quinta-feira, 28 de abril de 2011

Alguns segredos do sucesso

Os torcedores Esmeraldinos têm muito para comemorar com o encerramento da campanha do Mequinha Jr. no certame estadual de 2011. O sexto lugar na frente de clubes que estavam disputando o estadual desde o ano passado e até do Santa Cruz, considerado um clube grande, mostrou que o trabalho comandado por Luciano Veloso rendeu bons frutos.

Diante disto, preparamos um registro do que foi a campanha Alviverde dos juniores segundo a visão do treinador. Esse texto numa conversa livre com Luciano Veloso durante o treino que antecedeu o último jogo dos juniores no Ademir Cunha. Jogo que foi adiado e que terminou com a vitória do Náutico por 3 a 2. Um resultado marcado por uma arbitragem confusa.

Luciano Veloso (direita) recebeu o convite e a incumbência de montar uma equipe Junior para disputar o campeonato pernambucano de 2011. Ao chegar no América ele realizou algumas peneiras e selecionou sua base. Esse início foi marcado pelo curto tempo de preparação e pelas dificuldades estruturais típicas das equipes menores de Pernambuco. Tais problemas se refletiram dentro de campo com as duas goleadas iniciais sofridas pelo Mequinha Jr para o Sport e para o Porto.

Mas essas dificuldades do começo não desanimaram Luciano Veloso, e logo o treinador conseguiu administrar o elenco que tinha em mãos para chegar a um padrão de jogo. Colaboraram com isso também alguns reforços advindos da equipe profissional.

O América investiu em jovens talentos que não tiveram o espaço no elenco profissional e acabaram reforçando o time da base. Entre eles destacou-se Jonatha, Lúcio, Afonso e Danilo. Outros atletas que inicialmente vieram para compor o elenco profissional também fizeram parte da base, os quais são Júlio, Tiago e Alves.

Aliado a essa iniciativa da diretoria Americana de reforçar o elenco, Luciano investiu no trabalho pedagógico para chegar a esse padrão desejado. Trabalhou com esquemas táticos de fácil compreensão e execução mas de boa eficiência, variando do 4-5-1 para o 4-4-3. E fez com que os atletas atuassem em mais de uma posição para aumentar o Know-how desses jovens que ainda estão em formação.

Outro detalhe interessante de se notar, foi a liberdade criativa que Luciano deu aos meninos, sobretudo aos que atuavam no ataque. Segundo ele, “o América sempre foi conhecido por ser um time audacioso que não tinha medo de jogar e desenvolver essa audácia nos garotos era uma questão fundamental, mas sem esquecer o compromisso com o coletivo”. Quem teve a oportunidade de chegar mais cedo nos jogos do Mequinha pode ver algumas jogadas que ilustraram o que foi relatado por Luciano.

A iniciativa de Luciano não só ajudou na formação profissional dos garotos como gerou resultados contundentes. O América adquiriu força no certame e iniciou uma bela campanha chegando a ficar nove partidas sem conhecer a derrota. Diante disso, a possibilidade do G4 se tornou real e palpável.

Mas o Mequinha oscilou e perdeu as oportunidade de manter a distância e a briga pela classificação. Luciano atribuiu essa oscilação à “grande quantidade de gols perdidos em algumas partidas e a alguns resultados que fugiram do planejamento, como a derrota para a Cabense em pleno Ademir Cunha”.

A todo o momento Luciano Veloso deixou muito claro que o sucesso dessa campanha deve ser atribuído aos atletas. E ele reforça o motivo de sua posição dizendo que não faltou empenho dos atletas com o projeto desenvolvido por ele. Tamém ressalta que “o elenco quase não sofreu contusões e que não nunca teve problema de indisciplina”. Pontos que reforçam a maturidade e seriedade desses garotos que viram no América a chance de realizar um sonho e de pode construir um futuro melhor.

Como já foi falado, alguns atletas possuem contrato com o América, os demais pertencem ao IDS entre os quais muitos tem idade de disputar mais temporadas pela categoria de base. Para estes a principal chance de continuar no futebol não dependia apenas deles: passava pela permanência do América na série A1 do pernambucano. E essa permanência veio.

Agora cabe ao América gerir com mais eficiência sua base, pois já foi provado que existe matéria prima. Formar jogadores para o mercado da bola e para entregar às fileiras Esmeraldinas do futuro é fundamental para a autossustentação do clube. Principalmente formar atletas que entendam os princípios do América, pois como o próprio Luciano Veloso defendeu, “esses garotos representam a chance do América reconstruir sua identidade”.

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