sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Que nos sirva como aprendizado

Neste ano de 2009 o Brasil presenciou a ascensão de dois tradicionais Américas do futebol nacional: o América-MG, sendo campeão da Série C e garantindo sua volta à Série B e o América-RJ - o pai de todos os Américas - retornando a elite do tradicional campeonato carioca. O América Mineiro já havia conseguido retornar para a elite do futebol mineiro ano passado, vencendo por 1 x 0 com gol do “Filho do Vento” Euller, sobre o Valério e este ano, repetiu a dose em cenário nacional, vencendo o Brasil de Pelotas por 3 x 1, conquistando logo em seguida o título da Série C contra o ASA de Arapiraca por 1 x 0. Após um ano fora dos grandes clubes do Rio de Janeiro, o Mecão conseguiu seu retorno de forma surpreendente com Romário & CIA. O clube rubro havia sido rebaixado necessitando vencer na última rodada e ainda torcendo por uma derrota do Cardoso Moreira e, no máximo, um empate do Mesquita, para ter chances de escapar do rebaixamento, o América tinha feito sua parte, vencendo o Friburguense, fora de casa, venceu por 2 a 0, contudo, o Mesquita venceu o Duque de Caxias por 4 a 2. e o Cardoso Moreira foi derrotado pelo Resende por 1 a 0, o que rebaixou o América na 15ª posição, dentre 16 equipes, com 10 pontos. Nesta quarta-feira, o América retornou a primeira divisão carioca e com o título antecipadamente, vencendo o Artsul por 2 x 0. Qual o segredo do sucesso dos nossos co-irmãos? Além do planejamento, que é primordial para qualquer clube que almeja o sucesso, tanto o mineiro quanto o carioca possuem um grande referencial. Pelo lado mineiro está Euller, torcedor declarado do Coelho e que perto de encerrar a carreira afirmou que só vai jogar pelo time mineiro recusando propostas de outros clubes. Um de seus objetivos quando encerrá-la é de algum dia ser presidente do clube. Pelo time carioca está nada mais nada menos que o peixe Romário, que mesmo só jogando 15 minutos em toda a competição trabalhou fortemente no extracampo trazendo para o clube fortes patrocínios como Penalty e Unimed, antes disso, o baixinho já havia conseguido apoio do Botafogo, cedendo alguns jogadores e colocando a disposição o departamento de futebol. Assim como os América do Rio de Janeiro e das Minas Gerais, o nosso América tem grande importância no cenário esportivo pernambucano e talvez se o clube modelasse a conquista destes clubes para a nossa realidade pernambucana, o clube conquiste o tão sonhado retorno a Série A1 do Campeonato Pernambucano.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Federação Pernambucana divulga o calendário 2010

A Federação Pernambucana de Futebol divulgou o calendário oficial das competições para o ano de 2010, em negrito, os campeonatos que por ventura o América poderá participar: ESTADUAL: - Profissional: Campeonato Pernambucano A1 : 13/01 a 04/05 Campeonato Pernambucano Juniores: 13/01 a 04/05 Campeonato Pernambucano A2: 09/05 a 29/08 -Semi-profissional Copa Pernambuco: 05/09 a 28/11 - Amador Aberto Infantil / Juvenil: 01/08 a 28/11 Aberto de Futebol Feminino: 02/05 a 22/08 Amador da Capital: 04/07 a 29/08 NACIONAL: Copa do Brasil: 10/02 a 04/08 Campeonato Brasileiro Série A: 09/05 a 05/12 Campeonato Brasileiro Série B: 08/05 a 27/11 Campeonato Brasileiro Série C: 18/07 a 21/11 Campeonato Brasileiro Série D: 18/07 a 21/11 Copa do Brasil Feminina: 01/09 a 02/12 INTERNACIONAL: Copa Sulamericana: 11.08 a 08/12 Copa do Mundo: 11/06 a 11/07 As inscrições para os clubes ou associações que desejam participar do XIV Aberto Infantil Juvenil serão do dia 03 a 31 de maio, vale salientar também que a FPF não divulgou o calendário do possível Campeonato Pernambucano Serie A3, nova divisão estadual. A Série A2 irá transcorrer simultaneamente com a Copa do Mundo, o que deixará ainda mais este campeonato fora do conhecimento do público, lamentável.

sábado, 21 de novembro de 2009

Lançamento do site do América Pernambucano

Em breve entrará no ar o site oficial do América Pernambucano que trará as novidades sobre o Campeão do Centenário. O site apresentará a história do clube, seus títulos, e a escalação do elenco atual. Além do conteúdo editorial, outra cartada do Alviverde é o América Shopping, uma loja virtual que terá todos os produtos originais da marca do Campeão do Centenário, na qual os torcedores e simpatizantes do clube poderão adquirir sem dificuldades. Para visitar o site do América acesse: http://www.americafcpe.com.br.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

E o Santa Cruz fez o impossível...

Texto extraído do Blog Santa Cruz desde 1914, do Tricolor Pernambucano Rubens Souza.
Diante de um placar adverso de 1x5, e faltando apenas 15 minutos para o fim do jogo, o impossível acontece! Esta é a história da virada mais espetacular do futebol brasileiro.
Descrever os espectaculo que assistimos hontem, no campo dos Aflictos, é uma tarefa de difficil execução, quase impossível. Palavras não podem existir que traduzam com fidelidade o que pela primeira vez tivemos occasião de estupefactos observar.Impossível, sim, pois tudo que tenhamos e possamos consignar nesta chronica não corresponderá, estamos certos, ao que merece o glorioso team que, com heroísmo, defendei hontem o pavilhão tricolor. (É o Jornal Pequeno de 16 de abril de 1917, relatando na seção Sports, parte reservada ao foot-ball, mais que um simples jogo Santaex América. O repórter está contando a história de uma das mais inacreditáveis e heróicas viradas de todos os tempos.) Extinctos os minutos destinados ao descanso, voltam as equipes a campo e vemos apparentemente confirmada a nossa supposição, pois, o América marcou logo outro Goal.Dahi por deante a luta augmentou de interesse e os tricolores mostram-se ávidos em vingar o score adverso construído pelos adversários. E de facto, com um jogo de electrisar a assistência, os mesmo dominaram a barra de Jorge até que conseguiram marcar um goal. Outro goal é marcado. (A “suposição” do repórter: os beques estavam falhando. Mas os jogadores, no intervalo, alegavam que o problema era do goleiro: Ilo Just – diziam – estava doente. Só jogava por amos à camisa. Mas o incrível seria esta reação nunca vista: o Santa ia ganhar um jogo que perdia por 5x1 para o América.) A assistência delirou de enthusiasmo, as torcedoras do glorioso tricolor com gritos de verdadeiro estímulo transformaram os players em perfeitas flechas. Pitota, com admiráveis e educados driblings marcou mais dois goals, debaixo de uma acclamação vibrante, verdadeira sagração ao seu feito. Estabelecido o impossível empate o jogo aumentou de intensidade e os americanos não obstante esfaldados reanimam-se e fazem algumas investidas que não dão muito resultado, pois Castro na posição de back se mostrou de uma acctividade assombrosa. Tiano organizou alguns ataques a barra de Jorge eis que mais um goal consegue cavar.
Mais outro goal. Sá consegue marcar, quando ouvimos o apito terminando o jogo. Como vêem os nosso leitores, venceu este match verdadeiramente sensacional o team do valoroso Santa Cruz pelo score de 7 x 5. A victoria em si nada encerra de admirável, porem a forma pela qual ela foi obtida é um verdadeira facto sem exemplo em nosso meio esportivo. Faz-nos d’alguma forma crer nas preces que esgueram as mademoiselles, as quais com tanta dedicação offerecem as suas “torcidas” aos bravos defensores do pavilhão tricolor. (O repórter não conta o detalhe: bastaram 15 minutos para o Santa virar o jogo; e bastou este jogo para que o nome Santa Cruz se transformasse em símbolo de raça, de vibração popular.) Mas como aquilo aconteceu? Em 1979, aos 78 anos, o médico Martiniano Fernandes – catedrático aposentado, ex-senador, e ex-diretor da maternidade Oscar Coutinho, no Recife – não conseguia esconder a emoção ao relembrar passagens da épica vitória. Então, a torcida o conhecia pelo apelido de Tiano. “Eu era o capitão do time. Nosso ataque contava com cinco baixinhos, mas todos muito rápidos. No segundo tempo, resolvi deslocar Pitota para a ponta-direita – o efeito foi quase milagroso. Rapidíssimo, Pitota deixou tonta a defesa do América e passou a centrar bolar para a área. Fiz três gols e os outros foram marcados por Nequinho, Joaquim de Sá e Pitota. Pitota driblou quase todo time do América antes de marcar. Foi uma vitória tática: como o América correra demais no primeiro tempo, não pode acompanhar nosso ritmo no segundo, já que exploramos a velocidade de nossos jogadores.” O centroavante Zé Tasso era respeitadíssimo pela gente do Santa Cruz, cuja camisa vestira. Ele tinha se transferido para o América por influência do irmão, o goleiro Jorge Tasso. E agora estava ali, enfrentando os antigos companheiros.O jogo esteve para ser adiado por causa da morte de um sócio do América. Mas o Alviverde terminou jogando, isto depois de publicar uma nota, justificando sua ida a campo pela necessidade de não prejudicar o campeonato.O Santa marcou o primeiro gol. Mas logo Zé Tasso empatou o jogo e fez outros três goals. A torcida tricolor, desanimada, perdeu a fé quando, já no segundo tempo, o América chegou aos 5 x 1. Muitos abandonaram o campo envergonhados, mas a torcida feminina continuou a gritar, como se tivesse certeza da reação. “No começo, contamos com a torcida das empregadinhas, acho que por ser o time formado de estudantes, do Colégio Salesianos”, lembra Tiano. “Depois as patroas se sentiram atraídas.” Mas poucos previam o resultado que não fosse a derrota. A preocupação dos jogadores do Santa era fugir à desastrosa goleada. À medida que o tempo passava, lutavam mais e mais para diminuir a diferença. Foi aí que Zé do Castro perguntou a um torcedor quantos minutos restavam: apenas quinze. Daí pra frente, começou a impressionante seqüência de seis gols, deixando todos perplexos, como recorda Tiano: “Foi um delírio, muita gente que havia deixado o campo, voltou ao ouvir a algazarra feita a cada gol.” O professor Martiniano jogou no Santa de 1915 a 1922, quando rompeu um menisco num amistoso contra o Ceará. Parou e, no ano seguinte, formou-se em medicina. Nunca foi campeão – “Naquele tempo, quando o campeonato chegava na reta final, o Sport reforçava a sua equipe gente de fora e acabava ganhando tudo” – mas participou de muitos feitos gloriosos do tricolor. Nada porém, comparável à incrível vitória sobre o América, página escrita na história por ele e seus companheiros Ilo Just, Mangabeira, J. Silva, Zé do Castro, Teófilo, Manoel Pedro, Anísio, Pitota e Alberto Campos e América.Feito que foi tema de uma palestra que ele fez aos jogadores do Santa, às vésperas de uma decisão de campeonato, na época em que o clube era presidido pelo milionário James Thorp.
Texto extraído de uma edição da revista Placar, de 1979. Agradecimento especial ao João Bosco Filho.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A agonia de um campeão

Em 20 de abril de 1914 era fundado no Recife o Sport Club Flamengo, seu padrão era calção branco, camisa preta, com uma cruz branca no peito esquerdo, resquício do antigo Cruz Branca do qual se originou, o nome resultou da simpatia dos seus fundadores ao homônimo carioca, completando assim o surgimento dos três clubes que mais tarde conquistariam o título estadual criados neste ano, as demais foram o Santa Cruz em 3 de fevereiro e o João de Barros (atual América) em 12 de abril, além de dividirem o mérito pela criação da Liga Sportiva Pernambucana que anos mais tarde se tornaria a Federação Pernambucana de Futebol.

Antecedente a criação da liga o Flamengo começava suas atividades esportivas e no ano seguinte o alvinegro enfrentaria por duas vezes o Santa Cruz no Campo do Derby até então o local era conhecido como Campina do Derby, nas duas oportunidades a equipe saiu derrotada, primeiramente no dia 30 de maio quando perdeu por 1 a 0 e em seguida na data 20 de junho quando fora vencido por 3 a 0 . No dia 16 de julho daquele mesmo ano era enfim fundada a Liga Sportiva Pernambucana com a participação de poucos dirigentes. Foram eles, Aristeu Accioly Lins, Eduardo Lemos e Otávio Silveira, representantes do João de Barros; Antônio Miranda, Joaquim Chaves e Herotides Xavier, representantes do Flamengo; Bruno Burlini, Olinto Jácome e Severino Arruda, representantes do Centro Sportivo do Peres; Alcindo Wanderley, representante do Santa Cruz, e João Ranulpho e Oswaldo Antunes, representantes do Agro Sport Club do Socorro. A reunião, organizada pelo João de Barros, aconteceu na casa do desportista Aristeu Accioly Lins, tesoureiro da agremiação promotora e que o elegeu como presidente provisório da entidade. Pouco tempo depois o Torre e a Colligação Sportiva Recifense se filiam enquanto o Agro se desligava oficialmente da instituição dando as devidas condições para a realização do torneio.

A estréia do Flamengo ocorreu em 15 de agosto com a vitória por 2 a 1 diante do Perez e ao termino do primeiro turno tanto o alvinegro, quanto o Santa Cruz e Torre estavam empatados na liderança do certame com as mesmas quantidades de pontos e sem nenhuma derrota. Com a excursão do América carioca que chegou ao Recife no dia 10 de novembro a competição foi paralisada para a realização de amistosos com a equipe rubra após sua partida o torneio é reiniciado, mas devido a proximidade do fim do ano a comissão resolveu não realizar o segundo turno e sim um triangular final com as equipes que dividiam o primeiro lugar. No dia 5 de dezembro, o Flamengo vence o Santa Cruz por 6 a 2 ficando próximo do inédito título que se confirma quando vence o Torre por 3 a 1 em 12 de dezembro. O time campeão estadual contava com a seguinte escalação: Luiz, Alves, Albuquerque, Frederico, Ruy, Abdon, Waldemar, Gastão, Taylor, Percy Fellows e Lelis.

Em nota o Diário de Pernambuco publica em 14 de dezembro a seguinte matéria:

"Encerrou-se anteontem, com a vitória do Sport Club Flamengo contra o Torre Sport Club, o campeonato da Liga Sportiva Pernambucana, instituído para o football. Depois de uma série de matchs emocionantes, que trouxeram em constante delírio o público esportivo do Recife, teve o Flamengo coroado os seus esforços e firmada a sua força dentre os seus dignos adversários nas lutas pacíficas do esporte. O Flamengo do Recife quis ser o êmulo do seu congênere do Rio, e vencendo a tática do Santa Cruz e a tenacidade do Torre, soube guardar para si os louros da vitória - e as "louras medalhas."

Com uma campanhabrilhante de cinco vitórias, dois empates e nenhuma derrota o time do tenente Colares, que pelos os poucos registros deveria ser o provável presidente, sagra-se campeão invicto. Como era ardoroso defenso do amadorismo perdeu muitos de seus jogadores para times profissionais e por ironia do destino os patativas (como eram conhecidos), depois do título conquistado transformou-se numa equipe fraca que passou a sofrer goleadas históricas. Dentre os maiores vexames está a maior goleada de todos os Pernambucanos por 21 a 3 diante do Náutico em 1 de julho de 1945, um 16 a 0 diante o Sport em 1938, um 14 a 0 diante do Santa Cruz em 1949 e uma derrota por 15 a 2 diante do América em 1944.

Apenas em duas oportunidades o clube conseguiu terminar em terceiro lugar isso nos anos de 1927 e 1931, a falta de recursos obrigou o alvinegro pedir licença da federação em 1939, 1942 e 1948, com o passar do tempo os maus resultados foram se agravando acumulando quatro penúltimos e sete últimos lugares até que em 1949 totalmente falido o Flamengo encerra definitivamente sua trajetória no futebol pernambucano ponto fim a uma longa agonia.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um adversário nunca vencido

Quando o futebol brasileiro caminhava para a profissionalização era comum que os clubes participassem de excursões e torneios amistosos fora de suas cidades de origem para a arrecadação de verbas, venda e compra de jogadores além da interação das agremiações esportivas de diferentes regiões do país e o Clube de Regatas do Flamengo fazia jus a esta regra tendo como um dos principais destinos as capitais nordestinas. Em 1925 o clube da até então capital do Brasil desembarca pela primeira vez em Recife para uma série de partidas amistosas, o primeiro duelo com uma equipe pernambucana se deu numa sexta-feira (16/01) tendo como adversário o Torre que organizara um certame amistoso chamado Troféu Torre Sport Club para comemorar o vice-campeonato estadual conquistado em 1924 ao termino da partida o Flamengo vence a disputa por 3 a 1 ficando com a taça de campeão, dois dias depois (18/01), o clube carioca entra novamente em campo só que desta vez contra o atual campeão do estado o Sport para a disputa do Troféu Agência Hudson e acaba levantando a taça de campeão mesmo empatando por 3 a 3. Na quinta-feira (22/01) foi a vez do Santa Cruz enfrentar os excursionistas pelo Troféu Jornal do Commércio de Pernambuco e mais uma vez o Flamengo conquistava um título sobre uma equipe local por 3 a 0, no sábado seguinte o time da Gávea voltaria a disputar outra taça enfrentando naquela oportunidade a Seleção Pernambucana pelo Troféu Sérgio de Loreto e como já havia se acostumado sagrou-se campeão vencendo por 2 a 0. A última partida do Flamengo em solo recifense em 1925 aconteceu contra o América numa partida sem nenhum título posto em disputa datada no dia 27/01 o confronto terminou 6 a 1 para o rubro-negro confirmando assim a superioridade da equipe carioca perante as pernambucanas. No ano de 1946 o Clube de Regatas do Flamengo retorna a capital pernambucana para a realização de três amistosos e desta vez o primeiro confronto foi no dia 7 de abril com o Glorioso da Estrada do Arraial que novamente não conseguiu superar o time rival e saiu derrotado por 4 a 2, após esta partida o time carioca venceu o Náutico por 4 a 0 e empatou por 1 a 1 com o Sport. Em 1951 quando o América viajou até o Rio de Janeiro para excursionar, acabou enfrentando o time da Gávea que venceu a partida por 3 a 0 com o reforço do ex-alviverde Dequinha, que tivera uma passagem excepcional pelo o América em 1950, a partida entre ambas as equipes ocorreu no Estádio General Severiano de antiga propriedade do Botafogo Futebol e Regatas na data de 31 de julho. A última partida entre América e Flamengo aconteceu em 6 de julho de 1988 quando o rubro-negro visitava cidades do sertão nordestino e acabou por mais uma vez se deparando com o América no Estádio da Associação Rural, campo em que o Flamengo já havia jogado em 1987 empatando por 1 a 1 com a Seleção de Petrolina, na segunda vez em que jogava no estádio a equipe carioca saiu vitoriosa vencendo por 1 a 0 com gol do volante Flavio. Fonte: Flapédia.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O centenário de um clube extinto

Em 2009 caso ainda estivesse em atividade o Torre Sport Club teria completado 100 anos de existência. O clube que carregava consigo o nome do bairro em que ficava, foi fundado em 13 de maio de 1909 por um grupo de funcionários de uma antiga fabrica de tecelagem que havia no local, tinha como mascote o pica-pau e seu apelido era madeira rubra em referência as suas cores o vermelho e branco. No primeiro ano do Campeonato Pernambucano o Torre terminou em terceiro lugar atrás do Flamengo (campeão) e do Santa Cruz (vice). Em 1922 ganha o torneio início, seu primeiro título de expressão, feito que se repetiria em 1929. Durante os dois anos seguintes é vice-campeão pernambucano, conquistando pela primeira vez o certame estadual no ano de 1926 após uma série de escândalos envolvendo a Liga Pernambucana de Desportos Terrestres e interrompendo o predomínio de 10 anos do América e Sport com a seguinte escalação: Valença, Filuca, Pedro Barreto, Aquino, Hermes e Dantas, Osvaldo, Piaba, Péricles, Antonio e Chiquinho. Os anos de 1927 e 1928 foram frustrantes para o clube já que perdera as respectivas competições nas últimas rodadas ficando com o vice até que em 1929 o Torre novamente sagra-se campeão estadual dessa vez de maneira invicta, mas sob protesto da diretoria americana e leonina que afirmavam que o clube não mereceu o título devido a uma série de ocasiões que o beneficiaram. A equipe campeã era formado por: Valença, Aquino, Pedro Barreto, Arnaldo, Hermes e Dantas, Osvaldo, Piaba, Péricles, Policarpo e Galvão.
O último título pernambucano veio em 1930 e como já havia se tornado tradição a conquista se deu em meio agitações nos bastidores. Naquela oportunidade a questão era de envolvimento nacional devido ao fato da revolução que ocorrera no país com a queda do até então presidente Washington Luiz e que colocou Getúlio Vargas no poder deixou o Recife em extrema agitação. O governador Estácio Coimbra, torcedor declarado do Torre, teve que fugir para não ser preso deixando o governo para seu opositor Carlos de Lima Cavalcanti ligado aos revolucionários, com a paralisação do certame que era liderado pelo time rubro e com a falta de condições para o prosseguimento era por fim decretado novamente o Torre Sport Club como o grande campeão tendo em sua base os seguintes jogadores: Valença, Hermes, Miro, Leleco, Faustino, Costa, Agnelo, Piaba, Maturano, Letona, e Aldo. Os anos seguintes para o madeira rubra não foram fáceis, o time começou a oscilar no Pernambucano chegando a ser o lanterna da Série Azul no ano de 1933 e vice-lanterna geral em 1934. No ano seguinte entrava em atividade o time que iria ser o seu grande rival e a pedra no seu caminho devido ambos serem da mesma localidade, o time em questão era o Tramways Sport Club que de cara conquistou a copa do bairro e sagrou-se vice-campeão estadual com isso começou a perder espaço no cenário regional até que no ano de 1936 o clube termina o campeonato pernambucano na última colocação e para piorar vê o seu principal rival levantar a taça de campeão invicto no segundo ano de participação. Durante o período de 1937 a 1939 o Torre se licencia voltando as atividades em 1940, mas sendo eliminado na primeira fase do torneio e definitivamente abandonado a competição.Após disputar a Copa Torre de 1942 onde conquistou o título pela oitava e última vez, endividado e sem a mesma força de antes o madeira rubra extingue-se dando fim a trajetória de uma das principais agremiações esportivas pernambucanas.
Referências: Wikipédia, RSSSF e Histórias do Futebol (blog).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Zé Maria: outro craque de seleção que jogou pelo o América

O paraense radicado no Recife José Maria de Carvalho Sales ou simplesmente Zé Maria nascido em 3 de dezembro de 1931 começou sua carreira no Sport em 1955 conquistando logo na estréia como profissional o título pernambucano daquele ano, feito que iria se repetir no ano seguinte também defendendo o rubro-negro da Ilha do Retiro onde ainda conseguiria conquistar outra taça de campeão em 1958. Suas boas atuações pelo clube recifense renderam-lhe a convocação para defender a Seleção Brasileira na Copa América em 1959 realizada na Argentina onde foi vice-campeão com o esquadrão canarinho.

Quando se transferiu para o Náutico em 1961 foi vice no pernambucano e quarto lugar na Taça Brasil, a única conquista de expressão pelo time dos Aflitos veio em 1963 quando ajudou a levar a equipe alvirrubra ao título estadual. Naquela mesma temporada passa a defender a equipe do América ficando por lá até 1964, ano em que Zé Maria encerrou sua carreira.

Fonte: CBF, Wikipédia

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A origem do Timbú

Em tempos idos o Clássico da Técnica e Disciplina era considerado a segundo maior clássico do futebol pernambucano devido a grande rivalidade existente entre alviverdes e alvirrubros, o Náutico possuía status de ser o clube formado por jogadores brancos e descendentes de ingleses não permitindo a adesão de mestiços ou negros em seu elenco já pelo América pesava a ideologia de ser considerado um clube fidalgo. A rivalidade iniciou-se em 1914 com a fundação da Liga Recifense de Futebol quando o Náutico não se filiou a instituição e parte dos seus jogadores acabou ingressando ao João de Barros FC (antigo nome do América), porém, em 1915 com o surgimento da Liga Sportiva Pernambucana e com a filiação do alvirrubro os mesmos jogadores que havia trocado o Náutico pelo João de Barros voltaram ao clube de origem.

O principal fruto deste tradicional embate foi o surgimento do mascote oficial do Clube Náutico Capibaribe que o acompanha até hoje. A escolha do Timbú ocorreu em 19 de agosto de 1934 num jogo valido pelo Pernambucano daquele ano realizado no Campo da Jaqueira. No intervalo, em virtude da chuva e da falta de condições no vestiário, o técnico alvirrubro preferiu conversar com os jogadores no centro do gramado. Um dirigente do Náutico levou para os jogadores uma garrafa de conhaque e pediu que eles bebessem um gole para agüentar o frio. Com isso, a torcida adversária gritava "Timbu! Timbu!" para provocar os jogadores alvirrubros, pois o animal aprecia a bebida alcoólica. A partida terminou 3 x 1 para o Náutico e os jogadores do time vermelho e branco ao saíram de campo foram perturbar a torcida americana, gritando "Timbu, 3 a 1. Após este jogo, o marsupial pertencente a família dos cangurus foi decretado mascote oficial do clube que no mesmo ano criou o bloco carnavalesco O Timbú Coroado que sai aos domingos de carnaval, da sede alvirrubra, e percorre o bairro dos Aflitos.

Fonte: Wikipédia