário do Cabo no meio de semana em Vicência. Precisando vencer a partida para futuramente não se complicar na tabela, o glorioso da Estrada do Arraial tentou dar seu ritmo a partida com várias oportunidades de abrir o placar na até então desorientada defesa do time vitoriense, aos 12 minutos o atacante Patrick do Vera Cruz abriu a contagem a favor dos donos da casa, fazendo assim seu quinto gol no campeonato e o tornando líder da artilharia do estadual.
c
No segundo tempo o América manteve a mesma pegada do primeiro, tentando ao máximo converter um dos seus ataques em gol, principalmente nos últimos dez minutos, onde o clube esmeraldino teve ao seu favor uma incrível seqüência de escanteios e faltas nas proximidades da grande área adversária, mas o placar não foi alterado na etapa complementar. Agora o Campeão do Centenário volta a campo nesta quarta-feira ás 15h15min, em Vicência, para enfrentar o Centro Limoerense pela partida cancelada da segunda rodada devido às fortes chuvas que caíram na região.
a
DEMAIS RESULTADOS DA 4ª RODADA:
s
GRUPO A:
c

31/05 - Afogadense 1 x 2 Pesqueira 31/05 - Flamengo de Arcoverde x Belo Jardim (jogo adiado para quarta) 31/05 - Araripina 5 x 0 1º de Maio

f Pontuação:

Araripina - 7 pts Belo Jardim - 6 pts* Pesqueira - 6 pts Afgoadense - 5 pts de Maio - 4 pts Flamengo de Arcoverde - 3 pts*

*um jogo a menos a

GRUPO B:

d

31/05 - Surubim 0 x 1 Ferroviário do Cabo*

31/05 - Atlético PE 2 x 1 Centro Limoeirense

*vitória por W.O

f

Pontuação:

Vera Cruz - 12 pts Atlético-PE - 9 pts Centro Limoerense - 6 pts Ferroviário-Cabo - 4 pts América - 1 pt Surubim - ELIMINADO

sábado, 30 de maio de 2009

Classificação dos artilheiros da Série A2

Até a 3° rodada da primeira fase PATRICK (VERA CRUZ) - 4 gols 2° SERJÃO (FLAMENGO) - 3 gols 3° DJALMA (C. LIMOEIRENSE) - 2 gols *THIAGO (AMÉRICA) - 1 gol

De volta ao Carneirão: Vera Cruz x América

A quarta rodada da Série A2 do Campeonato Pernambucano promete! Estamos quase na metade dos jogos de ida da primeira fase e, mesmo assim, nosso glorioso Alviverde está sem emplacar a primeira vitória. Neste domingo, o América retornará a Vitória de Santo Antão, no mesmo estádio Carneirão, sendo que desta vez irá encara o verdadeiro mandante, o Vera Cruz que até agora não sabe o que é perder, tendo em seu time o melhor ataque da Série A2. Nesta partida teremos a volta de Mosinho e Léo Batista, ambos do setor de criação, que foram expulsos no jogo contra o Atlético Pernambucano, que terão obrigação de deixar nossos atacantes na cara do gol. A partida é fora de casa, neste domingo às 16 horas no Carneirão, mas devemos ter conquistar ao menos um ponto, visto que estamos numa arriscada quarta colocação, empatados com o Ferroviário do Cabo em números de ponto, contudo, estamos nos sobressaindo no saldo de gols. O técnico João Alfredo deverá escalar os seguintes jogadores: Pedro (Goleiro); Rosinaldo e Givaldo (Zagueiros); Gilvan e Rodrigo Costa (Laterais); Barbosa, Henrique, Mosinho e Léo Batista (Meio-campo) Rony e João Paulo (Atacantes). Já o Galo de Vitória, deverá manter os mesmos jogadores que atuaram contra o Atlético, na terceira rodada: Gideão (Goleiro); Márcio e Alexandre (Zagueiros), Damião e Luiz Carlos (Laterais); Diogo, Wilson Surubim, Filipe e Rodrigo (Meio-campo); Ailton e Patrick (Atacantes). Técnico: Givanildo Sales Raça Mequinha! Tu és o Campeão do Centenário!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Trio de arbitragem já está definido para domingo

A Federação Pernambucana já divulgou a escala de arbitragem para a 4° rodada que ocorrerá neste domingo (31/05). O trio de árbitros definido entre Vera Cruz e América será comandado por Gleydson Leite tendo como assistentes Marcelo Neves e Charles Rosas. A partida terá início as 16h no estádio Severino Cândido Carneiro "Carneirão" na cidade de Vitória de Santo Antão.

Morre o narrador Adílson Couto

Um dos mais renomados radialistas esportivos de Pernambuco, Adílson Couto, 62 anos, morreu nesta quinta-feira (28). Ele era reconhecido por narrar de forma única os lances do esporte pernambucano. O cronista estava em uma oficina mecânica quando passou mal e foi socorrido para a Policlínica Amaury Coutinho, em Campina do Barreto, no Recife. De acordo com o médico do locutor, Tomás Mesquita, a causa da morte foi insuficiência respiratória, provocada por um enfisema pulmonar. Fluminense da cidade de Petrópolis, Adílson Couto começou a carreira na Rádio Continental, do Rio de Janeiro, em 1967. Ele integrava a equipe da Rádio Jornal, em Pernambuco, há 17 anos. dsdsd O enterro do radialista e comentarista esportivo está marcado para as 16h desta sexta-feira (29), no cemitério de Santo Amaro, área central do Recife, segundo informou familiares do narrador esportivo da Rádio Jornal. fedfdfd Fonte: pe360graus/JC online

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Wallpapers

Estamos disponibilizando alguns wallpapers já encontrados no antigo blog do mequinha e no futuro novos serão criados e postos nesse espaço.

Se você quiser mostrar alguma criação sua tendo com tema o América pode mandar para o america-recife@hotmail.com que em brever ele será disponibilizado com os devidos créditos.








América empata na estréia em casa


Por Islan Souza, da Rádio Vicência FM 95,8

Com o gramado em péssimo estado devido às fortes chuvas que caíram na cidade o América enfrentou o Ferroviário pelo Campeonato Pernambucano Série A2, e logo aos 18’ minutos da 1º etapa numa falha da zaga o atacante Alemão aproveitou e marcou para o Ferroviário, depois do gol a equipe acordou em campo e botou muita pressão no Ferroviário, 31” minutos Robson mandou duas bolas na trave seguidas, e aos 38’ minutos do 1º tempo o Mequinha empata a partida depois de um bate-rebate na área do Ferroviário a bola sobrou pra Thiago Mexerica aí ele não perdoou e mandou pra o funda da rede.

 Já na segunda etapa o gramado que estava muito encharcado e o cansaço das Equipes prejudicaram o Espetáculo, final América (4º) 1x1 Ferroviário do Cabo (5º).


O América enfrenta agora o Vera Cruz próximo domingo em Vitória de Santo Antão já o Ferroviário descansa na rodada e só volta a joga dia 07/06 contra o Atlético/PE em casa.





Resultado dos demais jogos da Série A2:

GRUPO A
15h15 - Afogadense 3 x 0 Flamengo - Valdemar Viana de Araújo
15h15 - Pesqueira 0 x 1 1º de Maio - Joaquim de Brito
15h15 - Belo Jardim 2 x 1 Araripina - Mendonção

GRUPO B
20h30 - Vera Cruz 1 x 0 Atlético - Severino Cândido Carneiro
20h30 - Centro Limoeirense 1 x 0 Surubim - José Vareda (WO)
sasasasas Para ver mais fotos do jogo acessem o nosso fotolog: http://fotolog.terra.com.br/mequinhadorecife

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Partida entre América e Ferroviário do Cabo confirmada

Mesmo debaixo de muita chuva e com o gramado encharcado, ocorrerá nesta quarta-feira, a partida entre América e Ferroviário do às 15:15 hs, no Jacosão.
Ambas as equipes são lanternas do grupo B, e sem nenhum ponto somado até então, contudo o América está ocupando a 4ª posição e com um jogo a menos. Já o Ferrim é o último colocado do grupo e a pior defesa da Série A2, apresentando um saldo negativo de - 7. O Mequinha terá o desfalque de dois jogadores no setor de criação, expulsos durante a partida contra o Atlético Pernambucano (Léo Batista e Mosinho), mesmo assim entrará confiante diante de sua torcida, buscando sua reabilitação no pernambucano e, conseqüentemente, a sua primeira vitória.

E a chuva não para em Vicência

São Pedro parece disposto a atrapalhar o andamento dos jogos do América na Série A2 Campeonato Pernambucano. Depois de fortes chuvas que paralisaram a partida entre América e Centro Limoeirense, em Vicência, no domingo passado, o mesmo deverá ocorrer hoje contra o Ferroviário do Cabo. Por causa da chuva que cai em Vicência, o jogo de hoje, desta quarta-feira, às 15h15, contra o Ferrim, pela 3ª rodada da Série A2, no Grupo B poderá não acontecer. O estado do gramado no Estádio Jacosão não é nada bom, no entanto, quem decidirá se haverá condições para a partida será o árbitro. A cidade de Vicência está sofrendo fortes chuvas, e segundo o CLIMATEMPO, esta quarta-feira será de bastante chuva.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mais novidades do site

O diretor de Marketing do clube, Fabio Rezende, adiantou que além da possibilidade de compra de camisas oficiais também haverá a venda de outros produtos como por exemplo bonés e outras surpresas que serão colocadas com o decorrer do tempo. Tudo com a intenção de facilitar o acesso dos torcedores ao clube que também poderão contribuir através deste espaço que está sendo criado com intuito de que o Projeto do Centenário do América tenha sucesso garantido.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Partida adiada já tem nova data

Hoje a Federação Pernambucana de Futebol já definiu a data da realização da partida adiada decorrente as fortes chuvas na região. O dia será 3/06 (quarta-feira), o horário e o local estão mantidos, ou seja, será as 15:15 no Estádio Jacosão em Vicência.

Números da segunda rodada

Assim está a Classificação, se a primeira fase terminasse ontem, os quatro primeiros passariam para a segunda fase:

Série A2: Resumo da Segunda Rodada

E o Vera Cruz de Vitória de Santo Antão dispara no Grupo B da Série A2 do Campeonato Pernambucano, o atacante do Galo, Patrick, que além do Vera Cruz, já atuou no Santa Cruz e Salgueiro, foi o grande destaque da segunda rodada, disputada ontem, domingo. Ele marcou quatro gols na sonora goleada por 5x0 do Vera Cruz nas dependências do Ferroviário do Cabo, no estádio Gileno de Carli, no Cabo de Santo Agostinho. O clube de Vitória de Santo Antão segue invicto, juntamente ao Atlético Pernambucano, de Água Preta, com duas vitórias em dois jogos, somando seis pontos. O Atlético Pernambucano não entrou em campo neste fim de semana, porque a equipe que enfrentaria, o Surubim, abandonou o certame, desta forma, venceu a partida por WO. Enquanto isso, o Ferrim, liderado por Cláudio Adão, encontra-se na lanterna do grupo, sem nenhum ponto conquistado. O nosso Mequinha também não jogou tendo o confronto adiado contra o Centro Limoeirense devido a forte chuva que está tomando conta da cidade de Vicência. No grupo A, quem está tomando conta da liderança isolada é o Araripina de Nego-Pai, aplicando uma bela vitória, em casa, sobre o Flamengo de Arcoverde por 3x1.O Bode, como é carinhosamente chamado, é a única invicta do Grupo A, totalizando quatro pontos. O time rubro-negro está em segundo, com três, mesma pontuação de Belo Jardim e Pesqueira, contudo, no desempate quem leva a melhor é o Pesqueira, que atuou em casa e venceu por 2x1. Afogadense e 1º de Maio, os últimos colocados, com dois e um ponto, respectivamente, ficaram no empate em 1x1, em Petrolina.

sábado, 23 de maio de 2009

Confirmado o cancelamento da partida

Devido às atuais circunstâncias, a Federação Pernambucana representada por José Joaquim, vice-presidente de futebol da instituição, está confirmado o cancelamento da partida entre América e Centro Limoeirense, valida pela segunda rodada da Série A2 do Campeonato Pernambucano. Outras partidas também deverão ser suspensas. Ainda não sabe se os demais confrontos serão adiados, em conseqüência condições dos estádios, além dos prejuízos financeiros, matérias e patrimoniais que as cidades estão tendo nos últimos tempos. A forte indícios que a partida entre América x Ferroviário do Cabo (27/05) também seja adiada por devido aos fatos apresentados, tendo como agravante a situação do gramado, decorrente ao sistema da drenagem do Jacosão, que mesmo que a chuva cessasse hoje em definitivo a drenagem do estádio não seria capaz de deixar o campo em condições da realização do jogo de quarta-feira.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Site do Mequinha está a caminho

Nesta semana recebemos a informação que o site oficial do América está sendo em construção, tendo como responsável pelo projeto o Diretor de Marketing do clube, Flávio Rezende. Até o momento não se sabe de quando o site estará efetivamente concluído, no entanto, nos foi passado que através do site haverá a possibilidade de compra de camisas oficiais do clube.
Quem quiser dar uma conferida, e ter ao menos idéia de como será pode acessar esse link: http://www.americafcpe.com.br/

Caravana adida por uma semana

A caravana vai ser adiada por uma semana devido às fortes chuvas no agreste que vem atrapalhando não só o trabalho do time esmeraldino mais todos daquela região. Durante a semana o elenco mal trabalhou com bola decorrente ao temporal formado e teve por varias vezes o treinamento interrompido até mesmo chegando a não treinar em alguns dias, como por exemplo, a quarta-feira passada. Segundo o presidente do América, o estádio municipal não possui um bom sistema de drenagem o que contribui para o agravamento da situação além de não ter iluminação e considerando esses fatores tudo indica que a partida será adiada, contudo, vale ressaltar que apenas o árbitro da partida poderá confirmar essa informação. Para evitar perca de tempo e dinheiro optamos adiar a viagem, contudo, estamos garantindo que no próximo domingo (31/05) vamos acompanhar a partida contra o Vera Cruz em Vitória de Santo Antão.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Trio de arbitragem definido para domingo

O site da Federação Pernambucana de Futebol já disponibilizou a escalação do trio de arbitragem para a partida do próximo domingo contra o Centro Limoerense.
O ábitro será Ricado Tavares tendo como assistentes Ubirajara Ferraz e Pedro Wanderley, primeiro e segundo assitente na respectiva ordem, ambos foram indicados ao troféu Lance Final edição 2009 oferecido pela Rede Globo Nordeste. Fonte: http://www.fpf-pe.com.br/

Rota do Mar é a nova fornecedora de material esportivo

Em anos anteriores o América vinha utilizando padrões de confecções independentes, ou seja, o próprio clube confeccionava seu uniforme, mas na temporada de 2009 o Mequinha fechou parceria com a premiada e conceituada empresa de Santa Cruz do Capibaribe: Rota do Mar.
Famosa por vestuários modernos e despojados no estilo Wave, ela também patrocina clubes de futebol, principalmente os do interior de Pernambuco, como por exemplo Ypiranga (Santa Cruz do Capibaribe), Central (Caruaru), Vera Cruz (Vitória de Santo Antão) e clubes de fora do estado a exemplo do Nacional de Patos (Paraiba). Este ano a empresa teve sua marca vinculada a tradicional equipe colombiana Independiente de Medellín que por quatro vezes foi campeã nacional da primeira divisão daquele país e semi-finalista na Taça Libertadores da América em 2003. A estréia da Rota do Mar provavelmente deverá acontecer na terceira rodada do campeonato pernambucano da série A2 contra o Ferroviário do Cabo que também tem seu material fornecido pela empresa do agreste pernambucano.

Está chegando o dia!

Depois de uma pífia estréia em Vitória de Santo Antão, chegou a vez do time esmeraldino dá o seu ponta pé inicial em seus domínios que este ano será no aconchegante município de Vicência, a 40 quilometros do Recife, localizada no agreste pernambucano com aproximadamente 30 mil habitantes, tendo como uma das principais rendas o plantio de bananas. Seu filho ilustre é o ex-governador e atual senador Jarbas Vasconcelos do PMDB.
Privilegiada por ter uma encantadora paisagem composta pela serra da Mascarenha onde impera o pico pertencente ao belo e histórico Engenho Jundiá a cidade vive momentos de ansiedades para ver em fim o Mequinha entrar em campo pela A2 de 2009 anteriormente o município tinha como representante o Clube Atlético Vicência que por irônia do destino veio a se tornar o atual Atlético Pernambucano, o mesmo que goleiou por três gols o alviverde no domingo passado. Jogo válido pela segunda rodada, o América enfrentará a equipe do Centro Limoerense, que venceu o Ferroviário do Cabo por 2 x 0. O Alviverde entrará em camp com alguns desfalques importantes que serão os meias Léo Batista e Mozinho, expulsos na partida de estréia, e nas respectivas vagas deverão entrar Rony e Josivaldo. Resaltando que o horário da realização do jogo será as 15h já que o Estádio Municipal José Joaquim de Albertins, conhecido também como "Jacosão" , tem capacidade para 5.500 pessoas, contudo, ainda não possui iluminação e o valor do ingresso será de R$ 3,00 ou trocado notas fiscais pelo programa Todos com a Nota. A partida ainda contará com a transmissão exclusiva da rádio local Vicência FM 98.5, um dos nossos parceiros, através dos Craques da Pelota.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Presidente tira dúvida sobre a sede

Em conversa ao Blog do Mequinha, Sérgio Serpa esclareceu os motivos da sede do clube, localizada na Estrada do Arraial, estar alugada a um colégio particular. Esbanjando sua simpatia, atenção e bom humor durante todo o tempo com nossa equipe, o presidente do América Sérgio Serpa primeiramente destacou que para manter a sede funcionando em perfeitas condições, o aluguel foi à alternativa mais viável, devido a ela situar-se num local de predominância residencial, não podendo realizar festas de longas durações para não entrar em conflito com os residentes ao arredor da sede, além de que os bailes atualmente estão em baixa na cidade, devido a outros tipos de divertimento oferecidos como bares e restaurantes.
Quando perguntado sobre uma possível venda, Serpa alegou que por ficar próximo ao Sítio da Trindade, ponto histórico e cultural, o América acaba tendo compromisso com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) agregando valor ao imóvel que mesmo não sendo tombado ganha certa importância no conjunto arquitetônico e por sugestão da própria entidade, devido sua tradição e importância, evitasse vender, salientando também que pelo tempo em que o prédido possui já deve ser de domínio público e também decorrente a uma lei municipal que proibe determinados tipos de construções nas intermediações do Sítio da Trindade, sendo assim, a venda torna-se inviável.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pela quinta vez, o América ergue a taça de campeão pernambucano

Texto extraído do sexto fascículo do 'Paixão Traduzida em Cores", publicado toda segunda-feira no Diário de Pernambuco.
Em 1927, o América voltou à cena, conquistando seu quinto título de campeão pernambucano, tendo o Torre ficado em segundo lugar. Um fato interessante é que o Flamengo, depois de ter sido goleado pelo Torre por 7 x 3, atrapalhou a vida dos candidatos naturais à conquista da taça. Derrotou o Náutico e o Sport por 3 x 2 e o Santa Cruz por 2 x 0. Num campeonato em que o WO pontilhou em vários jogos, o Campeão do Centenário sofreu uma derrota de 2 x 0 para o Sport, perdendo um jogo por WO – Equador – e ganhando outro também por WO, para o Náutico. Houve um empate, 1 x 1, com o Santa Cruz. Suas vitórias: 3 x 0 no Náutico, 2 x 0 Torre, 3 x 0 Equador, 3 x 2 Sport, 3 x 0 Sport, 2 x 0 Santa Cruz e 2 x 1 Torre. Na partida decisiva, em 22 de janeiro de 1928 – o campeonato passou de um ano para o outro -, o América precisava empatar, mas derrotou o Torre por 2 x 1, gols de Eric e Zé Tasso para os campeões e Péricles para o Torre. O árbitro foi o próprio presidente da Liga Pernambucana de Desportos Terrestres, Renato Silveira. Os gols foram marcados por Zé Tasso e Péricles para o América e Eric, para o Torre. O jogo foi arduamente disputado e teve quatro expulsões: Casado e Meira (América) e Hermínio e Osvaldo (Torre). Houve troca de posições, uma vez que no ano anterior o Torre tinha sido campeão e o América, o vice-campeão. Esse título marcaria um longo hiato por parte da equipe do América, que só voltaria a ser campeão pernambucano 17 anos depois, em 1944, encerrando sua série de conquistas. Com o tempo o Alviverde foi entrando em decadência e chegou a retirar-se da competição em 1959, voltando em 1963. Hoje, disputa a série A2, a segunda divisão do Campeonato Pernambucano, lutando para voltar a fazer parte da divisão Principal do futebol do Estado, que ajudou a projetar. América Futebol Clube (Campeão): Ilo, Gandra e Jorge; Deoclécio, Gama e Casado; Meira, Eric, Zé Tasso, Ralf e Moacir. Torre Sport Club (Vice-Campeão): Valença, Hermínio e Juquinha; Faustino, Hermes e Pedro; Osvaldo, Piaba, Péricles, Chiquito e Hermógenes.
Foto: Campeões de 1927. Não se sabe os nomes.

A modernidade preservando o passado

Texto criado por Karlos Felipe em 2008 com intuito acadêmico. Allan Lemos é um jovem de 20 anos, estudante, e que tem um objetivo pouco comum para outras pessoas de sua idade: resgatar o América. Quando o Alviverde disputou o Pernambucano da elite pela última vez, Allan tinha apenas oito anos. De lá para cá, só foram decepções. Mas o amor do estudante pelo Mequinha se explica em suas raízes familiares. “Eu tenho uma relação com o clube e não quero nunca ver ele morrer. Para mim, bastaria ver o América jogar”, diz Allan, que ia até Goiana acompanhar os jogos do clube na Série A2 do ano passado. A luta do estudante para salvar o América tem como principal ferramenta a internet. É através dela que Allan encontra outros interessados em não deixar o Alviverde morrer. Ele é dono da comunidade do clube na rede de relacionamentos orkut, mas já tentou transportar a iniciativa do virtual para o mundo real. “É muito complicado. As pessoas dizem que querem ajudar, mas poucas de fato se comprometem. Tentamos marcar reuniões, mas poucos vão. Queremos fazer um movimento realmente forte, organizado, que possa ajudar o clube de forma concreta, mas é difícil. Precisamos também de trabalhar em conjunto com a diretoria”, conta. Allan tem a ajuda do amigo José Calixto. Juntos, conseguiram até mesmo algumas doações, mas ainda é pouco. Tanto para as necessidades do clube, como para as pretensões daqueles que querem ajudar o América. “Não queremos necessariamente um grande número de pessoas, mas sim que aqueles que se interessarem, mantenham o compromisso”, concluiu. Ao ser informado da iniciativa de Allan, o presidente Sergio Serpa ficou positivamente surpreso. “Não sabíamos dessa iniciativa. Quem quiser, de fato, ajudar, é bem vindo, é só nos procurar. Chegam muitas pessoas lamentando a situação do América, lembram de seu passado, mas não fazem nada de concreto. Queremos renovação, novas pessoas dispostas a trabalhar pelo América”, garante Serpa. Linha do Tempo
12 de abril de 1914 – É fundado o clube, numa casa na avenida João de Barros, ganhando assim o nome de João de Barros Futebol Clube 22 de agosto de 1915 – Muda o nome para América Futebol Clube por influência de Belfort Duarte, esportista ligado ao América do Rio de Janeiro, clube que se encontrava no Recife em excursão. 1917 – Sofre a maior virada da história do futebol brasileiro, quando vencia o Santa Cruz por 5x1 até os 30 minutos da etapa final, mas acabou perdendo o jogo por 7x5. 1918 – Conquista seu primeiro título estadual; arrenda o campo do Britsh Club 1919 – É bicampeão estadual 1920 – abandona o campeonato; passa a ocupar o campo da Jaqueira 1921 – Ganha seu terceiro título estadual 1922 – Levanta sua quarta taça, a do Campeonato do Centenário da Independência do Brasil, fica conhecido como Campeão do centenário. 1923 – Conquista o Troféu Nordeste, competição regional que reuniu clubes de Pernambuco, Bahia, Alagoas e Paraíba. 1927 – Conquista seu quinto título estadual 1944 – Conquista seu sexto e último título do Pernambucano 1952 – É vice-campeão pela última vez (após o título de 1944, foi vice em 1945, 1947, 1948, 1950 e 1952). 1972 – Disputa a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro 1989 – Volta a disputar a Segunda Divisão nacional 1991 – Faz sua última participação na Segunda Divisão 1995 – Disputa pela última vez a elite do futebol pernambucano 2006 – Disputa a Série A2 do Pernambucano 2007 – Licenciado, não participa de competições OBS: Karlos Felipe é estudante de jornalismo da UFPE.

Dados gerais da 1° rodada da Série A2

Resultados: GRUPO A: AFOGADENSE 0 X 0 ARARIPINA PRIMEIRO DE MAIO 0 X 1 BELO JARDIM* FLAMENGO 3 X 1 PESQUEIRA *WO devido a ausência de ambulância na partida. GRUPO B: VERA CRUZ 1 X 0 SURUBIM CENTRO L. 2 X 0 FERROVIÁRIO ATLÉTICO PE 3 X 0 AMÉRICA Classificação: GRUPO A:Flamengo: 3 pontos 2° Belo Jardim: 3 pontos 3° Afogadense: 3 pontos 4° Araripina: 1 ponto 5° Primeiro de Maio: 0 ponto 6° Pesqueira: 0 ponto GRUPO B: Atlético: 3 pontos 2° Centro L.: 3 pontos 3° Vera Cruz: 3 pontos 4° Ferroviário: 0 ponto América: 0 ponto Surubim: ELIMINADO Artilheiros: Serjão (Flamengo): 2 gols Djalma (Centro): 2 gols Público: Atlético PE x América: 62 pessoas, R$ 165,00 Fonte: http://www.fpf-pe.com.br/

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sim, ainda existe torcedor do América

Além do Blog do Mequinha, o Jornal Folha de Folha de Pernambuco também cobriu o jogo do Atlético Pernambucano x América, partida válida da 1º rodada da Série A2 do Campeonato Pernambucano. Hoje foi publicada neste jornal a seguinte matéria, escrita por Brenno Costa:

Faltavam cinco minutos para a partida entre Atlético Pernambucano e América começar ontem, quando um vendedor que estava no setor das cadeiras, no estádio Carneirão em Vitória de Santo Antão, brincou. “Ainda tem torcedor do América?” A frase, dita com espontaneidade, referia-se a Otacil de Albuquerque, de 73 anos, e Paulo Mendes, de 77. Vestidos a rigor com a camisa do clube e com direito a cornetar os jogadores, os torcedores símbolos do Mequinha esbanjaram bom humor ao falar da paixão pelo clube, que está fora da elite estadual há 14 anos. Algo que pode ser irracional para muitos. Algo que talvez só o futebol explique. Quando questionamos sobre há quanto tempo acompanhavam o Alviverde, a resposta é rápida. “Desde que nasci”, disse Otacil. Paulo foi mais enfático. “Há 150 anos!”, brincou. Em um clima descontraído, a dupla, que mora no Recife, diz acompanhar o América em todos os jogos. “Já rodamos esse estado todo atrás do nosso time”, disse Paulo, dono de um grande senso de humor. Na partida de ontem, viu-se um time frágil. Insatisfeito com o que presenciou em campo, Paulo ironizou. “Estou com raiva desse time. Não venho mais” Com essa zaga não dá. Não torço pra time ruim”, disse. “Deixa eu ganhar na mega sena essa semana! Eu compro o América e boto esse time para ser campeão. Com jogador de cinco mil, vai ganhar de Sport, Náutico e Santa Cruz”, completou. Brincadeiras à parte, os torcedores mostram orgulhosos as seis estrelas referentes aos títulos estaduais que contornam o escudo do América. “Você sabe o que são essas seis estrelas? São seis títulos pernambucanos antes de Sport, Náutico e Santa Cruz. Esse time tem mais tradição que o Central de Caruaru, que nunca ganhou um Pernambucano. Sói que ninguém sabe disso”, afirmou.

(FOLHA DE PERNAMBUCO, 18/05/2009 Ano XII nº134. Esportes, Brenno Costa)

domingo, 17 de maio de 2009

América perde em sua estréia

O América iniciou com pé esquerdo na estréia da Série A2 do Campeonato Pernambucano, ontem no estádio Carneirão, em Vitória de Santo Antão. A partida deveria ocorrer na cidade de Água Preta, todavia, foi impossível devido às péssimas condições do gramado no Estádio Municipal. A partida iniciou com muita correria em ambos os lados, no entanto, as finalizações do Atlético assustavam a frágil defesa Alviverde. Logo aos dezoito minutos, Xaxá, jogador do clube de Água Preta, assustou a defesa do Mequinha, encobrindo o arqueiro Balbino, mas o chute acabou indo para fora. Minutos depois, em uma falha da defesa, Juninho do Atlético chutou, a bola bateu no camisa sete do América, o volante Henrique, e por pouco não entra, batendo na trave. O dia não era do América, aos trinta minutos do primeiro tempo, duas substituições devido a contusões do lateral Givaldo e do zagueiro José Paulo saíram de campo para as entradas de Gilvan e Alemão, respectivamente. As modificações do técnico João Alfredo modificou todo o esquema tático, fragilizando a defesa. A partir daí, o Atlético tomou conta do jogo. Devido a uma falha da defesa do América, o Atlético realizou um contra-ataque com Alex, tocando para Johny que invadiu a área e foi derrubado. O árbitro Giorgino Wilto marcou a penalidade, sendo convertido pelo próprio Johny, aos trinta e cinco minutos do primeiro tempo. Três minutos depois, sofreu mais um gol. O autor foi Fabinho Palmeres acertou um belo chute de fora da área no ângulo direito de Balbino. Já no segundo tempo, o América não conseguiu buscar a reação, O Atlético segurou o resultado, e com tranqüilidade, marcando ainda aos quarenta e três minutos com Gutierrez, que havia entrado no lugar de Johny. Novamente, através de uma grave falha no setor defensivo, Gutierrez invadiu a área, sem marcação e esperou a saída do goleiro para mandar no canto esquerdo, definindo assim o placar. Antes do gol o América ainda sofreu as expulsão de dois jogadores de criação, o camisa 10 Léo Batista e o camisa 8 Mozinho, desfalcando o Mequinha para o próximo confronto, desta vez em Vicência com o apoio da torcida, contra o Centro Limoeirense. Atlético Pernambucano: Delone; Juninho, Joélcio, Eliel e Marcos; Washington, Nelinho, Fabinho Palmeres (Leandro) e Xaxa; Johny (Gutierrez) e Alex. Técnico: Alexandre Julião. América: Balbino; Givaldo (Gilvan), Rosinaldo e José Paulo (Alemão); Barbosa, Henrique, Mozinho, Léo Batista e Neto Timbaúba (Paulinho); Robson e João Paulo. Técnico: João Alfredo. Árbitro: Giorgio Wilton Macedo Assistentes: Luiz Fernando Coelho e Clodovil Amaral Gols: Johny (35’’ 1º tempo); Fabinho Palmeres (37” 1º tempo) e Gutierrez (43” 2º tempo). Cartões Amarelos: Fabinho Palmeres, Xaxá (Atlético) / Alemão, Barbosa, Henrique, Mozinho e Léo Batista (América). Cartões Vermelhos: Léo Batista e Mozinho Público e Renda: não divulgado.

sábado, 16 de maio de 2009

É Amanhã!

Clube Atlético Pernambucano x América Futebol Clube

Local: Estádio Municipal Severino Cândido Carneiro (Carneirão) Capacidade: 8 mil torcedores Ingressos: R$ 3,00 e TODOS COM A NOTA Escalação do América: Não divulgada Técnico: João Alfredo Escalação do Atlético PE: Não divulgada Técnico: Alexandre Julião É a estréia do Campeão do Centenário contra o vice-campeão da Copa Pernambuco 2008 dando o seu ponta pé inicial rumo à Elite do Futebol Pernambucano! Vamos todos ao Carneirão e mostrar a força da TORCIDA AMERICANA!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Tá chegando o Campeonato Pernambucano Série A2!

Vai começar a Série A2 (Segunda Divisão) do Campeonato Pernambucano. O pontapé inicial será dado neste domingo (17/05), onde serão realizadas todas as partidas. Onze clubes correm atrás de duas vagas de acesso à Série A1 em 2010 (da esquerda para a direita): Afogadense Futebol Clube (Afogados da Ingazeira), Belo Jardim Futebol Clube (Belo Jardim), Pesqueira Futebol Clube (Pesqueira), Flamengo Sport Club (Arcoverde), 1º de Maio Esporte Clube (Petrolina), Araripina Futebol Clube (Araripina), América Futebol Clube (sediado em Recife, mas levará seus jogos à Vicência), Vera Cruz Futebol Clube (Vitória de Santo Antão), Centro Limoeirense (Limoeiro), Clube Atlético Pernambucano (Água Preta) e Ferroviário Esporte Clube do Cabo (Cabo de Santo Agostinho). Para muitos, a segundona estadual é um estágio para a profissionalização dos clubes, uma vitrine para os jogadores e uma laboratório para os treinadores. Neste ano, os treinadores em destaques são Cláudio Adão, do Ferroviário do Cabo, e Alexandre Julião, do Atlético Pernambucano e João Alfredo, do América, estão vendo na competição uma chance de mostrar suas qualidades para alçar vôos maiores. Veremos também atletas que disputaram o Pernambucano A1, e que prometem ser os destaques de suas equipes, como: Léo Batista e Rosinaldo (ex-Cabense) e Givaldo (ex-Sete de Setembro), defendendo as cores do Mequinha, Nego Pai (ex-Sete de Setembro), no Araripina e Buiú (ex-Central) jogará no Atlético Pernambucano. Além do tradicional América, seis vezes campeão estadual e campeão do Troféu Nordeste, outros times que estão na Série A2 e já brilharam na Elite do futebol pernambucano são: Vera Cruz, 1º de Maio, Flamengo e Centro Limoeirense.
O fato lamentável para o futebol pernambucano é que neste ano, não teremos a presença de três clubes tradicionais em Pernambuco: Clube Ferroviário do Recife, Íbis Sport Club e, semanas antes de iniciar o Surubim Futebol Clube, da cidade de Surubim, segundo a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), seus estádios não ofereciam condições necessárias para receber seus jogos. No caso do Surubim, que estava prestes a estrear o campeonato, todos os seus jogos serão considerados perdedor no placar de 1 x 0, conforme determina o Art. 32 do Regulamento Geral das Competições.
Na primeira fase, as 12 equipes (considera-se o Surubim) serão divididas em duas chaves de acordo com a localização geográfica da sede de cada clube. No Grupo A, estarão Afogadense, Belo Jardim, Pesqueira, Flamengo de Arcoverde, 1º de Maio e Araripina, representantes do Agreste e do Sertão do Estado. No B, ficaram Vera Cruz, Centro Limoeirense, América, Atlético Pernambucano, Ferroviário do Cabo e Surubim, que estão situados na Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife. Nesta etapa, os times jogarão entre si, classificando-se os quatro melhores de cada lado. A Segunda Fase é composta por dois grupos com quatro times em cada. Todos jogam contra todos em jogos de ida e volta dentro do seu grupo. Classificam-se os 2 melhores de cada grupo para a terceira fase. A Terceira Fase é composta por dois grupos com dois times em cada. Será um mata-mata, ou seja, um jogo de ida e outro de volta.Classifica-se o melhor de cada grupo para a quarta fase. A Quarta Fase (Final) é composta por dois times. Será um mata-mata, ou seja, um jogo de ida e outro de volta. Independente do resultado os dois times já estão classificados para o Pernambucano da Série-A1 de 2010. Vamos torcer para que este ano, nosso Glorioso Alviverde retorne do lugar que nunca deveria ter saído, a elite do futebol pernambucano! Força América!
Confira os jogos do Pernambucano A2 neste domingo:
Afogadense x Araripina - 15:15 (Valdemar Viana de Araújo, Afogados da Ingazeira)

Belo Jardim x 1º de Maio - 16h (Mendonção, Belo Jardim)

Flamengo x Pesqueira – 15h15 (Áureo Brádley, Arcoverde)

Vera Cruz x Surubim - 16h (Carneirão, Vitória de Sto. Antão)*

Centro Limoeirense x Ferroviário do Cabo - 16h (José Vareda, Limoeiro)

Atlético Pernambucano x América - 15h15 (Carneirão, Vitória de Sto. Antão)**

*Surubim sai do Campeonato, sendo assim o resultado é de 1 x 0 para o Vera Cruz.
**O jogo foi transferido para Vitória de Sto. Antão, devido ao Estádio Municipal de Água Preta, não apresentar condições para a partida.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

As causas de uma agonia alviverde

Texto criado por Karlos Felipe com intuito acadêmico.
Perto de completar cem anos, o América passa pelo estágio mais grave de uma crise que se arrasta há décadas. Conheça as razões que levaram o tradicional clube atual à atual situação.
No dia 12 de janeiro, um sábado, quando Sport e Salgueiro entrarem no campo da Ilha do Retiro, terá início a 94ª edição do Campeonato Pernambucano de Futebol. A quase secular competição reunirá doze clubes, movimentando as rivalidades locais e consolidando-se cada vez mais na vida dos pernambucanos. Entre os participantes estarão equipes de todo o Estado, desde os grandes da capital aos intermediários do interior. No entanto, mais uma vez, uma ausência será sentida: o América não jogará. Seis vezes campeão estadual – marca que o torna o maior vencedor depois de Sport, Santa Cruz e Náutico – o América Futebol Clube vive uma séria crise. A última participação do Alviverde na primeira divisão do Estadual foi em 1995. Uma campanha pífia, na qual a equipe venceu apenas quatro de seus 36 jogos, empatou três e perdeu 29. Marcou 25 gols e sofreu assombrosos 122, média superior a três por partida. Como não poderia deixar de ser, esses números levaram o Periquito à segunda divisão, de onde nunca mais voltou. Passados doze anos, o América disputou algumas vezes a segunda divisão e a Copa Pernambuco, tornou-se um clube itinerante, passando por cidades como Bonito e Goiana, mas não conseguiu sucesso e hoje se encontra licenciado. Sua sede, um belo casarão na estrada do Arraial, em Casa Amarela, está alugada à um colégio da rede particular desde 2001, com o clube tendo acesso apenas a uma sala, na qual guarda seus troféus e ocorrem as reuniões do Conselho Deliberativo. Tudo leva a crer que o América dá seus últimos suspiros. Para a tristeza dos milhares de desportistas pernambucanos. Uma longa crise
A derrocada americana foi um processo lento, para o qual contribuíram diversos fatores. O América era composto em seus primórdios por pessoas da elite social recifense, como, por exemplo, Arthur Lundgren, herdeiro dos Lundgren, que construiriam um império econômico, como lembra o jornalista Lenivaldo Aragão. “Eram pessoas da alta sociedade. O América rivalizava com o Náutico na questão de ser o clube da elite.” Opinião corroborada pelo atual presidente alviverde, Sérgio Serpa. “Para ser sócio do América era complicado. A pessoa tinha que ser apresentada por outro sócio, para em seguida ser aceita ou não”, recorda. Elitista, o América floresceu numa época em que o profissionalismo ainda engatinhava. Tendo poder econômico, o clube conseguia se preparar melhor para os campeonatos e também para os jogos decisivos. Não era raro a contratação de atletas de fora do Estado para as finais, prática que causava muita polêmica, mas que foi levada a cabo sobretudo por América e Sport, que, coincidentemente, venceram nove dos dez primeiros estaduais. Nesse tempo de glórias, o Alviverde por pouco não se tornou o primeiro pentacampeão. Conquistou os títulos de 1918 e 1919 e voltou a ser campeão em 1921 e 1922, a famosa conquista do Centenário da Independência do Brasil. O título de 1920 não veio por que o clube abandonou o campeonato devido a desavenças com a organização. O Periquito ainda levantaria a taça de 1927 e, por fim, a de 1944. A má fase do clube não começou imediatamente à essa última conquista. Após 1944, o América foi cinco vezes vice-campeão nos oito anos seguintes. Foi então que as boas campanhas começaram a ficar raras. Para piorar, a década de 1960 viu o fortalecimento do Náutico. Falta de torcida
Quando se fala na torcida americana, não é raro vir à memória a imagem de um senhor de idade, cheio de histórias para contar sobre um Recife charmoso, que ficou no passado. Um Recife no qual o América era um dos principais clubes. Lembra-se também do poeta João Cabral de Melo Neto, americano declarado ou ainda da famosa frase: “o América é o segundo clube de todo pernambucano”. O sociólogo Túlio Velho Barreto, que trabalha com a sociologia do futebol, destaca algumas razões para o fortalecimento de uma torcida e, conseqüentemente, de um clube. “Os resultados, os ídolos, a identificação com um local ou determinado setor da sociedade, as rivalidades. Tudo isso influi no crescimento ou não de uma torcida”, analisa. Na época em que muito disso faltava ao América, o Náutico esbanjava. Assim, o Alvirrubro começou a ganhar o definitivo “Clássico da Técnica e da Disciplina”, como era chamado o embate entre os clubes. Enquanto o Timbu mandava e desmandava em Pernambuco, conseguindo até mesmo resultados expressivos nacionalmente, e fazia dos Aflitos seu caldeirão, o Alviverde vivia um jejum. Dessa forma, não demorou para as novas gerações das classes mais abastadas começarem a acompanhar Gena, Bita e Lala, deixando o América de lado. Sempre elitista, o clube também não conseguia trazer para si a população de Casa Amarela e adjacências, que preferia torcer pelo Santa Cruz. Aos poucos, o Campeão do Centenário foi diminuindo. Sem patrimônio
O América foi um dos primeiros clubes pernambucanos a se preocupar em ter um campo próprio para jogar. Em 1919, os alviverdes arrendaram o terreno que até então era do British Club, nas imediações do que hoje é o Museu do Estado. No ano seguinte, partiram para o campo da Jaqueira, onde hoje está localizado parte do Parque da Jaqueira e lá permaneceram até o fim dos anos 1920, quando o Trainways assumiu o campo. Porém, a idéia de se ter um estádio próprio ainda não fazia tanto sentido. O que importava era ter um local para jogar e treinar. Numa época em que a cidade era bem menor e o profissionalismo era bem diferente do que é hoje, mas importante para um clube era ter uma sede do que um campo. Porém, essa época passou e o América ficou para trás. Enquanto na década de 1930 Náutico e Sport investiram na compra dos terrenos que hoje são seus estádios, o Alviverde não seguiu o exemplo. “Faltou visão aos diretores do América na época”, entende Carlos Celso Cordeiro, historiador do futebol pernambucano. Ciclo maldito
A situação do América era complicada. Sem títulos, não havia forma de trazer outros torcedores. Sem torcida, os recursos ficavam escassos e, assim, a formação de bons times era impossível e os títulos não vinham. Para complicar ainda mais, era o Santa Cruz passou a viver seu apogeu e angariando mais e mais torcedores, até mesmo de fora das classes populares. “Antigamente, os clubes se sustentavam com a renda de suas atividades sociais. Depois disso, foi com o dinheiro dos diretores ricos que se fazia o futebol, além das rendas de jogos, que começaram a fazer a diferença, mas nós não tínhamos estádio,”, diz o presidente Sergio Serpa. Nessa época dos “diretores-mecenas”, foi de fundamental importância a família Moreira, cujo principal expoente foi Rubem Moreira, presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) por quase três décadas. “Até essa época, entre as décadas de 1970 e 1990, nos conseguíamos nos manter. Após o Plano Real, houve uma mudança no País, houve um nivelamento por baixo em termos de economia. Muitos diretores, que tinham dinheiro acumulado e investiam apenas os rendimentos no clube, não tinham mais como fazer isso”, explica. Foi quando a crise americana chegou ao estado atual. O futuro
“Acho muito difícil o América se levantar. O futebol, hoje, é um show, um negócio, é necessário platéia, investimento, estrutura e o América não tem”, afirma o jornalista Fernando Menezes, que tem uma opinião que é quase um consenso. As chances do América voltar a ser grande são mínimas, mas é possível continuar existindo. “Vejo como uma possível saída para o clube a ida para uma cidade do interior. A população e o empresariado local poderiam adotá-lo. Até já foi tentado algumas vezes, mas sem sucesso”, diz Cordeiro. “É muito complicado para um clube como o América continuar existindo em uma cidade como Recife, que já tem três grandes torcidas, mas é um clube que tem uma marca forte”, diz Barreto. O presidente americano, no entanto, garante que o atual momento é apenas uma fase. “Que fique bem claro: o América não está morto. Nós da diretoria não estamos de braços cruzados. Recentemente tivemos uma reunião do conselho e houve discordâncias, cada um querendo uma coisa diferente. Quer prova maior do que o clube está vivo?”, afirma Serpa, que está no cargo há dois anos. “O clube está licenciado por que nós não vamos jogar o nome do América na lama. Temos que ter muito cuidado, não vamos montar qualquer time apenas para disputar. Se o Íbis perde de goleada, é até engraçado, se é com o América, é um absurdo. Se anunciamos um projeto e ele não se concretiza, fica parecendo que estamos soltando ‘peruas’”, desabafa Serpa. “Temos muitos projetos em andamentos, mas, como se trata do América, temos que ter todo cuidado. Há diversos empresários que querem firmar parcerias com o clube, mas temos que estudar bem e oferecer uma mínima estrutura para viabilizar esse tipo de projeto”, conta, para em seguida explicar qual seria o principal desses projetos. “Pretendemos construir um estádio, pequeno, em algum município próximo. Estamos estudando. Nosso principal problema não é a falta de dinheiro, mas sim a falta de pessoas, de renovação. Com as idéias de novas pessoas, podemos fazer mais dinheiro”, encerra Serpa. Do antigo América, resta apenas a gloriosa história, mas um novo América pode surgir. Se os atuais diretores souberem enxergar com nitidez a nova forma de fazer futebol e trabalharem nesse sentido, é possível ver novamente o América orgulhando seus torcedores, quem sabe até membros de uma nova geração? Caso do América se repete em outros estados
O caso do América não é único. São vários os clubes tradicionais que vêm sofrendo graves crises nos últimos anos. No Pará, a Tuna Luso chegou a estágio parecido, mas dá sinais de reação. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, os Américas locais também vivem momentos complicados. Mesmo que a existência do clube não fique ameaçada em um primeiro momento, a queda do número de torcedores é notável, caso do Ferroviário em relação aos rivais Fortaleza e Ceará. “A tendência é que isso continue. O mais comum no resto do mundo é que, mesmo em cidades grandes, haja penas dois clubes que polarizem as atenções. Já é assim em Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte”, diz o sociólogo Túlio Velho Barreto, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sociologia do Futebol (UFPE/Fundaj), citando cidades que já tiveram mais de dois grandes clube. “Exceções são cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Londres, que têm vários clubes importantes e com torcida. Até o Recife pode se enquadrar nesse caso, já que não é uma cidade que inicialmente comporte três grandes torcidas”, complementa. Barreto também vê a influência da mídia, assim como dos resultados, nas mudanças que levam clubes a crescerem ou diminuírem e até mesmo desaparecerem. “Se um clube passa muito tempo sem ganhar, sem ídolos, é comum que as novas gerações passem a acompanhar e torcer por clubes de outros locais, dos grandes centros por exemplo, ou até mesmo do exterior, já que são essas agremiações que estão na mídia, com notícias e transmissões de jogos”, analisa.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Estréia será em Vitória de Santo Antão

A estréia do América acontecerá na cidade de Vitória de Santo Antão contra o Atlético Pernambucano, já que o estádio onde aconteceria a partida tendo como mandante o Atlético não está em condições de jogo devido a má conservação do gramado. A data da partida será 17/05 (domingo) tendo início as 15:15 horas. Veja o comunicado oficial da FPF através deste link: http://www.fpf-pe.com.br/fotos/5175ato_051.jpg

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Campeão do Centenário, título histórico conquistado pelos alviverdes em 1922

Texto retirado do quinto fascículo do "Paixão Traduzida em Cores" do Diário de Pernambuco, publicado em 11 de Maio de 2009:
Jogos interrompidos pelos mais diversos motivos, principalmente pelo fato de o campo ter ficado escuro, como o clássico América x Sport da primeira rodada, que terminaria decidindo o campeonato; jogos anulados, como o que envolveu o Torre e o novato Equador; entrega de pontos – Equador, Santa Cruz ao Sport, e Peres ao Náutico; jogo não realizado, devido ao desinteresse dos dois clubes – Flamengo e Santa Cruz – após adiamento provocado pelas chuvas, que caíram intensamente. Tudo isso marcou o Campeonato Pernambucano de 1922, disputado sob intenso inverno. O Senhor Inverno, que duas décadas mais tarde, durante a segunda Guerra Mundial, terminaria provocando o fracasso das tropas de Hitler na sua incursão pela União Soviética, deu as cartas no nosso campeonato, só que em proporções bem menores, justamente no ano em que o Brasil comemorava o centenário do Grito do Ypiranga. O campeonato foi disputado em um turno único. Assim, tivemos apenas os jogos de ida. Mais uma vez, Sport e América surgiam como candidatos ao título de campeão. Os rubro-negros pretendiam interromper a marcha de seu maior rival, que buscava o segundo bicampeonato. A Liga já tinha instituído o sistema de dois ou mais jogos por rodada. Logo de saída, Náutico x Centro Peres deixou de ser disputado por causa do mau tempo. Tendo sido marcada para outra data, a partida terminou não sendo realizada porque o Peres entregou os pontos. Vitória do Náutico, portanto, por WO. No mesmo dia, 7 de maio, o América estava derrotando o Sport pela contagem de 2 x 1, tendo sido o encontro suspenso por falta de iluminação. Na época invernosa, como ainda acontece hoje, escurece mais cedo nesta região, e os campos ainda não tinham iluminação artificial. A direção da Liga determinou que os oito minutos restantes fossem disputados mais adiante, depois do cumprimento da tabela. Assim, rubro-negros e alviverdes voltaram a campo em 19 de novembro. Loca, Jaqueira, chamado de América Parque, onde a partida estava sendo disputada ao ser interrompida. Embora estivesse programado apenas um restinho de jogos, um grande publico compareceu. É que estava em cena o pomposo título de Campeão do Centenário. O América, que sofrera uma derrota em meio à sua jornada, ao perder para o Torre por 1 x 0, chegava àquele momento, com 10 pontos ganhos, enquanto o Sport tinha 11, sem incluir, é claro, os pontos daquela partida, que os americanos estavam ganhando por 2 x 1. Foram instantes dramáticos. O Sport lançou-se furiosamente ao ataque. Se conseguisse pelo menos empatar o jogo, ficaria com 12 pontos, e deixaria o gramado festejando a conquista de mais um título. Já o América defendia-se com unhas e dentes, uma vez que se o placar fosse mantido, passaria a somar 12 pontos e levantaria a taça, pois o Sport permaneceria com 11. E foi o que ocorreu. Final de jogo, vitória do América por 2 x 1. A torcida do América fez muito barulho na comemoração da conquista que ainda é lembrada, quando a imprensa refere-se ao clube como o Campeão do Centenário.
América Futebol Clube (Foto: da esquerda para direita): Romulo, João Batista, Faustino, Oscar, Lindolpho, Henrique, Luiz Selva, Manoel, Fernando, Fábio, José Tasso, Arthur, Carlos Lapa e Jorge Tasso.
América 2 x 1 Sport Data: 07/05 Local: América Parque, Jaqueira Árbitro: Gastão Bittencourt Gols: Araújo (2) – América e Péricles – Sport América Futebol Clube (Campeão): Nozinho; Rômulo e Cunha Lima; Lindolpho, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Juju e Matuto. Sport Club do Recife (Vice-campeão): Mário Franco; Alarcon a Chakmers; M. Paranhos, Jack e Pedro Sá, Mathias Adour, Benedicto, Geraldo Bastos, Péricles Caldas e Aluísio Caldas. Equipes dos oito minutos finais, em 19/11: América Futebol Clube: Leça, Rômulo e Faustino; Lindolpho, Licor e Zizi; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Juju e Matuto. Sport Club do Recife: Mário Franco; Alarcon a Chakmers; Mathias Adour, Benedicto e Pedro Sá; Baltar. Hardy, Péricles Caldas, Walker e Aluísio Caldas. Campanha do América: 07/05 América 2 x 1 Sport (Jaqueira) Obs.: jogo suspenso, faltando oito minutos para o término. Concluído em 19/11, o placar se manteve inalterado. 21/05 América 4 x 0 Peres (Jaqueira) 04/06 América 2 x 1 Náutico (Jaqueira) 23/07 América 3 x 1 Equador (Jaqueira) 06/08 América 0 x 1 Torre (Jaqueira) 22/10 América 2 x 1 Santa Cruz (Jaqueira) 05/11 América 4 x 2 Flamengo (Jaqueira)

Liga erra feio contra rubro-negros e o América volta a fazer a festa

Texto retirado do quinto fascículo do "Paixão Traduzida em Cores" do Diário de Pernambuco, publicado em 11 de Maio de 2009:
Nos primeiros anos do Campeonato Pernambucano, Sport e América faziam a festa a cada temporada. A dupla revezava-se no trono. Depois da confusão em que esteve envolvido, o que o fez a abandonar a Liga, temporariamente, o Alviverde jogou por terra a chance de tornar-se o primeiro tricampeão pernambucano. Bicampeão em 1918/1919 o América caminhava célere para conquistar o campeonato de 1920, quando largou o campeonato por ter metido numa encrenca com a Liga. E o Sport, que pegou o embalo, não deixou por menos. Tornou-se campeão pela terceira vez. Os americanos voltaram com muita disposição em 1921. Como sempre, rivalizaram com o Sport. Nos dois duelos envolvendo as duas principais equipes do campeonato, houve um empate por 2 x 2 e uma vitória dos periquitos por 3 x 1. O campeonato de 1921 foi marcado por uma grande confusão causada pela LPDT – Liga Pernambucana de Desportos Terrestres – que, ao cometer um erro que jamais quis assumir, terminou prejudicando o Sport, pois tirou do Rubro-negro a oportunidade de mais uma vez decidir o título. O imbróglio, que ficou conhecido como o Caso Geraldo Bastos, tinha como pivô um jogador que atendia por esse nome. Defendia o Náutico, e em fins de 1920 mudou-se com armas e bagagens para o Sport. Em abril de 1921 o novo clube de Geraldo Bastos entregou sua inscrição à Liga. Por descuido da entidade, o registro do atleta não foi feito. A inscrição tinha sido engavetada. O Sport, certo de que o ex-alvirrubro estava apto, escalou-o para o clássico do dia 14 de agosto, em que derrotou o Santa Cruz por 4 x 2, na Avenida Malaquias, na abertura do segundo turno – no primeiro, vitória também dos rubro-negros por 3 x 2. Sabendo da situação, o Santa Cruz pediu os pontos da partida, alegando e que Geraldo Bastos estava irregular. Era verdade. Houve uma pendenga que durou meses. A Liga procurou inocentar-se e deu ganho de causa ao Santa Cruz. O problema foi parar no Rio de Janeiro, mas a Confederação Brasileira de Desportos – CBD – tirou o corpo. Alegou que se tratava de assunto local e que ela, a entidade máxima do futebol nacional, não se sentia competente para julga o caso. Com o campeonato tendo sido disputado em dois turnos, em sistema de pontos corridos, cada time, que deveria realizar 14 jogos, só fez 13, tendo em vista o Varzeano ter desistido de disputar o segundo turno. O certame de 1921 teve oito clubes. O América chegou ao fim do returno, com 19 pontos. O Santa Cruz, beneficiado com os dois que ganhou no protesto contra o Sport, somou também 19 pontos e disputaria o título numa partida extra contra o América. Mais uma vez o Santa Cruz estava na final, tendo sido derrotado por 4 x 2. O América reabilitava-se e obtinha seu terceiro troféu de campeão. Como era comum naqueles tempos, o campeonato passou de um ano para o outro. Assim, só em fevereiro a torcida alviverde pôde festejar. América 4 x 1 Santa Cruz Decisão do Campeonato Pernambucano de 1921 Data: 12/02/1922 Local: Campo da Avenida Malaquias Árbitro: Manuel Lopes Gols: Juju (2), Zé Tasso e Fabinho – América; Pitota – Santa Cruz América Futebol Clube (Campeão): Novinho; Ayres e Rômulo; Lindolpho, Licor e Zizi; Fabinho, Lapinha, Zé Tasso, Juju e Araújo Santa Cruz Futebol Clube(Vice-campeão): Ilo Just; Bebé e Mário Rosas; Julio, Manuel Pedro e Graciliano; Firmino, J. Sá, Zé Castro, Pitota e Eurico Jogos do Campeão Primeiro Turno 01/05 América 6 x 0 Peres (Jaqueira) 13/05 América 2 x 1 Varzeano (Jaqueira) 22/05 América 2 x 0 Náutico (Jaqueira) 19/06 América 4 x 3 Torre (Jaqueira) 03/07 América 2 x 2 Santa Cruz (Jaqueira) 24/04 América 3 x 1 Sport (Avenida Malaquias) Segundo Turno 21/08 América 2 x 0 Peres (Jaqueira) 11/09 América 2 x 2 Náutico (Aflitos) 02/10 América 1 x 0 Flamengo (Jaqueira) 09/10 América 1 x 2 Torre (Jaqueira) 16/10 América 0 x 0 Santa Cruz (Avenida Malaquias) 06/11 América 4 x 1 Santa Cruz (Avenida Malaquias)

Sport foi buscar no estrangeiro reforços para barrar seu rival

Texto retirado do quinto fascículo do "Paixão Traduzida em Cores" do Diário de Pernambuco, publicado em 11 de Maio de 2009
A briga pela conquista do título de 1918 estava feroz. De um lado, o América pretendia interromper a série de títulos do Sport e impedir a posse definitiva da taça oferecida ao campeão. Ficava de vez com o troféu o clube que se sagrasse campeão três vezes consecutivas. Do outro lado o Sport queria. A todo custo, conquistar o tri-campeonato e ficar com a taça para sempre. Sport e América eram os favoritos na luta pelo título máximo. Comparando as forças, o Sport percebeu que o América parecia mais forte e tratou de buscar novos jogadores para melhorar sua equipe. Ao procurar jogadores no Rio de Janeiro e em São Paulo, constatou que aqueles mercados não dispunham de craques que pudessem ser transferidos para Pernambuco por já haverem disputados jogos nos campeonatos daqueles Estados. Era assim as regras da época. De Montevidéu para o Sport – Assim, numa atitude ousada, os rubro-negros mandaram buscar, às pressas, no Uruguai, o extraordinário center-foward Pedro Mazzullo. O objetivo era ganhar do América. Para cumprir a exigência do regulamento, o jogador precisaria chegar ao Recife pelo menos sessenta dias antes do jogo contra o América, a ser disputado no dia 21 de julho. E assim partiu de Montevidéu aquele jogador, no dia 13 de maio, chegando ao Rio de Janeiro em 17, às 6 horas da manhã. Para chegar a tempo, teve de embarcar no mesmo dia às 10 horas no vapor Brazil chegando a Maceió, no dia 21, pela manhã. Givanildo Alves, na “História do Futebol em Pernambuco”, conta que, “os dirigente do clube rubro-negro mandaram o navio queimar carvão, por conta deles, a fim de que o BRAZIL acelerasse suas máquinas para chegar a Maceió no dia previsto. Era época de guerra e os navios da costeira, por medida de economia, só queimavam lenha”. Para ele poder jogar contra o América, no dia 21 de julho, era preciso estar no dia 21 de maio em território pernambucano. Mas como, se o Brazil teria de se demorar no ponto de Maceió? Os dirigentes do Sport agiram com uma argúcia extraordinária. Enviaram um emissário àquela cidade para esperar o jogador e alugaram o automóvel da Great Western, que poderia vir mais ligeiro que o trem. Tomadas todas as providências legais, Pedro Mazzullo ficou regularizado para o encontro com o América no jogo do dia 21 de julho. O América x Sport da estréia de Pedro Mazzullo foi aguardado com entusiasmo, porque indicaria quem iria desgarrar na corrida pelo título. O América foi impiedoso. Venceu por 6 x 1. Naquele dia, quem foi a campo ver o uruguaio Pedro Mazzullo, viu o pernambucano Zé Tasso, autor de 3 dos 6 gols do América. O gol do Sport foi marcado por um jogador “importado”: Benedicto Fernandes. Depois da chegada de Pedro Mazzullo, o Sport trouxe outro uruguaio para reforçar seu time. O novo reforço foi Antonioo Mazzullo, center-half, irmão de Pedro Mazzullo. Pedro, o center-foward, era também conhecido como Mazzullo I, e Antonio, o center-half, o Mazzullo II. A estréia de Antonio Mazzulo, em jogos do Campeonato Pernambucano foi no dia 1 de setembro de 1918, contra o Náutico. Felipe Perez e Luiz Salermo no América: Felipe Perez, também chamado de Perez II, tinha função de atacante e ingressou no América para disputa do campeonato em 1919. Era irmão de Antonio Perez. Foi campeão em 1919 e começou a disputar o campeonato em 1920 do qual o América se retirou. Salermo também chegou para o América em 1919, para reforçar o time na luta do bicampeonato. Era jogador de armação e defendeu a equipe alviverde até quando o América, em desacordo com a mentora, retirou-se do Campeonato Pernambucano de 1920. O América, naquela oportunidade era um time muito forte. Tanto que quando voltou às disputas do campeonato, abiscoitou os títulos de 1921 e de 1922. Este último, por sinal, é que tornou o América conhecido como Campeão do Centenário, por ser 1922 o ano do centenário da Independência do Brasil. É muito provável que o América tivesse sido o primeiro pentacampeão pernambucano, caso não tivesse se desentendido com a Liga, a Federação Pernambucana da época. Como chegamos ao profissionalismo A importação de jogadores trouxe consigo um efeito colateral. Começaram a surtir jogadores da casa que recebiam dinheiro para jogar. Era o chamado amadorismo marrom. Em 1920, a lista de jogadores suspeitos de receberem dinheiro para jogar não era pequena. Pelo Sport: Mário Franco, Alarcon, Benedicto Fernandes e Nestor Cruz. Pelo América: Francisco Bermudes, Alexi, Luiz Salermo, Nozinho, Antonio Perez e Felipe Perez. Pelo Torre: Manoel Carvalhal, conhecido como Roxura. Foi travada uma luta entre os defensores do amadorismo puro e os que aceitavam e apoiavam o falso amadorismo. Foram criadas regras para combater o pagamento a jogadores, mas as regras continuavam sendo burladas. Em 1923, o profissionalismo foi introduzido no Rio de Janeiro e, como então a Capital Federal servia de referência para todo o Brasil, Pernambuco também se rendeu aos fatos. Assim, em 1937, tivemos a primeira inscrição oficial de um jogador profissional na Federação Pernambucana de Desportos. O clube que fez a primeira inscrição foi o Central. A data de inscrição foi 27/06/1937. O jogador foi Luiz Zago.

domingo, 10 de maio de 2009

A importância do América no futebol pernambucano

Texto originalmente publicado em 21 de Junho de 2008 por Juvando Oliveira ao Blog História do Futebol. As novas gerações não têm idéia da importância do América, em épocas já remotas. Se hoje o futebol pernambucano tem três grandes equipes, até meados dos anos 50 do século passado eram quatro. Tanto que o encontro entre o alviverde e o Náutico era denominado de Clássico da Técnica e da Disciplina. Os concursos com tampinhas de refrigerantes, como a laranjada Cliper, traziam a foto dos craques do América, junto com os do Náutico, Sport e Santa Cruz. Velhos americanos atribuem à falta de um estádio, ao contrário de Náutico, Santa Cruz e Sport, um dos motivos de o América ter encolhido através dos anos. Na verdade, o alviverde não tinha pouso certo. Ora treinava nos Aflitos, ora na Ilha do Retiro – ainda não havia o Arruda – em troca da indicação daquele estádio para os jogos cujo mando lhe pertencia. O campo de Bebinho Salgado, em Apipucos, durante muito tempo acolheu os periquitos, como também eram chamados os americanos. Em 1981, o alviverde transferiu seu futebol para Jaboatão dos Guararapes, cidade de grande porte geminada ao Recife. Era a tentativa de abrir um novo espaço e atrair o pessoal da terra. Não deu certo. Voltou para a Estrada do Arraial. Mais tarde houve outra mudança para Jaboatão. Mais frustração. De uns anos para cá, depois que a Federação Pernambucana de Futebol, visando a evitar troca de favores, determinou que é necessário que o clube inscrito no campeonato indique um estádio para mandar seus jogos, que não seja o de qualquer um dos demais concorrentes, o América, a exemplo de um Íbis ou de um Decisão, recém-fundado, começou a andar de um canto para outro. Esteve em Bonito e Goiana, sempre contando com a ajuda, que não era lá essas coisas, do município. Hoje, batalhando para voltar à elite, o Campeão do Centenário terá seu sonho adiado. Estava inscrito na Série A2, a segunda divisão pernambucana, para disputar o campeonato de 2007, mas tirou o time, literalmente. Levaria seus jogos para Goiana – 50 quilômetros do Recife, na Zona da Mata Norte -, onde já esteve no ano passado. Alegando falta de apoio da prefeitura, pediu afastamento do campeonato. Só que, de acordo com o regimento da FPF terá que voltar dentro de dois anos, sob pena de ser desfiliado. Concorrente de peso ao título de campeão, o América lutava de igual para igual com alvirrubros, tricolores e rubro-negros, bem como com clubes já extintos – Torre, Flamengo e Tramways. Sua decadência coincidiu com o surgimento do Náutico, como potência. O clube dos Aflitos, situado relativamente perto do América, começou absorver a criançada da região que ia despertando para o futebol. Fonte: http://blog.soccerlogos.com.br/2008/06/21/11555/