quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um jogo vale tanto?

Este post é o desabafo não do Allan Lemos do Blog do Mequinha, mas do Allan Lemos pessoa após passar por uma infeliz situação. Hoje acordei as quatro e meia da manhã com a convicção de comprar meu ingresso para ver o jogo da seleção brasileira no Recife na próxima quarta-feira. Ansioso logo fui ao Estádio José do Rego Maciel popularmente conhecido como Arruda pertencente ao Santa Cruz Futebol Clube no exato momento em que meu relógio marcava seis e meia da manhã deste dia e em volta das independências do tricolor recifense havia pouco mais de vinte pessoas a minha frente na espera da abertura dos guinchos, aos poucos outros indivíduos chegavam e por pouco mais de onze horas a pequena concentração já era um pandemônio. Ao meio-dia, hora que pontos de vendas seriam liberados para o publico, a organização do evento atrasadamente começa a organizar a distribuição dos ingressos e paralelamente outra fila de compradores se forma em volta desse ponto ignorado a que já estava formado horas antes. Para auxiliar a organização foi chamado o batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco que infelizmente não está devidamente preparada para interagir com o resto da sociedade, procurando propagar a ordem através da violência descabida, onde um “guardião da lei e ordem” tirou-me a força do lugar em que estava desde a minha chegada com total despreparo psicológico para lhe dar com pessoas de bem e graças a Deus eu estava na companhia de meu pai que no exato momento da ação interferiu como pode para evitar maiores problemas com a minha pessoa. Após esse fato me pergunto se o Brasil no geral, não somente Pernambuco, está preparado para receber uma competição do porte da Copa do Mundo de 2014. Numa simples venda de ingressos para as eliminatórias da próxima copa pude comprovar o despreparo da organização do evento, onde pessoas descaradamente furavam fila e o atraso de se vender os bilhetes, e principalmente da polícia militar que ao invés de auxiliar a população apenas coagi o ser humano que vai numa fila de bilheteria adquirir seu ingresso com força covarde e desproporcional a quem não tem como se defender. Vale ressaltar que a polícia é a protetora da sociedade e não a opressora e como dizia o profeta Gentileza: “violência gera violência e gentileza gera gentileza”, ou seja, não é necessário usar da força bruta para se ter a ordem de um determinado lugar. Depois do todo ocorrido me pergunto se valeu a pena passar quase nove horas de espera para conseguir o bendito ingresso do jogo da seleção e decididamente respondo que não. Sou um rapaz de bem, preocupado com os estudos e com meu futuro profissional e pessoal, dedicado a fazer o bem para o outro e ajudar a construir uma nova sociedade através dos alicerces passados para mim por meu pai, mãe e familiares. Não posso correr risco de virar apenas mais um numero numa triste estatística da realidade brasileira onde em si o cidadão não vale quase nada nas mãos de policiais como aquele que me abordou propagando a ordem imposta ao contrario da ordem adquirida e confesso estou arrependido de ter persistido até o fim por que é apenas uma partida de futebol, isso é muito pouco em relação a qualquer tipo de vida. Novamente faço a pergunta se estamos preparados para receber uma Copa do Mundo com tamanho despreparo e amadorismo agregados em nossa sociedade como um todo? Allan Lemos G., Recife 03/06/09

Um comentário:

  1. devíamos boicotar a seleção(CBF) Ricardo Teixeira corrupto! basta!!!

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