sábado, 4 de setembro de 2010

Em êxtase, dirigentes vivem um dia de glória

Por Cassio Zirpoli, do Diário de Pernambuco

O telefone tocou bastante na segunda-feira, como há muito tempo não acontecia. O assunto não tinha relação alguma com a Ceasa, onde funciona o escritório. O acesso do América era mesmo o assunto do dia para José Amaro Guimarães, 62 anos, que hoje ocupa a vice-presidencia administrativa, mas já foi o mandatário do clube em quatro oportunidades. "A luta está só começando. O América é como se fosse a nossa família. Não tenha dúvida que esse acesso foi uma das maiores alegrias que já tive. Batalhamos 15 anos, sem perder a fé a esperança. Isso que faz esperança", diz o dirigente, irmão do atual presidente, João da Costa Moreira, três anos mais novo e empossado neste ano. Eles são filhos de Zezé Moreira, que construiu a sede em 1951 e que faria 100 anos em 2010 caso estivesse vivo. Mesmo no ostracismo, os dirigentes articularam fontes de receita para alcançar o acesso. Na Série A2, cuja folha não passou de R$ 50 mil, o time contou patrocinadores nas últimas rodadas, como o Habib's. "Quando vejo um americano novo, como vi em Chã Grande, eu fico besta. Há 15 anos, eram crianças e nunca viram nada", afirma o José Amaro, que adianta que o clube vai continuar mandando seus jogos em Paulista, em 2011. "O América não tem interesse de construir um estádio no Recife porque já tem três grandes times. Não seria bom comercialmente. O nosso será na área metropolitana. E quem sabe a gente não entra na briga ple arena?", completou José Amaro, levantando a idéia de jogar na Arena Pernambuco, em São Lourenço, por mais que o estudo do projeto original não tenha cogitado essa hipótese.
Novo patrimônio do clube teria um estádio de futebol para cinco mil pessoas e um centro de treinamento com três campos
Pernambucano - O acesso de América e Petrolina (campeão da A2) mudou bastante a configuração do Estadual, que teve nesta temporada os rebaixamentos de Vera Cruz e Sete de Setembro. O número de cidades representadas subiu de oito para nove, sendo três municípios na região metropolitada (cinco clubes), um na Zona da Mata, duas cidades no Agreste (três clubes) e outras três no Sertão (três times). "É bom quando entram regiões com demanda para receber o campeonato, como Paulista e Petrolina. Além disso, o América é uma tradição de Pernambuco e vai atrair uma nova geração", afirmou o vice-presidente de futebol da FPF, José Joaquim.
(Diario de Pernambuco. Nº 243. Terça-feira, 31 de agosto de 2010)
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