segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Abraços, sorrisos e choros marcaram a festa americana

Por Paulo Fazio, da Folha de Pernambuco

Após o jogo, alegria foi geral no gramado e nas arquibancadas
O apito final soado pelo árbitro Nielson Nogueira veio como uma redenção. Era o sinal de que a missão estava cumprida. Dentro de campo, os jogadores corriam de um lado para o outro, sem realmente saber para onde iam. Se abraçavam com uma alegria sincera estampada no rosto, um por um, como um pelotão que retorna de uma batalha. Nas arquibancadas, os americanos que viveram seus momentos de angústia, esperando os últimos cinco minutos da partida se arrastarem, também festejavam, ainda incrédulos, partindo em direção ao campo. Depois de 15 anos de tentativas, o América está de volta à elite do Campeonato Pernambucano. Pouco para quem olha com uma visão fria dos fatos, mas muito para quem batalha para colocar um dos clubes mais tradicionais do Estado entre os grandes novamente.
Autor de três gols, Muller (E) de­di­cou aces­so à fa­mí­lia
Com os olhos marejados, o presidente do clube, João Antônio Moreira, andava pelo gramado do Estádio Ewerson Barbosa. Não sabia o que falar, balbuciava algumas palavras como “obrigado” e “conseguimos”, enquanto corria como um garo­to de dez anos. Pouco depois, com o fôlego recuperado e as emoções domadas, conseguiu expressar o que sentia. “O América voltou de onde não devia sair. E é para ficar”, sentenciou. Há apenas oito meses no principal posto administra­tivo do clube, conseguiu o que outros vêm tentando há uma decada e meia. “No meu discurso de posse, eu listei três grandes objetivos. Primeiro, colocar o América de volta na Primeira Divisão. Segundo, de lá não sair. E, por último, esperamos em 2014 estar construindo um CTA (Centro Técnico e Administra­tivo), no ano do centenário do clube”, profetizou. Também bastante emocionado e ofegante estava o atacante Muller. Herói da tarde de ontem, marcando três dos quatro gols do América, o jovem de apenas 18 anos revelou que passou por uma semana muito difícil até o dia da partida. “Passei uma semana muito mal extra campo. Perdi um filho e minha mulher ficou internada por conta disso. Por isso, quero dedicar essa vitória à minha esposa Danielle, uma guerreira, e à minha filha Heloísa”, disse. Com passagens pelas divisões de base do Sport, o jogador disse estar acostumado a crescer em decisões, mas nunca dessa maneira. “Já fiz muitos gols importantes, mas nunca fiz três assim de uma vez. É o jogo mais importante da minha vida”. Ele já negocia uma renovação de contrato com o clube.
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