domingo, 28 de fevereiro de 2010

O pronunciamento do Presidente Esmeraldino

Após da realização da Primeira Confraria Americana, no bairro de Piedade, o esmeraldino Edmir França, um torcedor atuante na Comunidade no Orkut do América, proativamente informou ao atual Presidente Executivo do clube, João Moreira, os detalhes da confraria e o nosso apoio ao Clube nesta Série A2 do Pernambucano por email. O feedback foi satisfatório e otimista. Abaixo, o pronunciamento informal do Presidente João Moreira para os torcedores esmeraldinos.
Prezado Edmir, É como muita alegria que recebo teu e-mail e uma satisfação maior ainda em tomar conhecimento do seu conteúdo (Confraria Americana). O America é incrível, com tanto tempo afastado dos gramados na série A1 do Campeonato Pernambucano e vemos garotos na faixa dos 20 anos ter amor pelo nosso clube. Tenho sido testemunha de como nosso Mequinha é querido, pois sempre que posso e que as reuniões permitem, estou sempre vestido com nossa camisa e o sucesso é total. Estamos programando nossa posse festiva e o lançamento das nossas metas para o biênio 2010-2011 [...]. Nosso site deverá entrar em pronto funcionamento no mês de março. Vale aqui uma ressalva.... Vamos para primeira divisão em 2011 já...com a força de todos. Um grande abraço, João Moreira.
Para o Presidente: Boa sorte. Sucesso. Tranquilidade. E um bom trabalho.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Wallpapers em homenagem ao título pernambucano de 1944

domingo, 21 de fevereiro de 2010

América realizará peneira, em busca de novos talentos

O América Futebol Clube, estará em busca de novos talentos para o futuro da equipe. O alviverde da Estrada do Arraial pretende uma seletiva para compor a equipe profissional de futebol para a Série A2 do Campeonato Pernambucano. Segundo Sérgio Serpa, Presidente do Conselho Deliberativo, o clube irá divulgar em muito em breve o local e a data de realização da seletiva.

Aos interessados, fiquem atento ao Blog do Mequinha e a Comunidade do Orkut da torcida do América para maiores informações.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A primeira Confraria Americana



Dia 31 de Janeiro de 2010. 

Data histórica para o Blog do Mequinha e para a Comunidade do Orkut do América de Pernambuco, onde parte de seus integrantes se reuniram, na primeira Confraria Americana. 

No encontro estavam cinco pessoas, são eles Sal, Edmir, Bruno e os blogueiros Allan e Washington. Foram horas de muita conversa, histórias sobre o América e propostas para elevar o nome do Campeão do Centenário. 

A primeira reunião ocorreu no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, através da residência da família do esmeraldino Sal. É muito bom conhecer todos os americanos pessoalmente, a gente fica se falando pela internet, msn, orkut e muitas vezes esquece que pessoalmente, mais idéias vêm na cabeça e fica mais fácil trabalhar em grupo.

Com certeza este foi o primeiro de muitos que estarão por vir, e que, com certeza participará outros grandes esmeraldinos que participam ativamente deste Blog e da Comunidade. Abaixo, as fotos do encontro:


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Alvi-verde

Por Jefferson Rodrigues Maciel


Torço pelo Mequinha.


Embora meu amigo sempre tenha me dito, 

Eu não sou o único. 

Eu, seu Barbosa e seu Hugo, 

Compartilhamos o mesmo mal De João Cabral de Melo Neto: 

O poeta imortal.

  -- 

Além de torcedor declarado do Campeão do Centenário, Jefferson é biólogo, professor e pesquisador da UNIVASF (Universidade Federal do Vale São Francisco)
Também é blogueiro do Tantas coisas, coisas tântricas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um pernambucano cantado em verso e prosa pelos baianos

Por Lenivaldo Aragão
“No tempo em que Leça Era goleiro do Bahia Mais que goleiro Era uma garantia”
Já faz tempo que Gilberto Gil, no início de sua carreira, gravou essa música. Com ela mostrou toda a admiração que os baianos devotaram a um dos maiores ídolos do futebol da Boa Terra, de todos os tempos: o pernambucano Leça. El Magriço, como a imprensa pernambucana o tratava, por motivos óbvios, formou no time que em 1944 deu o último título de campeão estadual ao América Futebol Clube. Poucos anos depois foi brilhar no futebol baiano. Filho de um português com uma inglesa, Leça aprendeu desde cedo a gostar do América por razões familiares, tanto ele, como seus 22 irmãos. É que o velho Ernesto Leça, o chefe do clã, era pessoa de destaque no Campeão do Centenário, tendo ocupado a presidência do clube várias vezes nos anos 20 do século passado. Em 1927, Leça ainda era uma criança, quando viu cinco irmãos seus, além de um adotivo sagrarem-se campeões estaduais pelo alviverde. Foram eles: Half (ex-presidente da extinta Telpe), Eric, Ciryl, Harry e Jorge, e mais Deoclécio. Em 1944, dando prosseguimento à saga da família, Leça inscrevia seu nome na galeria dos heróis do título, ainda hoje lembrados por velhos torcedores americanos. Eis o time campeão: Leça, Deusdeth e Lucas; Pedrinho, Capuco e Astrogildo; Zezinho, Julinho, Djalma, Edgar e Oseas. Técnico: Álvaro Barbosa. Destes ainda resta vivo Oseas, que vive em sua cidade natal, Garanhuns. Na melhor de três, transformada em melhor de duas, o América venceu o Náutico por 2 x 0 e 3 x 0, e em cada uma das duas partidas Leça defendeu um pênalti. Idolatrado entre os baianos Pouco tempo depois de sagrar-se campeão pernambucano, o América foi a Salvador para participar de um torneio, juntamente com Fluminense, São Cristóvão, Vasco da Gama e Flamengo, do Rio, e um time da Argentina, além das equipes da terra. Para a alegria dos torcedores baianos desfilavam pelo antigo estádio da Graça, autênticos ídolos do futebol brasileiro, a exemplo de Jair e Zizinho. Os goleiros Castilho, Veludo e Luís Borracha eram festejadíssimos. No meio dessas sumidades, quem terminou brilhando foi o pernambucano Leça, eleito o melhor goleiro da competição. Seu grande momento foi na vitória do América por 2 x 1 sobre o Bahia, quando fez defesas incríveis. Era a primeira vez que um time de Pernambuco derrotava o Esquadrão de Aço, em seu reduto, Salvador. Começou a surgir um namoro entre Leça e o Bahia. Tempos depois, o alviverde da Estrada do Arraial voltava a jogar na capital baiana. Nova vitória do América, que, no entanto, foi derrotado numa revanche. Apesar de ter ganho o jogo, o Bahia teve muito trabalho para balançar a rede adversária, tanto que depois do encontro, Leça foi carregado triunfalmente nos braços de torcedores baianos. Aumentou o assédio do Bahia em torno de Leça, que terminou indo fazer a alegria dos torcedores da Boa Terra, depois de ter defendido o América de 1939 a 1947, portanto, oito anos. Foi no futebol baiano que Leça viveu a maior fase de sua carreira. Se antes de ser contratado já era aclamado pela torcida, imagine-se o que passou a acontecer, depois que teve seu passe comprado pelo Bahia. Durante 10 anos foi titular absoluto do tricolor baiano, pelo qual sagrou-se tricampeão, e da Seleção Baiana, no extinto Campeonato Brasileiro de Seleções. Tornou-se um semideus, um rei entre os orixás. Quando já de volta ao Recife, o Bahia festejou, em 1981, seu cinqüentenário de fundação (1/1/1931), Leça foi a Salvador para ser homenageado entre outros grandes ídolos do clube. Goleada, virada e aborrecimento Ao voltar para casa, Leça ainda vestiu a camisa do América. A estréia, badaladíssima pela imprensa, foi contra o Náutico. Era o famoso Clássico da Técnica e da Disciplina, e o alvirrubro tinha um ataque, que, conforme o goleiro alviverde definiu certa vez, “não era garapa”: Plínio, Wilson, Ivson, Rubinho e Jorginho. Como de costume, Leça fechou o gol e seu time venceu por 1 x 0. Outro momento glorioso vivido por Leça foi em 3 de junho de 1956. Naquele dia ele levou três gols, mas participou de um momento histórico, posto que o América derrotou o Santa Cruz por 6 x 3. Na outra barra estava ninguém menos do que Barbosa, vice-campeão mundial pelo Brasil em 1950. Quatorze dias depois, portanto, em 17 de junho, o América estava derrotando o Náutico, na Ilha do Retiro, por 2 x 0, mas levou a virada, perdendo por 7 x 3. Esse jogo, aliás, lhe causaria muito aborrecimento. Tudo começou num jogo anterior em que o América derrotou o Santa Cruz por 1 x 0, e Leça recebeu um bicho-extra de um torcedor. Na realidade, era um apostador que tinha enchido as burras naquela partida. Tratando-se de quem se tratava, Leça ficou hesitante. Não sabia se receberia o dinheiro – cinco contos de réis, uma soma bastante razoável – ou recusaria a oferta. Consultou o pessoal de casa e todos foram unânimes em aconselhá-lo a receber. Finalmente, o homem ganhara muito dinheiro às suas custas e queria recompensá-lo. Não havia nada demais, pensavam todos. Na realidade, o apostador havia prometido o prêmio alguns dias antes, caso Leça fechasse o gol. Depois da vitória sobre o tricolor, o goleiro saiu para tomar umas cervejas com os companheiros, comemorando o triunfo. Ao chegar à sua residência, à Rua São Miguel, em Olinda, já não se lembrava da ‘promessa’, mas o cidadão o esperava. Nem Leça nem seus familiares poderiam imaginar que estava sendo armado um bote para tentar pegá-lo na descoberta. Dias depois, o apostador cruzava seu caminho por via indireta, através do ponta-direita Jarbas. Haveria mais um Clássico da Técnica e da Disciplina, e o Náutico precisava ganhar de qualquer maneira, pois havia muito dinheiro apostado. A proposta para abrir o jogo foi feita no sanitário de um bar por Jarbas. Os dois quase saem na tapa. Anos depois, Leça daria este depoimento sobre o incidente: “Fiquei furioso. Na véspera do jogo passei a noite toda sofrendo de problemas intestinais, mas mesmo assim resolvi jogar. O resultado foi aquela tragédia. Minha raiva aumentou depois que soube que um sargento do Exército, que vivia metido com os homens da diretoria, tinha passado a seguir meus passos, depois da partida, para ver se eu ia receber dinheiro de alguém. Quando soube disso, peguei uma doze polegadas (faca peixeira) e fui tirar as coisas a limpo. Procurei o tesoureiro Hugolino Rodrigues, junto com um dos meus irmãos, e estava disposto a tudo, se ele viesse com conversa mole”. Pouco depois, alegando deficiência técnica, o dirigente Pedro de Tasso rescindia seu contrato. Ainda disputou o campeonato de 1958 pelo Íbis, atendendo a um amigo, e resolveu descalçar as luvas. “Em 18 anos de carreira nunca fui expulso”, costumava se gabar. Em 1975, o reconhecimento, materialmente simples, mas sincero. O América, ao levantar o Torneio Incentivo, dedicou-lhe um troféu, com uma dedicatória singela, mas tocante: “Ao inesquecível Leça”. Em 11 de setembro de 1989 morria Leça, um dos maiores goleiros que pernambucanos e baianos já viram jogar. --- Visitem o site do jornalista Lenivaldo Aragão e leia outras crônicas. www.nopedaconversa.com.br/