segunda-feira, 10 de março de 2014

E nunca embala...



Mais um vez o América não consegue engatar uma sequência positiva de resultados. E mais uma vez confirmamos o tabu diante do Ypiranga.

O América mostrou uma postura semelhante a do jogo passado. Quando sem a bola o time inteiro recuava e ficava na defensiva. O esquema até funcionaria, se houvesse mais pegada pela posse de bola e se o erro do Ypiranga fosse forçado. Como aconteceu em alguns lances. As roubadas de bola no meio proporcionaram contra ataques perigosos por parte do América, que em geral eram parados com falta. Em dois deles o América criou situações de perigo real e em um Phillip foi empurrado pelo último homem da defesa quando entrava na área. Gilberto Freire deu apenas um amarelo! No segundo lance, após cobrança de falta Phillip pegou o rebote na área e chutou forte, Adson defendeu e na sobra o América não conseguiu marcar depois de confusão dentro da área. Depois foi a vez do Ypiranga chegar e com uma chance muito clara de gol após avanço pela esquerda. O América respondeu na mesma moeda e depois de uma boa troca de bola na frente da área do Ypiranga Jaime tirou com perfeição de Adson, mas a bola fez a curva para fora. O Ypiranga ainda teve mais uma chance clara de gol que não concluiu.

No segundo tempo o jogo voltou mais morno, mas o Ypiranga estava muito mais ligado e dominava o América. Assim foi até que depois de boa jogada pela esquerda Rodolfo subiu quase no terceiro andar para cabecear a bola para o fundo do gol de Diego. Aí então o América acordou e foi para cima, mas não conseguiu vencer a defesa do Ypiranga e quando teve chance Phillip desperdiçou por excesso de individualismo ou o ataque parou nas mão de Adson. E em um contra ataque o Ypiranga ampliou o placar e fechou o caixão. Antes do fim do jogo Maurício ainda foi expulso e desfalcará o América na próxima partida.

A opção tática adotada pela comissão técnica é de fazer o time inteiro se defender quando está sem a posse de bola. É aceitável, mas só se o time criar formas de recuperar a bola e valorizar o toque quando tiver com a posse. Além disso, criar mais. Do jeito como entrou ontem o América parecia um time lento e apático. Sem a bola apenas via o adversário jogar e quando estava com ela demorava para fazer a articulação. O time só acordou depois que levou o gol. Fora isso o posicionamento era tão falho que o Ypiranga não tinha muitas dificuldades para entrar na defesa. Isso aconteceu também contra o Chã Grande e só jogamos melhor na adversidade. Como foi ontem. Mas se esperar o pior para correr atrás sempre iremos perder.

Convém aqui ressaltar que Gilberto Freire cometeu um sério erro ao não expulsar o zagueiro do Ypiranga na falta em Phillip no primeiro tempo e foi excessivamente rigoroso com Maurício no segundo tempo.

Ontem poderíamos comemorar uma primeira colocação ou uma situação, no mínimo, mais confortável na tabela. Mas nada disso aconteceu. A aparente sonolência do time fez o América despencar na tabela e ficar na quarta colocação e agora estamos entre a cruz e a espada, ou melhor, entre o céu e o inferno.

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