domingo, 13 de abril de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: Sport 2x2 América em junho de 1989

Página esportiva do Jornal do Commercio de 10 de
junho de 1989 destacando o clássico América x Sport
Em 1989 entrou em vigor a nova moeda brasileira, o cruzado novo em substituição ao cruzado; Fernando Collor venceu Lula nas eleições presidenciais; na Romênia, o ditador Nicolau Ceausescu foi fuzilado, pondo fim a mais um regime ditatorial no planeta e ocorreu a farsa do goleiro chileno Rojas que fingiu ter sido alvejado por um foguete sinalizador num jogo entre Brasil e Chile no Maracanã pelas eliminatórias para a Copa do Mundo da Itália. Foi o ano de nascimento do ator amazonense Helder Agostini (ator na novela “Meu Bem Querer” de 1998 e do filme “O Trapalhão e a Luz Azul” de 1999), o jogador de futebol britânico Theo Walcott (atacante do Arsenal da Inglaterra), o jogador argentino Leandro Aguirre (atua no Clube Atlético Aldosivi da Argentina) e a tenista brasileira Ana Clara Duarte. Neste ano faleciam o pintor espanhol Salvador Dali (autor de quadros como “Premonição da Guerra Civil” de 1936 e “Metamorfose de Narciso” de 1937), Rubem Ludvig (Ministro da Educação no governo do presidente Figueiredo), o ex-jogador Brandão (meio campista do Juventus-SP, da Portuguesa-SP e do Corinthians nos anos 1930 e 1940), o meio campista Biguá (astro do Flamengo-RJ nos anos 1940 e da Seleção Brasileira no Campeonato Sul-americano de 1945). Na música, o sucesso ficou por conta de “Adocica” de Beto Barbosa, “Deus Te Proteja de Mim” de Wando, “Entre Tapas e Beijos” de Leandro & Leonardo e “Nuvem de Lágrimas” de Fafá de Belém & Chitãozinho e Xororó.


A edição do verdadeiro “Clássico dos Campeões” entre América e Sport que vamos abordar hoje será a partida ocorrida no dia 10 de junho de 1989 no Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro). O Periquito de Casa Amarela terminou o primeiro turno em 6° lugar e o Sport Recife em 3° e ambos precisavam melhorar seus desempenhos a fim de satisfazerem seus torcedores. O Clássico ocorreu num sábado e abriu a quarta rodada do segundo turno, no qual o Sport vinha de uma vitória contra o Estudantes de Timbaúba, uma derrota para o Náutico e um empate contra o Central, enquanto que o América vinha de derrotas para Náutico e Central e de uma vitória contra o Sete de Setembro em Garanhuns.

Ilustração de Sport x América em 10 de junho de 1989 na Ilha do Retiro
pelo campeonato pernambucano de futebol.
No lado do rubro negro da Praça da Bandeira, que havia sido campeão brasileiro há menos de dois anos, o técnico Nereu Pinheiro estava animado com a volta do lateral direito Betão, que havia ficado de fora do time por problema muscular e confirmou à imprensa a escalação do atacante Elinaldo das categorias de base. O empate em Caruaru havia deixado o Leão da Ilha com o sinal de alerta ligado, pois não poderia deixar Central e Náutico dispararem nas primeiras posições e a vitória no clássico contra o América era de suma importância para continuar a sonhar com o título. No 1° turno houve um empate de 0x0. Pelo lado do campeão de 1944, o treinador Valdir Santos poderia contar com as presenças do zagueiro Gilney e com o meio campista Mica (ambos não jogaram em Garanhuns devido suspensão automática) e com isso, Luis Pereira poderia aparecer deslocado para a lateral direita. Depois do treino de sexta à tarde em Olinda, o treinador reconheceu a superioridade do Sport, mas que os alviverdes iriam para a partida na intenção de vencer, uma vez que, a obrigação de todos dentro do clube, é trabalhar em prol das vitórias independentemente do adversário.

Enílson do América derruba Carlos Magno do Sport dentro da área
e o árbitro apontou a penalidade máxima. Dinho na cobrança empatou o jogo
Nereu Pinheiro decidiu momentos antes da partida, poupar o lateral Betão e escalou Didi como titular. Com transmissão da TV aberta, a partida foi iniciada às 16h por intermédio do árbitro paraibano José Araujo, que foi auxiliado por Ernandes Oliveira e Arlindo Maciel e o que se viu durante os primeiros minutos foi um futebol veloz e envolvente do Sport que por inúmeras vezes esbarrou em grandes defesas do goleiro Roberto do América, que segurava o placar. Depois de 30 minutos de pressão rubro negra, o América se lançou para o ataque e conseguiu uma falta perto da grande área. Na cobrança do zagueiro Gilney, a bola tocou na barreira e enganou o goleiro Flávio do Sport que não a alcançou. É GOL DO AMÉRICA! SPORT 0X1 AMÉRICA na Ilha do Retiro e com direito à festa alviverde. O Sport não sentiu o golpe e foi para cima e numa arrancada de Carlos Magno aos 44 minutos, o jogador do Sport foi derrubado na área por Enílson do América e o árbitro José Araujo marcou o pênalti. Dinho cobrou no canto e empatou a partida para os leões. SPORT 1X1 AMÉRICA e assim terminou o primeiro tempo.

Folha esportiva do JC de 11/06/1989 relatando os
detalhes do "Clássico dos Campeões"
No Sport entram Joécio e Ismael nos lugares de Amaral e Elinaldo, enquanto que no “Mequinha” entrou Eduardo no lugar de Lira. No segundo tempo o América voltou com a maioria do time da defesa, para se resguardar e aproveitar qualquer vacilo na defensiva leonina e assim, aos 14 minutos, Wilson do América avançou pela direita, driblando o zagueiro Ailton do Sport chutando forte e sem ângulo contra o goleiro Flávio que falhou no lance. É GOL DO AMÉRICA! SPORT 1X2 AMÉRICA na Ilha do Retiro e nova festa verde e branca nas arquibancadas. O desespero começava a apavorar os rubro negros que foram ao ataque, até que aos 23 minutos o Sport tem uma cobrança de escanteio ao seu favor. Na cobrança do lateral Airton, a bola encontrou a cabeça de Augusto que mandou para as redes para empatar a partida. SPORT 2X2 AMÉRICA e com este placar as equipes caminharam para o final de partida. O goleiro Roberto do América defendeu 18 das 23 bolas chutadas contra seu gol e foi o destaque-mor da partida. As escalações das equipes de Sport 2x2 América em 10 de junho de 1989 foram as seguintes:




SPORT:
Flávio;
Didi, Aílton, Marco Antônio e Airton;
Amaral, Dinho e Carlos Magno;
Edson, Augusto e Elinaldo.


AMÉRICA:
Roberto;
Luis Pereira, Alfredo Santos, Gilney e Roxo;
 Lira, Enílson e Mica;
Nado, Wilson e Betão.


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