segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Marca do tempo




No Campeonato Pernambucano de 1915, a tabela tinha inicialmente o João de Barros entre os seis participantes, e de repente, o clube fundado em 12/4/1914, na Av. João de Barros, saiu de cena. A programação de jogos passou a apresentar outra equipe, o América. Na verdade, tratava-se do mesmo time. 

A mudança originou-se de uma sugestão do desportista maranhense, radicado no Sudeste, João Evangelista Belfort Duarte. Ele foi o responsável pela tradução das regras do futebol, do inglês para o português. Campeão carioca em 1913, pelo América, tornou-se um símbolo do clube carioca, pela conduta inatacável. O time da Rua Campos Sales jogava de uniforme preto, e ele sugeriu a cor vermelha, que perdura até hoje. Depois de descalçar as chuteiras, foi treinador da equipe americana. 

Esteve no Recife em 1915, numa viagem de intercâmbio, visando à formação de uma entidade destinada a reger o futebol brasileiro. Eram dados, assim, os primeiros passos para o surgimento do que é atualmente a CBF. Apitou um jogo, na Campina do Derby, em que o Torre venceu o João de Barros por 2 x 0, pelo Campeonato Pernambucano. 

Homenageado em sessão solene pelo João de Barros, Belfort sugeriu a mudança de nome, no que foi atendido. O América, ainda por sugestão sua, usou durante algum tempo camisas vermelhas, mas logo voltou a ser alviverde.

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* Lenivaldo Aragão é jornalista esportivo em Pernambuco e trabalhou em vários jornais, rádios e revistas do Recife e do Sul do País: Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, Diário da Noite, rádios Clube e Olinda, Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, Jornal dos Sports e Tabloide Esportivo. Atualmente edita a revista Clássico.COM.

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