domingo, 12 de setembro de 2010

Gerações unidas pelo mesmo amor

De volta à elite do futebol estadual, América mostra sua força entre os torcedores
Por Paulo Henrique Tavares, na Folha de Pernambuco. Dia após dia, a frase “eu sou América” ia se perdendo no baú do esquecimento do futebol pernambucano. É bem verdade que a falta de grandes confrontos e a má administração de alguns cartolas contribuíram para a derrocada da equipe alviverde nos últimos anos. No entanto, quando a nostalgia já estava virando poeira, os deuses do futebol resolveram dar mais uma chance ao charmoso Mequinha. E, como em um passe de mágica - e três gols do atacante Muller, vale salientar -, a equipe carimbou o passaporte para a elite do futebol estadual no próximo ano, e de quebra, garantiu mais uma vez espaço no coração de vários torcedores pernambucanos. Mas para quem pensa que o América continua sendo a segunda equipe de todos os pernambucanos, a nova safra de torcedores do Mequinha vem para provar o contrário. Parece que, além do acesso para a Série A1, a equipe conseguiu subir de divisão na opção de muitos torcedores. “Agora, eu sou América. Os jogos aqui em Paulista (no Estádio Ademir Cunha) têm sido emocionantes. Esta competição conseguiu me transformar em americano. Eu gosto do Sport. Mas se as duas equipes se enfrentarem, vou torcer pelo América”, disse o estudante Márcio Alef, de 16 anos, hoje, presidente da mais nova torcida organizada da equipe: o Império Verde. “A ideia surgiu há uns três meses. Percebemos que a equipe estava precisando de apoio nos jogos e, então, criamos a organizada. E, parece, que valeu a pena, já que subimos de divisão”, falou Alef. Um mês mais nova que a Império, outro grupo de torcedores criaram a Esquadrão Alviverde. Segundo o presidente da torcida, Gabriel Nogueira, de 15 anos, a principal fonte de divulgação é a Internet. “Temos comunidades no Orkut, um blog, onde informamos nossas atividades, e Twitter. Apesar de a maioria dos nossos componentes serem daqui mesmo (Paulista), já estamos conseguindo interagir, e até levar a história do América a torcidas de todo o País”, afirmou. Na contramão de toda esta tecnologia, mas com o mesmo amor pelo América, o aposentado Otacil de Albuquerque Ferreira, de 74 anos, garantiu que, apesar de não ter existido “nada de Internet” na sua época, a torcida ia aos jogos e fazia a mesma festa que os novos americanos. “Nos informávamos pelo rádio e pelos jornais. Mas quando tinha jogo, sempre estávamos presentes. Me lembro como se fosse hoje, quando minha avó me levava pelo braço para assistir aos jogos do Mequinha”, disse. Companheiro de Otacil, dos momentos de alegria e de tristeza do América, o também aposentado Paulo Meneses, de 78 anos, também tem momentos familiares para recordar. No entanto, não tão saudosos. “Tenho quatro filhas. E elas começaram a torcer pelo Náutico. Como eu gosto de futebol, me tornaram sócio alvirrubro. Tem muita gente aqui no América que me olha meio de lado por esse fato. Mas eu sou americano, desde criança. Tenho muito orgulho disso, e não preciso provar a ninguém o meu amor”, ressaltou Meneses.
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