quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E Paulo Junior ficou!

Se é para o bem de todos e felicidade geral da torcida, estou pronto! Diga aos americanos que fico”.
Assim como D. Pedro I fez em 9 de janeiro de 1822, negando a voltar para Portugal e ficando no Brasil, Paulo Junior, após uma reunião com a diretoria esmeraldina, garantiu que comanadará a equipe na Série A1 do Pernambucano. Em 29 de outubro de 2010, com apenas uma assinatura e apertos de mão, o comandante garantiu que continurá com o Campeão do Centenário para o Campeonato Pernambucano. Campeão do Interior em 2009 pela Seleção de Paulista e em 2010 pelo Salgueiro, Paulo Junior também conseguiu entrar na história do América ao contribuindo com o acesso a divisão de elite do futebol de Pernambuco depois de amargos quinze anos. Em 2011 terá a chance de ir mais longe. Fazer novamente o Periquito retornar aos grandes do estado e garantir uma das vagas a Série D do Brasileiro. Em 18 jogos pela Serie A2, Paulo Junior conquistou 9 vitorias, 7 derrotas e 3 empates, garantindo 55,56% aproveitamento em seu comando no América. O técnico terá uma nova chance de melhorar seu desempenho como técnico na Série A1 do Pernambucano, desta vez, com o Alviverde da Estrada do Arraial e gritar com seu elenco o grito de "Independência ou Morte", assim com D. Pedro I... Competência e talento o professor mostrou que tem de sobra!
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Marcado o inicio da caminhada esmeraldina

Em 29 de agosto de 2010, após uma campanha épica, o Periquito foi capaz de vencer o Decisão/Chã Grande de goleada no Barbosão e acabou eliminando o Timbaúba do acesso a primeirona do campeonato pernambucano. Inacreditável. O tempo passou… O êxtase deste feito também. Agora, o Campeão do Centenário terá que reunir suas atenções novamente, e agora, mais organizado, partirá para uma nova odisséia em sua quase centenária história. Participar da Série A1 não é apenas o objetivo… e sim, manter-se nela para nunca mais sair e, quem sabe ainda, garantir uma vaga no Brasileiro depois de 21 anos. A última vez que o Alviverde da Estrada do Arraial participou de um Brasileiro foi na Série C de 1990. Ontem, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) divulgou em primeira mão ao Blog do Torcedor, o calendário do futebol pernambucano para o ano de 2011. Prioridade esmeraldina no ano, o Campeonato Pernambucano terá 26 datas entre os meses de janeiro e maio e será simultâneo a categoria sub-20 do Estadual. Pelo segundo ano, o campeonato será em jogos de ida e volta e selecionará os quatro melhores colocados para as Semi-finais e Finais. Daqui pra Janeiro, diretoria e comissão técnica terá muito chão pela frente, para organizar um elenco digno da tradição do América Futebol Clube. Boa sorte! Abaixo, as datas dos campeonatos que serão realizados pela FPF Campeonato Pernambucano Série A1 Data Inicio: 16 janeiro Data Término: 15 maio Total Datas: 26 datas Campeonato Pernambucano Sub-20 Data Inicio: 16 janeiro Data Término: 15 maio Total Datas: 26 datas Campeonato Pernambucano Feminino Data Inicio: 17 abril Data Término: 17 julho Total Datas: 11 datas Campeonato Pernambucano Série A2 Data Inicio: 23 maio Data Término: 16 outubro Total Datas: 26 datas XV Campeonato Pernambucano Infantil/Juvenil Data Inicio: 31 julho Data Término: 27 novembro Total Datas: 16 datas Campeonato Amador da Capital Data Inicio: 28 agosto Data Término: 27 novembro Total Datas: 14 datas Copa do Interior Data Inicio: 21 agosto Data Término: 11 dezembro Total Datas: 18 datas Copa Pernambuco Data Inicio: 23 outubro Data Término: 04 dezembro Total Datas: 13 datas

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Xerife esmeraldino diz que o pensamento é ficar para 2011

David, um dos destaques do Periquito nessa temporada, comentou durante o almoço-celebração que seu objetivo agora é permanecer no clube para a disputa do pernambucano em 2011 e que está confiante numa possível boa campanha esmeraldina.

Segundo o xerifão tanto ele quanto a direção desejam sua continuidade e para isso apenas alguns detalhes contratuais estão sendo resolvidos, se tudo der certo logo por esses dias já deverá estar de contrato assinado.

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Representante do mistério público explica a liberação do Ademir Cunha

Na última quarta-feira, 15/09, o promotor Itabira de Brito Filho (foto) numa rápida conversa com o Blog do Mequinha durante o almoço-comemoração oferecido pelo Caxangá Ágape no restaurante Boi Preto explicou como foi o procedimento para poder liberar o estádio municipal da cidade do Paulista.

Segundo Itabira de Brito a liberação só foi possível graças ao comprometimento dos dirigentes alviverdes em solucionarem os principais problemas daquele local atendendo ao mínimo as necessidades básicas requeridas para atender o público, após fazer o levantamento das condições e dos reparos emergenciais o Ademir Cunha pode enfim ser liberado para poder enfim receber as partidas da Série A2 2010, mas agora com o acesso à primeira divisão novas obras deverão ser feitas de acordo com o Estatuto do Torcedor.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Novas camisas comemorativas

Em comemoração pelo o acesso à primeira divisão 2011 os dirigentes americanos apresentaram no almoço-celebração, organizado pela Caxangá Ágape, duas novas camisas alusivas a bela campanha deste ano. A primeira é verde com finas listras brancas na horizontal, enquanto a segunda é branca com detalhes verdes, ambas foram confeccionadas pela Tacy Sports e custam R$ 50. Para maiores informações ligar para este número: (81) 3252-1019.
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domingo, 19 de setembro de 2010

Problemas técnicos atrapalham o Blog do Mequinha

Desde a quinta-feira (17/09) devido a problemas do servidor alguns recursos utilizados pelo o Blog do Mequinha ficaram inutilizáveis, a exemplo, postagens de texto ou fotos, criação de slides e até a programação interna foi prejudicada, mas neste domingo todas as pendências técnicas foram devidamente reparadas e a partir de amanhã voltaremos a publicar de maneira ininterrupta todas as informações que deixamos de dar por esses dias.

Obrigado pela compreensão.

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Blog do Mequinha

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

América Futebol Clube recebe homenagem no Caxangá Ágape

Ontem, o América Futebol Clube foi homenageado pelo Caxangá Ágape, considerado um dos maiores clubes informais do Brasil, durante um almoço-reunião no Restaurante Boi Preto, no bairro do Pina. O evento reuniu vários representantes da sociedade e da imprensa esportiva pernambucana, além de conselheiros, torcedores esmeraldinos. A presença dos atletas que garantiram o retorno do clube a divisão de elite do futebol pernambucano também marcaram presença e foram bastante parabenizados pela conquista. Na solenidade, João Moreira, presidente do América fez a saudação a todos os presentes, resgatando em suas lembranças toda a luta vivida durante a Série A2 do Pernambucano, da manutenção do estádio Ademir Cunha até a partida épica contra o Chã Grande, no Barbosão ao qual o Campeão do Centenário venceu por 4x1. Seguindo o ritual de solenidade agapeana, o presidente João Moreira recebeu ao lado de Roberto Zaidan (Sociólogo e Presidente do Caxangá Agape), Renildo Calheiros, (Prefeito de Olinda) e Alexandre Mirinda (ex-presidente do Santa Cruz Futebol Clube) uma placa comemorativa do Caxangá Ágape.
Entrega da placa comemorativa do Caxangá Ágape
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Clube já começa a pensar em voos mais altos

Paulo Henrique Tavares, na Folha de Pernambuco
O primeiro passo já foi dado. Com a conquista do acesso à Série A1 do Campeonato Pernambucano, no próximo ano, o América começou a pensar alto, e até a possibilidade de construção de um estádio e um centro de treinamento já circulam pelos bastidores da equipe alviverde. No momento, a primeira meta dos cartolas americanos é se manter na elite do futebol pernambucano até 2014, para que a equipe dispute o certame no ano do centenário. “A batalha vai ser árdua. Temos de colocar os pés no chão e entrar no Pernambucano, próximo ano, para não cair de divisão. Mas confiamos no trabalho do técnico Paulo Júnior, que deve se manter no comando da equipe. Além disso, vamos trabalhar para segurar alguns atletas, e correr para suprir algumas carências. Vamos trabalhar muito”, disse o presidente do Conselho Deliberativo do América, Sérgio Serpa. Para o certame, o América deve contar com um incentivo financeiro maior. Além das tradicionais cotas de televisão, o clube vem trabalhando para fechar patrocínio com a empresa alimentícia Habib’s. “As conversas estão bem adiantadas. Eles, inclusive, estamparam um anúncio no uniforme do jogo contra o Chã Grande/Decisão. Estamos esperançosos na parceria”, completou o presidente. Mas antes mesmo do primeiro jogo do Campeonato Pernambucano, o América tem outra batalha pela frente: a manutenção do Estádio Ademir Cunha, em Paulista, como sede para os jogos do Estadual. Nos últimos anos, o Mequinha passou por quatro cidades até chegar à Paulista (Bonito, Goiana, Timbaúba e Vicência). “Acreditamos que não deve haver problemas para manter a cidade para o próximo ano. Vamos nos reunir com a prefeitura para iniciar as negociações. Mas não há dúvida que nos sentimos em casa jogando no Ademir Cunha”, concluiu Serpa.
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domingo, 12 de setembro de 2010

Gerações unidas pelo mesmo amor

De volta à elite do futebol estadual, América mostra sua força entre os torcedores
Por Paulo Henrique Tavares, na Folha de Pernambuco. Dia após dia, a frase “eu sou América” ia se perdendo no baú do esquecimento do futebol pernambucano. É bem verdade que a falta de grandes confrontos e a má administração de alguns cartolas contribuíram para a derrocada da equipe alviverde nos últimos anos. No entanto, quando a nostalgia já estava virando poeira, os deuses do futebol resolveram dar mais uma chance ao charmoso Mequinha. E, como em um passe de mágica - e três gols do atacante Muller, vale salientar -, a equipe carimbou o passaporte para a elite do futebol estadual no próximo ano, e de quebra, garantiu mais uma vez espaço no coração de vários torcedores pernambucanos. Mas para quem pensa que o América continua sendo a segunda equipe de todos os pernambucanos, a nova safra de torcedores do Mequinha vem para provar o contrário. Parece que, além do acesso para a Série A1, a equipe conseguiu subir de divisão na opção de muitos torcedores. “Agora, eu sou América. Os jogos aqui em Paulista (no Estádio Ademir Cunha) têm sido emocionantes. Esta competição conseguiu me transformar em americano. Eu gosto do Sport. Mas se as duas equipes se enfrentarem, vou torcer pelo América”, disse o estudante Márcio Alef, de 16 anos, hoje, presidente da mais nova torcida organizada da equipe: o Império Verde. “A ideia surgiu há uns três meses. Percebemos que a equipe estava precisando de apoio nos jogos e, então, criamos a organizada. E, parece, que valeu a pena, já que subimos de divisão”, falou Alef. Um mês mais nova que a Império, outro grupo de torcedores criaram a Esquadrão Alviverde. Segundo o presidente da torcida, Gabriel Nogueira, de 15 anos, a principal fonte de divulgação é a Internet. “Temos comunidades no Orkut, um blog, onde informamos nossas atividades, e Twitter. Apesar de a maioria dos nossos componentes serem daqui mesmo (Paulista), já estamos conseguindo interagir, e até levar a história do América a torcidas de todo o País”, afirmou. Na contramão de toda esta tecnologia, mas com o mesmo amor pelo América, o aposentado Otacil de Albuquerque Ferreira, de 74 anos, garantiu que, apesar de não ter existido “nada de Internet” na sua época, a torcida ia aos jogos e fazia a mesma festa que os novos americanos. “Nos informávamos pelo rádio e pelos jornais. Mas quando tinha jogo, sempre estávamos presentes. Me lembro como se fosse hoje, quando minha avó me levava pelo braço para assistir aos jogos do Mequinha”, disse. Companheiro de Otacil, dos momentos de alegria e de tristeza do América, o também aposentado Paulo Meneses, de 78 anos, também tem momentos familiares para recordar. No entanto, não tão saudosos. “Tenho quatro filhas. E elas começaram a torcer pelo Náutico. Como eu gosto de futebol, me tornaram sócio alvirrubro. Tem muita gente aqui no América que me olha meio de lado por esse fato. Mas eu sou americano, desde criança. Tenho muito orgulho disso, e não preciso provar a ninguém o meu amor”, ressaltou Meneses.
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sábado, 11 de setembro de 2010

História que teve início em 12 de abril de 1914

Paulo Henrique Tavares, na Folha de Pernambuco
Goleiro era goal keeper. Centroavante, center forward. Ninguém buscava nos números os segredos das atuais formações táticas. No máximo, ela era representada pelas letras WM. Esse era o panorama dos tempos áureos do América. Apesar de, até então, a equipe perambular pelo submundo do futebol, houve uma época em que o Mequinha dividia com Sport, Náutico e Santa Cruz o topo do cenário futebolístico do Estado. Mas o América nem sempre foi América Futebol Clube. A equipe esmeraldina nasceu João de Barros Futebol Clube, em 12 de abril de 1914. O nome foi uma referência à avenida onde se situou a primeira sede da equipe. A mudança só aconteceu em 22 de agosto de 1915, a pedido do desportista Belfort Duarte, ligado ao América do Rio de Ja­neiro. Com o novo nome, o Mequinha teve de esperar três anos para conquistar o primeiro título estadual. Além do Pernam­bucano de 1918, a equipe ainda acumulou mais cinco canecos (1919, 1921, 1922, 1927 e 1944). No entanto, nenhum dos seis estaduais é mais comemorado do que o título de 1922. Foi a partir deste título que o América ficou conhecido como “Campeão do Centenário” - o Brasil comemorava 100 anos de Independência*. Mas as conquistas dos alviverdes pernambucanos não ficaram restritas às fronteiras estaduais. Os esmeraldinhos foram os primeiros campeões do Nordes­te, com o título de 1923. Neste torneio, o único clássico disputado pelo América foi o “Clássico dos Cam­peões”. Conhece? Pois é! Assim é que era conhecido os confrontos contra o Sport. No Campeonato do Nordeste, o Mequinha levou a melhor. Venceu os rubro-negros por 6x2. Os outro clássicos disputados pelo América são o “Clássico da Técnica e Disciplina” (contra o Náutico) e o “Clássico da Amizade” (contra o Santa Cruz).
*Post alterado no dia 15/10/2010.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Blog do Mequinha no Top25 do 2º Prêmio BlogBooks!

Olá, pessoal! Antes de tudo, nós que fazemos o Blog do Mequinha queremos agradecer todos aqueles que votaram no 2º Prêmio BlogBooks para que este espaço se tornar um livro. Ontem saiu a parcial do BlogBooks e que o Blog do Mequinha se encontra entre os 25 mais votados, dentre os 81 blogs concorrendo na categoria de esportes! Confira a lista dos 25 + de esportes, clicando aqui. E ai, vamos completar essa festa? Se o Blog do Mequinha ficar no Top10 da categoria, seremos analisados por uma comissão julgadora, e quem sabe, se tornar um livro! Já imaginou ter este blog nas palmas de suas mãos em formato de livro? Continue colaborando conosco para ampliarmos ainda mais a divulgação da história do América Futebol Clube! Vote e Divulgue! É só até o dia 12 desse mês! Para votar é só clicar na imagem abaixo e preencher o campo com as palavras!
Não esqueça também de continuar votando no Prêmio Top Blog!
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Caxangá Ágape homenageará o América Futebol Clube

E o clima de festividades ao Campeão do Centenário ainda continua. Nesta próxima quinta-feira (15/09), às 12h30 o Caxangá Ágape, presidido pelo sociólogo Roberto Zaidan Gama, promoverá um almoço-homenagem em comemoração ao acesso do América Futebol Clube, que retorna divisão de elite do futebol pernambucano após quinze anos. O evento será realizado no salão de eventos do Restaurante Boi Preto, na Av. Boa Viagem, na curva do bairro do Pina. A taxa de adesão é R$ 45,00, incluindo almoço, chope, refrigerante, água mineral, sobremesa e café. A apresentação do evento será realizada pelo cronista esportivo Luiz Cavalcante. O clube agapeano está comemorando neste ano 65 anos de fundação e uma das suas principais referências é a mobilização de ações solidárias e filantrópicas no estado. Para conhecer um pouco mais deste tradicional clube pernambucano, acesse seu site, clicando aqui.
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Quinze

Um torcedor esmeraldino que está no andar de cima deve estar muito feliz com o retorno do Campeão do Centenário a divisão de elite. Bem provável que João Cabral escreveu mais uma carta sobre o seu sentimento esmeraldino a seu primo Manoel Bandeira, seguindo estes moldes: 

Prezado Manuel, 

Ontem, fui adormeci feliz. Lá da Terra chegou a notícia que o meu querido América vencera o Chã Grande por 4x1. Em seis jogos decisivos, quatro vitórias maiúsculas. O que mais posso eu desejar dessa vida? Novamente, me dói o fato de nao estar no Recife. Soube que uma multidão de garotos residentes de Paulista foram até Chã Grande para apoiar nossos jogadores até a vitória. Soube também a que aqueles que vestiram a camisa do meu amado América conseguiram uma vitória épica, calando a boca de vários torcedores desta agremiação local enquanto todos assistiam nosso momento de glória.



Tu sabes que me arrependo amargamente de ter pedido a Deus que caso o América conquistasse o título de 1944? Jamais iria me dar por satisfeito conquistar apenas mais um título. Nunca me daria por satisfeito ver meu clube não ser campeão após 44. O fato é que acabei provocando a ira do Criador e ele acabou levando a sério tal pedido. 

Manuel, mas apresso-me em te contar. Eu, que como sabes, sou o mais descrente dos crentes, cansado de tantas derrotas durante tantos anos, decidi provocar Deus mais uma vez. Quando os grupos da segunda fase foram anunciados, absolutamente todos disseram que o Chã Grande conquistaria o acesso jogando com apenas um pé. 

Com o intuito de quebrar todas as probabilidades de estatísticos e jornalistas, mais uma vez decidi provocar o Criador e fui ao seu encontro para mais um acordo. Disse-lhe que, caso o meu América subisse, ele iria tirar um peso das minhas costas por mais de 66 anos. Caso o América retornasse a elite, eu ficaria feliz e com a consciência em paz. 

Vencemos com grandeza o Pesqueira fora de casa, e, graças ao Criador aqui de cima, o Timbaúba venceu o Chã Grande, deixando tudo embolado. Durante um certo tempo, acalentei novamente a certeza no meu submundo irracional. Pois, tu que és meu primo sabes, não me deixo levar por esta quimera. 

Chegou então o momento do terceiro jogo. Acordei convicto de que li terminavam minhas dúvidas metafísicas. E o América venceu novamente! Como é oportunista este Cláudio. Apesar de ser cria do clube da Rosa e Silva, como ele se deu bem com o manto verde e branco! E como é bom ser líder, mesmo que seja por diferença de um mísero gol de saldo. Naquele momento vi que poderíamos sim triunfar... estávamos a apenas três passos do paraíso perdido. 

No quarto jogo veio o banho de água fria, confesso, Manuel que mesmo com a suplica a Deus, ainda permanecia descrente, não pelo time que havia se doado em campo, apesar das derrota, mas quem conviveu com tantas derrotas e decepções durante tantos anos ficou difícil aceitar a queda do topo para a terceira colocação. Rezei muito para a recuperação, enfim, vencer o Pesqueira novamente era questão de Vida ou Morte. Fiquei tenso durante toda a semana, e permaneci assim até o início do segundo tempo. O gol de Branquinho lavou minha alma, fazendo-me perder em alguns minutos a racionalidade. Que gol chorado e ao mesmo tempo com raça. Vendo daqui de cima, o gol de Alemão também foi uma pintura, digna de Picasso. 

(In)Felizmente, coube a nós sofrermos na última rodada, com a vitória dos Timbaubenses em cima do Chã Grande. Daqui do meu cantinho estava em um misto decepção e ironia a forma como a imprensa de hoje tratou a situação do meu América para esta final. Mesmo empatado na pontuação com o Timbaúba e estando com dois pontos a mais que o Chã Grande éramos tratados como azarões. O fato é que nós sempre vivemos uma Vida Severina, tentando mostrar a todos que conseguimos vencer todos os obstáculos, independente que os prognósticos estejam ou não no lado esmeraldino. 

Confesso que nem na minha vida terrena havia assistido uma decisão tão dramática quanto esta. Quem em sã consciência iria acreditar apostar as fichas no América, que saiu no primeiro tempo empatado, enquanto que o Timbaúba vencia no score de 3x0? Talvez somente nossos nobres guerreiros naquele gramado acreditava nesta hipótese. Tratava-se de um fato totalmente adverso, contudo, o América retornou a campo como máquina de platina de jogar futebol, assim como nos tempos de minha juventude. Passou por cima dos chã-grandenses, sem dó nem piedade. Talvez porque estava entalada duas derrotas contra eles no Ademir Cunha. 

Como jogou aquele menino Muller, parecia ter encarnado o Zé Tasso com a forma que fazia fila na zaga adversária. 

E o que falar de Mousinho? 

Não consigo encontrar outra comparação a não ser com um belo vinho para demonstrar o quão ele foi decisivo. Mesmo com a nossa vitória, me tranquei por dentro. Ainda restavam cinco minutos de partida lá em Pesqueira. 

Cinco longos e intermináveis minutos que me causaram nervosismo e que poderiam mudar toda um história, para nosso bem ou para nosso mal. E quando as horas do jogo finalmente se escoaram, pude realmente gritar para todo o universo: O América subiu! Enlouqueci, Manuel. São Pedro passava pelo meu lado no momento em que havia ecoado minha felicidade extrema. Leça, Zezé e Moreira vieram ao meu encontro... eufóricos! Confesso que perdemos a compostura durante alguns instantes, e caso estivesse na Terra, estaria junto com aqueles garotos fazendo a festa em Casa Amarela. Felizmente daqui de cima, consegui ver Pernambuco coberto de verde. 

Um domingo diferenciado, onde o Trio de Ferro folgou e deixou o sétimo dia somente para nós. Que ironia do destino! Até pareceu ter sido combinado pela cartolagem. Queríamos pintar o Céu com outras cores, deixando na tonalidade lembrando o verde, mas quase que nos deportam para o purgatório. O meu espanto maior foi ver daqui de cima a tamanha felicidade de alguns jovens que percorreram o bairro de Casa Amarela aos berros, ecoando o retorno do meu Ameriquinha. 

Fiquei por um momento, tentando entender qual o motivo de tanta alegria... Porque estes jovens estão felizes se nunca viram a fase áurea do Campeão do Centenário? Sinceramente, apesar de alegre com a cena, até agora eu não entendi. O mundo inteiro em guerra e eu convalescendo de uma absurda dúvida existencial. Agora reestabelecido e feliz, eu sei que tudo não passou um sonho, insanidade ou perda momentânea da razão. 

O América voltou a ser de fato um esquadrão invencível e recuperando parte do seu respeito e tradição esquecido em algum canto de um pretérito nada perfeito. Ano que vem será, aliás no próximo semestre, estaremos novamente na elite do futebol pernambucano. Hoje podemos dizer que estamos no lugar do qual nunca poderíamos ter saído. Saímos pelas discordâncias e desentendimento da cartolagem e voltamos dentro de campo. 

Coisas deste nosso futebol tupiniquim, que até hoje está longe de ser levado a sério. Deus, mostrou novamente que tem piedade dos pobres mortais e tirou um fardo de quinze anos nas costas do meu periquito.. 

Um abraço fraternal, Do seu primo, João Cabral de Melo Neto. 

PS: Em tempo, avise nosso primo Gilberto para ficar de olhos bem arregalados em 2011. Se bobear, tirarei o hexa do seu Esporte! Leia a sua carta original, escrita em 1945, clicando aqui.


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