quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O último embate entre América e Cabense

América e Cabense já se enfrentaram por diversas vezes, seja na Copa Pernambuco ou na primeira e segunda divisão do Campeonato Pernambucano. Com uma trajetória de embates desde 1992, ainda quando a Cabense ainda era chamada de Destilaria, nenhum destas partidas foram mais importantes e decisivas as duas agremiações da Região Metropolitana como foi em 2008, disputando a semifinal da segunda divisão pernambucana, onde quem daria uma vaga para a divisão principal do campeonato pernambucano. Enquanto que a Cabense tentava retornar a primeirona depois de amargar o descenso no ano anterior, o América estava a um passo de garantir o seu lugar ao sol depois de amargar 13 tenebrosos anos longe dos holofotes. E tudo parecia estar a favor do Mequinha. Depois de garantir um empate na base da raça no Gileno de Carli, o alviverde tinha como aliado decidir seu futuro jogando em casa contando com a vantagem de um simplório empate para conquistar seu acesso, além de contar o apoio de sua torcida e parte da imprensa esportiva pernambucana que estavam contagiados com o possível retorno do alviverde da Estrada do Arraial. Infelizmente, o cenário imaginado por quase todos não fora concretizado. O drama iniciou após a queda de energia provocada no dia 22. Além de Timbaúba, suas adjacências e cidades vizinhas como Buenos Aires, Aliança e Vicência também sofreram com a queda de energia, vindo a descobrir por volta da meia noite onde havia sido ocasionado o problema, oriundo de uma falha na linha de transmissão que passava por um canavial. Depois de muito esperar, ficou decidido de mandar a partida para o dia seguinte. Toda a delegação esmeraldina retornou ao Recife, percorrendo cerca de 105 km até a capital pernambucana, enquanto que a equipe do Cabo de Santo Agostinho retornou para o hotel em Carpina. Daquele elenco esmeraldino ainda permanecem o zagueiro David e volante Mousinho. Coincidentemente, o goleiro Ibson e o lateral direito Roma que hoje compõe o time do América integravam a Cabense. O primeiro ataque do jogo foi americano, dando a impressão que o Campeão do Centenário iria fazer valer o mando de campo. Depois de uma troca de passes rápidos, a bola sobrou para Leandro, mas o meia praticamente fizera um recuo de bola para Ibson. Veio a Cabense e, em sua primeira oportunidade, soube abrir o placar, após jogada de Eduardinho vindo próxima a linha de fundo ele conseguiu marcar vencer o goleiro Cleber, justamente num daqueles lances onde o jogador tenta cruzar e a bola entre em gol tendo como aliada a falha incrível do nosso arqueiro, que ficou inerte em sua pequena área. O tempo foi passando, veio a segunda etapa da partida e nada do América conseguir garantir sequer o empate, principalmente após a mudança tática da Cabense, mantendo a defensiva e apostando nos contra-ataques para definir a partida. O desespero americano aumentou ainda mais quando o árbitro da partida não assinalou um penalti claro a favor do América, que poderia ter mudado toda a história da partida. Com todos os atletas do América com os nervos a flor da pela, as chances de chegar ao empate foram reduzidas ainda mais aos 20 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Ronaldo se estranhou com um adversário, que terminou gerando sua expulsão. Após o apito final, os jogadores da Cabense fizeram a festa no Ferreira Lima por conta do acesso, para tristeza e decepção da pequena, mas fiel torcida esmeraldina e adiando o retorno do Campeonato Pernambucano.

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