domingo, 29 de junho de 2014

Juvenil do América é derrotado pela Uninassau em jogo-treino

Juvenil do América sofre revés em segundo jogo-treino contra a Uninassau| | Foto: Herodoto Neto


E o time juvenil do América segue trabalhando forte, no aguardo do inicio do Campeonato Pernambucano SUB-17, previsto para iniciar no dia 02 de setembro. Enquanto isso, a equipe liderada pelo técnico Sued Lima segue realizando seus treinos vespertinos no Estádio Ademir Cunha, em Paulista. Na ultima quarta-feira (25), os alviverdes voltaram a enfrentar a equipe universitária da UniNassau e, diferentemente do primeiro encontro vencido por 1x0 pelo América, o vice-lideres dos jogos universitários (Jups) saíram vitoriosos no pelo placar de 3x1.

Sofrendo com o campo do estádio municipal do Paulista bastante pesado em decorrência das chuva, o time juvenil do América sofreu dois gols relâmpagos logo nos primeiros 20 minutos do jogo-treino, marcados pelos universitários Marcone e Hugo Alexandre, respectivamente. Com o time esmeraldino dando muito espaço para o adversário e virando a bola a todo instante, a impressão que dava era que o time esmeraldino sofreria com o placar elástico, principalmente após o terceiro gol da UniNassau, novamente efetuado por Marcone, já no final do primeiro tempo.

Lance de jogo entre América x  Uninassau | Foto: Herodoto Neto

No intervalo do primeiro para o segundo tempo, o auxiliar técnico Claudemir Alves conseguiu motivar atletas e organizar o time para o tempo complementar. Diferentemente do primeiro tempo, os americanos tomaram maior posse de bola e, com toque de bola, conseguiam chegar frente a frente com o goleiro adversário, mas perdendo várias chances de diminuir a vantagem universitária.E em uma dessas o atacante Henrique sofreu falta no bico direito da grande área e o meia esquerda João Victor Marques bateu no canto sem chances para o goleiro do UniNassau. Mesmo com a pressão esmeraldina, o placar seguiu inalterado, garantindo a vitória dos visitantes pelo placar de 3x1.

Ademais, o restante da partida correu sem grandes transtornos. No jogo-treino valeu a observação e a correção da marcação e no estilo de jogo praticado principalmente no segundo tempo. 

Foto: Herodoto Neto

Vitória pra manter a liderança e a invencibilidade no SUB-20


As atenções neste período junino estão voltadas para a Copa do Mundo, o maior evento esportivo do planeta, contando ainda com a partida das Oitavas de Final entre Grécia x Costa Rica na Arena Pernambuco, todavia, o Campeonato Pernambucano SUB-20 segue em andamento, com o América líder do Grupo E e invicto no certame de juniores. É neste embalo e motivação que o time liderado pelo técnico Valter Mendes retorna ao estádio Ademir Cunha às 15 horas neste domingo para enfrentar o lanterna Serra Talhada, pelo returno da segunda fase.

Com 11 pontos nesta segunda fase, o time da Estrada do Arraial entrará em campo com a missão de garantir mais uma vitória para seguir na frente de Salgueiro e Náutico segundo e terceiro com nove e oito, respectivamente, mais com um jogo a menos que o Periquito. Já o Serra Talhada, que vem pra Paulista depois de um derrota de 2x0 para o Mequinha em seus domínios, segue na incômoda situação de ainda não ter sequer pontuado no hexagonal.

Sem nenhum desfalque no elenco, a possibilidade é que o técnico Valter Mendes entre nesta tarde em Paulista com o mesmo time da rodada passada para que o América siga líder do Grupo E e perpetue a condição de invicto no estadual.

sábado, 28 de junho de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: Náutico 1x2 América em junho de 1946

Folha do Diário de Pernambuco de 09 de junho de 1946
fazendo o destaque do clássico entre América e Náutico
Em 1946 nasciam o treinador italiano Fábio Capello (campeão italiano de 1975 com a Juventus de Turim (como jogador) e campeão da Liga dos Campeões da Europa em 1994 com o Milan (como treinador)), o ex-goleiro alemão Jurgen Croy (campeão olímpico em 1976 com a seleção da Alemanha Oriental), o treinador Gilson Nunes (treinou o Sport em 1993 e o Náutico em 1991 e 1994), o ator norte-americano Jim Kelly (ator no filme “Operação Dragão” de 1973), o ex-goleiro búlgaro Simeon Simenov (defendeu a seleção da Bulgária na Copa de 1974), o ex-treinador italiano Arrigo Sacchi (campeão mundial de clubes com o Milan em 1990 e vice-campeão mundial na Copa de 1994 com a Seleção Italiana) e a atriz Edyr de Castro (atriz no filme “Menino Maluquinho – O Filme” de 1995 e na novela “Roque Santeiro” de 1985). Foi o ano de morte de pessoas como o poeta português Afonso Lopes Vieira (autor de “O Pão e as Rosas” de 1910, “O Soneto dos Túmulos” de 1913 e “Meu Adeus” de 1900), o ator de cinema britânico George Arliss (vencedor do Oscar de melhor ator principal em 1930 com o filme “Disraeli” de 1929) e o físico britânico James Jeans (autor de várias teorias sobre a cosmologia). Os sucessos musicais ficavam por conta de “Five Minutes More” de Frank Sinatra, “Fracasso” de Francisco Alves e “Saia do Caminho” de Aracy de Almeida.

Destaque do Diário de Pernambuco sobre a partida
Em 09 de junho de 1946 o América voltaria a campo para mais uma grande partida da sua história recheada de grandes momentos. O campeão de 1944 tinha feito um bom começo no certame, vindo de uma vitória de 9x0 em cima do Flamengo do Recife (que abandonou a competição no primeiro jogo) e de um empate contra o Sport em 3x3, enquanto que o Clube Náutico Capibaribe vinha de empates contra Santa Cruz e Great Western. A partida colocaria frente a frente as turmas campeãs dos últimos dois anos em Pernambuco.

Jogadores do América assinando a súmula antes do jogo em meio a
autoridades do meio esportivo e a um grande público nos Aflitos
A cidade do Recife naquele domingo esperava de forma ansiosa pelo Clássico Náutico x América no Estádio dos Aflitos, uma vez que, era esperada pelo público apreciador do esporte bretão a exibição futebolística de jogadores bem conhecidos por encher de alegria os olhos dos torcedores de suas respectivas agremiações. No Náutico, do treinador Cabelli, os destaques eram o zagueiro paulista Célio, o meio campo Pitota (frequentemente chamado para compor o time da Seleção Pernambucana), o meia Gilberto, o atacante Edvaldo e principalmente, o veterano atacante Tará, que muito já havia se destacado com a camisa do clube tricolor do Arruda. No América, do treinador Álvaro Barbosa, a expectativa ficava por conta da presença dos jogadores Pedrinho, Edgard, Zezinho, Julinho e Djalma que eram titulares absolutos na Seleção Pernambucana e que dois anos antes, ajudaram Pernambuco a golear a Seleção da Bahia por 9x1 no Estádio da Ilha Do Retiro pelo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1944. Capuco seria o grande desfalque em virtude de ter renovado seu contrato apenas no dia do jogo, porém, a defesa formada por Galego e Lucas possuía a confiança da torcida verde e branca.

Ilustração de Náutico x América em 1946 no Estádio dos Aflitos
pelo campeonato pernambucano de futebol
Na preliminar da categoria de amadores, arbitrada pelo Sr. Albino Machado e auxiliado por Ivanildo Bezerra e Oscar Macedo, o América venceu o Great Western por 1x0, gol contra do zagueiro Jonas do time anglo-brasileiro depois de um chute forte do atacante Adolfo. Os amadores do América, treinados por Mauro Branco, formados por Couto; Seixas e Darcy; Quincas, Paulo e Bartô; Adolfo, Seixas II, Alexandre, Henrique e Aílton com a vitória, dividiram a liderança da categoria ao lado do Náutico. Às 15:15h o árbitro José Gaioso (Argemiro Félix seria o árbitro, mas, não compareceu) autorizou o início do clássico, que começou sob uma forte chuva, o que muito atrapalhou a desenvoltura técnica das duas equipes, que não conseguiram finalizar com eficiência nos primeiros minutos de jogo.

Djalma do América sofrendo a marcação do alvirrubro Célio. Pitota do
Náutico observa a jogada junto com os americanos Zezinho (à esquerda)
e Janjoca (à direita). Destaque para as árvores que haviam no local
Aos 30 minutos o Náutico ganhou um escanteio ao seu favor. Na cobrança, a bola sobrou para o alvirrubro Alcidésio que soltou a bomba contra o gol de Leça do América, mas, o zagueiro esmeraldino Galego foi atingido pela bola, desviando-a da trajetória e a colocando pela linha de fundo. O árbitro José Gaioso entendeu de forma errônea que Galego havia desviado a bola com a mão dentro na grande área e apontou pênalti para o time de Rosa e Silva. Reclamações dos esmeraldinos não faltaram. O meia Gilberto foi para a cobrança e chutou forte no canto de Leça para abrir o placar nos Aflitos. NÁUTICO 1X0 AMÉRICA. A reação americana não tardou e aos 40 minutos o atacante Djalma arrancou em velocidade pelo canto esquerdo driblando os adversários Pitota e Espingardinha, para enfim tocar a bola de forma rasteira e cruzada no canto do gol de Zeca. Djalma deixava tudo igual. É GOL DO AMÉRICA! NÁUTICO 1X1 AMÉRICA.

Diário de Pernambuco de 11/06/1946

Veio então o segundo tempo e o América mostrava-se melhor na partida e pressionava o Náutico em busca do gol da vitória. O jogador Tará do Náutico, que era a maior esperança de gols dos alvirrubros, sofreu uma contusão no pé e passou praticamente toda a etapa final como elemento nulo no ataque timbu. Aos 15 minutos da etapa final Janjoca fez um lançamento magistral para o artilheiro Djalma que cabeceou fortemente a bola na trave do arqueiro do Náutico, vindo a bola retornar aos seus pés. O zagueiro alvirrubro Célio ao tentar evitar o segundo chute, escorregou no gramado molhado e caiu, deixando Djalma de frente com o goleiro Zeca que saiu na bola, mas não conseguiu impedir o gol da virada americana no Estádio dos Aflitos. Festa em verde e branco na casa do adversário. É GOL DO AMÉRICA! NÁUTICO 1X2 AMÉRICA.


Diário de Pernambuco de 11 de junho de 1946 destacando a vitória do América



O clube da Estrada do Arraial venceu o campeão do ano anterior e se credenciava com um dos favoritos ao título daquele ano. De acordo com a imprensa escrita, os atletas Arnaldo e Galego foram os melhores em campo, o primeiro por seus lançamentos de bola para o ataque e o segundo por impedir várias jogadas de gol dos alvirrubros. Leça como já era costumeiro, praticou grandes defesas, mas o meia Pedrinho foi aquele que menos contribuiu com a vitória. No Náutico elogiou-se a estreia de Alcidésio, bem como as atuações de Idimar, Gilberto e Pitota.  A renda do jogo foi de 9.492 cruzeiros e os atletas deste Clássico da Técnica e da Disciplina foram os seguintes:






NÁUTICO:
Zeca;
Célio e Espingardinha;
Pitota, Gilberto e Palito;
Plínio, Idimar, Tará, Alcidésio e Luiz.

AMÉRICA:
Leça;
Galego e Lucas;
Pedrinho, Edgard e Arnaldo;
Janjoca, Julinho, Djalma, Zezinho e Valdeque



terça-feira, 24 de junho de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 2x0 Íbis em setembro de 1974

Folha do Diário de Pernambuco de 12 de setembro de 1974
relatando os jogos da rodada
Em 1974 nasciam a atriz norte-americana Amy Adams (atriz em filmes como “Segundas Intenções 2” de 2000 e “O Homem De Aço” de 2013), o ex-jogador Caíco (campeão da Copa do Brasil em 1992 com o Internacional/RS e do Mundial sub-20 em 1993 com a Seleção Brasileira), o músico Alexandre Carlo (vocalista e guitarrista da banda de reggae Natiruts), o ator brasileiro Bruce Gomlevsky (ator no filme “Chico Xavier” de 2010 e na série “A Grande Família” de 2009), o ex-goleiro argentino Cavallero (campeão da Supercopa Libertadores de 1996 com o Velez Sarsfield), o ex-jogador Fernando Diniz (campeão paulista de 1997 com o Corinthians (como jogador) e da Copa Paulista de 2010 com o Paulista de Jundiaí (como treinador)), o ex-jogador Flávio Conceição (campeão brasileiro de 1994 com o Palmeiras e da UEFA Champions League de 2002 com o Real Madrid), o ex-zagueiro Erlon (campeão pernambucano com Sport em 1996), o ex-goleiro Isaías (campeão pernambucano com o Santa Cruz em 1995) e o ex-jogador Geraldo (com passagem pelo Náutico em 2008). Faleciam neste ano Ana Kucinski (ativa lutadora contra a ditadura militar), o coronel Chico Heráclio (latifundiário e ícone do coronelismo da cidade de Limoeiro/PE entre as décadas de 1920 e 1960), a atriz Rachel Martins (atriz de filmes como “A Difícil Vida Fácil” de 1972 e “Crime no Sacopã” de 1963 e nas novelas “O Céu É De Todos” de 1963 e “A Pequena Órfã” de 1968) e o ex-jogador austríaco Franz Wagner (defendeu a seleção da Áustria na Copa de 1934 e a Alemanha na Copa de 1938). Na música, haviam destaques como “O Portão” de Roberto Carlos e “João de Barro” de Sérgio Reis.

A décima primeira rodada do campeonato pernambucano de 1974 começou com a vitória do Sport sobre a Desportiva Pitu e com o empate entre Ferroviário do Recife e Central e teria continuação naquela quinta-feira, dia 12 de setembro de 1974 com as partidas Náutico x Santo amaro e América x Íbis, que ocorreriam em sequencia no Estádio dos Aflitos. O América dividia a quarta colocação com o Ferroviário do Recife, ambos com oito pontos ganhos, enquanto que o Íbis era o vice-lanterna com apenas três pontos ganhos, três a mais do que o Santo Amaro.

Nota do Diário de Pernambuco destacando a possível entrada de Ronaldo
Astrogildo Néri, treinador do América, vinha animado com o bom resultado que o time obteve contra o Central na rodada passada e acreditava numa boa vitória conta o “Pássaro Preto” assim como havia ocorrido no primeiro turno. A ideia era escalar o meia Ronaldo, que vinha de contusão, e que era peça de suma importância no esquema tático de Astrogildo Néri. Tudo indicava que deveria entrar Nilo na defesa em lugar de Antonino, que não vinha tendo boa produtividade, além da entrada de Vítor na lateral direita no lugar de Teco. Por outro lado, segundo a crônica esportiva local, o Íbis, do treinador Cidinho, fazia uma campanha já esperada por todos, tendo três pontos na competição e que até aquele momento só havia ganho do Santo Amaro. Era uma equipe que jogava na base da força, mas que dependendo do vacilo, poderia complicar os alviverdes naquela noite de quinta-feira nos Aflitos.

Ilustração de América x Íbis no Estádio dos Aflitos pelo campeonato
pernambucano de 1974
Com a arbitragem de Inácio Gonçalves, auxiliado por Manuel Amaro e Armindo Tavares, a bola rolou no tapete verde do Estádio Eládio de Barros Carvalho para América x Íbis. A equipe rubro-negra suburbana na base da força e na tentativa de superação durante todo o primeiro tempo conseguiu suportar a pressão esmeraldina imposta, fruto principalmente das boas jogadas armadas por Elói e Evandro, que até o momento eram peças de destaque. Tendo realizados boas defesas, o goleiro Pedrinho do Íbis conseguiu segurar o 0x0 no primeiro tempo, o dava uma esperança para o futuro clube de Mauro Shampoo para a segunda etapa. No segundo tempo, o melhor preparo físico dos jogadores americanos rendeu resultado e logo nos primeiros minutos de jogo, o “Mequinha” abriu o placar com um chute forte de Geraldo, indefensável para o goleiro Pedrinho. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 ÍBIS e festejava a torcida verde e branca nas arquibancadas. Com o relógio caminhando para a metade do 2° tempo, o treinador do América resolve fazer duas alterações, que foram as entradas de Ronaldo e Batoré nos lugares de Paulo Roberto e Geraldo.

Diário de Pernambuco destacando a vitória do América contra o Íbis
Com Ronaldo no jogo as jogadas de perigo contra o gol defendido pelo goleiro ibiense foram mais frequentes e o treinador Cidinho para tentar impedir estas jogadas, optou pelas entradas de Misa e Adauto nos lugares de Ademilson e Fernando respectivamente. Já perto do final da partida veio o golpe fatal em cima do pior time do mundo. Numa grande jogada armada por Ronaldo, a bola foi cruzada para dentro da pequena área e sem querer, o zagueiro Normando do Íbis tocou contra seu próprio gol. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X0 ÍBIS e assim terminou mais uma grande vitória do América pelo campeonato pernambucano. No jogo de fundo, o Náutico venceu o Santo Amaro por 5x0. As equipes de América 2x0 Íbis estavam em campo escaladas da seguinte forma:





AMÉRICA:
Carlos;
Victor, Birunga, Antonino e Jaminho;
Otávio Souto e Paulo Roberto;
Valdir, Evandro, Geraldo e Elói.

ÍBIS:
Pedrinho;
Cláudio, Roberto, Normando e Aldo;
Nilton e Carlos Couto;
Fabi, Eduardo, Ademilson e Fernando.



segunda-feira, 23 de junho de 2014

Liderança conquistada no sertão



América venceu o Serra Talhada por 2 a 0 e voltou a ser líder.

O placar Alviverde foi construído ainda nos primeiros quinze minutos de jogo. Claudivan e Romarinho marcaram para o América e deixaram o time tranquilo para o resto da partida. O resultado conquistado no sertão foi a terceira vitória do América na segunda fase.

Com os três pontos conquistado o América se isolou na liderança somando 11 pontos, sendo seguido pelo Náutico e Salgueiro. No entanto, o América tem um jogo a mais pois a partida entre o segundo e o terceiro colocados foi remarcada para o dia 2 de julho devido a dificuldade logística de hospedagem em Salgueiro. No outro jogo do grupo E, Vitória e Atlético empataram em 0 x 0.

América volta a liderança do Grupo E e mantém invencibilidade no SUB-20 | Foto: FPF-PE/Divulgação

sábado, 21 de junho de 2014

Tentando voltar à liderança



Neste sábado o América entra em campo tentando voltar a vencer.

O confronto será contra o Serra Talhada às 15:00 no Nildo Pereira, no sertão pernambucano. O nosso adversário amarga a última colocação no grupo E, tendo sido superado por todos os adversários que enfrentou até agora.

Já o América empatou seu último confronto e tenta voltar a vencer depois de dois empates seguidos. Mesmo mantendo a invencibilidade na temporada, o sub-20 do América perdeu duas posições com o resultado e caiu para a terceira colocação. Agora o time Alviverde está um ponto atrás do líder Náutico e vai para Serra Talhada buscando a vitória.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

O América de João Cabral




O amor do poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999) ultrapassa as barreiras da literatura. Além do seu talento nato pela escrita, o poeta pernambucano também era apaixonado por futebol, sobretudo, pelo América, seu clube do coração e onde teve a oportunidade de desfilar seu talento com a bola nos pés nos anos 30, pelo team juvenil do Alviverde da Estrada do Arraial. Deixando a carreira de volante de lado aos 16 anos de idade, levou consigo a paixão pelas cores verde e branco até o fim de sua vida.

É com este enredo que o curta-metragem “O Poeta Americano” resgata esta paixão cabralina, fazendo um passeio pelos poemas do escritor para ilustrar a paixão do time do coração de João Cabral. Com duração de 10 minutos, a obra cria a pretensão de visitar o jogador de futebol João Cabral e não o poeta, que é bastante conhecido pelo público em geral. Não só isso, o documentário dirigido pelo cineasta Lírio Ferreira  (que também é corroteirizado com Marcelo Luna, fotografado por Pedro Sotero e montagens de Camila Valença)retrata de forma clara e evidente a forte especulação imobiliária e verticalização que o Recife vem sofrendo nos últimos anos, mostrando o casarão do América arrodeado de edifícios e o tradicional edifício Caiçara, parcialmente demolido pela Rio Ave Construtora.

Feito sob encomenda para o SescTV, “O Poeta Americano” faz parte do projeto “Cores do Futebol”, proposta pela Global Media Exchange e pela Televisão América Latina (TAL), vinculada a tevês públicas em cinco países latino-americanos. O documentário foi um dos destaques na mostra CineFoot Tour, realizada no Cinema São Luiz, que por sinal chegou a sua quinta edição, fazendo no encerramento do festival, as devidas homenagens ao centenário do América Futebol Clube e a primeira apresentação pública do filme.

Antes da apresentação do filme no CINEfoot, Lírio Ferreira mostrou-se muito feliz com a produção realizada. “Acho que o João tem muito de mim. Ele amava o time desde que o esporte ainda vivia em uma época precária”, comentou o cineasta sobre “O Poeta Americano”.


América segue invicto nos juniores



No último domingo a equipe SUB-20 do América empatou com o Atlético Pernambucano em 1x1 numa partida válida pelo Campeonato da Categoria no estádio Luiz Alexandrino, na cidade de Camaragibe.

O Atlético marcou o primeiro tento da partida logo aos 6 minutos de jogo, Maurício empatou o jogo aos 12 minutos, do primeiro tempo, também.

Como ninguém balançou mais as redes o jogo terminou empatado, com este resultado o América acabou caíndo para terceira posição, era o líder, porém continua invicto e na posição de classificação.

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: Central 1x1 América em junho de 1967

Destaque do Jornal recifense Diário de Noite de 18 de junho de 1967
Neste ano foi promulgada uma nova constituição para o Brasil, em substituição à constituição de 1946, cuja meta era a de legalizar o regime militar e fortalecer o Poder Executivo em relação ao Legislativo e ao Judiciário. Juntamente a este fato, foi instituído o Cruzeiro Novo como a nossa nova moeda, vindo a vigorar durante três anos. Nasciam em 1967 o artista Guilherme Fontes (ator no filme “Um Trem Para As Estrelas” de 1987 e na novela “Mulheres de Areia” de 1993), o ex-jogador italiano Roberto Baggio (vice-campeão mundial em 1994 com a Itália), o ex-jogador Zinho (campeão da Copa do Mundo de 1994 com o Brasil), o escritor pernambucano Marcelino Freire (autor de “Contos Negreiros” de 2005), a cantora Marisa Monte (autora da música “Ainda Bem” de 2011), o músico norte-americano Kurt Cobain (fundador e ex-vocalista da banda de rock Nirvana), o ex-jogador colombiano Andrés Escobar (foi assassinado por traficantes de seu país, depois que um gol contra seu, desclassificou a Colômbia da Copa de 1994), a atriz Nicole Kidman (vencedora do Oscar de melhor atriz com o filme “Rabbit Hole” de 2010), o ex-atacante Fábio (campeão pernambucano de 1991 com o Sport), o ex-meiocampista Vilson (campeão pernambucano de 1993 com o Santa Cruz) e o ex-defensor Daniel (vice-campeão pernambucano com o Náutico em 1992). No mesmo ano vinham a óbito o ator norte-americano Charles Bickford (ator em filmes como “A Marca Rubra” de 1950 e “Hienas do Pano Verde” de 1957), o escritor Guimarães Rosa (autor de “Grande Sertão: Veredas” de 1956 e “Noites do Sertão” de 1965), os ex-jogadores Flávio Ramos (campeão carioca de 1910 com o Botafogo/RJ) e Héctor Scarone (campeão da Copa de 1930 com o Uruguai) e o ex-cosmonauta soviético Vladimir Komarov (primeiro soviético a viajar ao espaço, bem como, o primeiro a morrer numa missão espacial). Os sucessos musicais ficaram por conta de “Coração de Papel” de Sérgio Reis, “Namoradinha De Um Amigo Meu” de Roberto Carlos, “A Praça” de Ronnie Von e “Quem Não Quer” de Jerry Adriani.

Ilustração de Central x América em 18 de junho de 1967 no Estádio
Pedro Victor de Albuquerque em Caruaru
O América em 18 de junho de 1967 fez a sua estreia no campeonato pernambucano do referido ano, contra o Central de Caruaru no Estádio Pedro Victor de Albuquerque (Luis Lacerda). O time do bairro de Casa Amarela terminou o campeonato de 1966 na quinta colocação conquistando apenas oito vitórias em 24 partidas, atrás do trio de ferro da capital e do próprio Central, que terminou o campeonato na quarta colocação. A expectativa de uma campanha melhor do América neste ano, era grande e seu tradicional adversário caruaruense (que já havia sido vítima americana no Torneio Início), seria o primeiro oponente rumo a mais um tão esperado título de campeão pernambucano.

Sr. Armindo Tavares, árbitro daquele Central x América


Os alvinegros de Caruaru tinham como ponto forte em sua equipe, a presença de um dos melhores quartetos defensivos do estado, formado por atletas como Edmilson, Fernando Silva, Jucélio e Da Cunha, que eram jogadores que não deixavam a desejar a nenhuma das grandes equipes da capital. O ataque não era necessariamente o dos sonhos do torcedor patativa, mas, o meio campo era de grande qualidade, com a presença de Paulo Roberto e principalmente de Vadinho, um dos melhores meio-campistas da história do futebol do nosso estado. O treinador Juths faria a escalação do goleiro Dida, uma vez que, as negociações centralinas com o goleiro Waldemar do Bragantino/SP haviam emperrado. O clima no América, do treinador argentino Dante Bianchi, era muito bom, devido principalmente à conquista do Torneio Início desbancando Central, Santa Cruz e Sport nesta sequência, credenciando a equipe, como uma das mais fortes do campeonato. Os meias Inaldo e Dilson, além do goleiro Ronaldo (recém-dispensados do Santa Cruz), figuravam como os pontos mais altos do conjunto esmeraldino e eram peças de grande confiança de Dante Bianchi.

Central x América em 1967. Do pescoço para baixo era canela!
O Sr. Armindo Tavares apitou o início da partida Central x América em Caruaru e durante todos os primeiros 15 minutos de jogo, o América mostrou melhor qualidade técnica, com visível domínio de bola no setor de meio campo, o que deixou os centralinos perdidos e na iminência de tomar o primeiro gol. Antes dos 5 minutos de jogo, o árbitro pisou em um buraco do gramado do Estádio Pedro Victor de Albuquerque e sofreu uma lesão no tornozelo direito, que o levou a mancar durante quase todo o jogo. Com muito esforço o Sr. Armindo Tavares tentava acompanhar as jogadas “com uma perna só”. A jogada violenta do defensor Edmilson do Central em cima do atacante Déo do América, que causou muita irritação do dirigente Jaime Guerra, dava sinais do que viria pela frente. A elogiável produtividade ofensiva americana no jogo deu resultado aos 18 minutos quando o zagueiro centralino Fernando Silva impediu a jogada alviverde com a mão, sendo imediatamente assinalado o pênalti para os recifenses. Brito cobrou com perfeição e inaugurou o placar em Caruaru. É GOL DO AMÉRICA! CENTRAL 0X1 AMÉRICA.


Jornal Diário da Noite de 1967 destacando o prejuízo ao América
O jogo caiu em qualidade e aumentou em violência. Os centralinos por não conseguirem acompanhar o América, resolveram apelar para a pancadaria, jogo desleal e com inúmeras jogadas ríspidas que podiam colocar em risco a integridade física dos atletas americanos, tudo aos olhos coniventes do árbitro Armindo Tavares que nada marcava. Acompanhando a revolta do treinador Bianchi, os atletas americanos resolveram devolver a pancadaria na mesma moeda e em diversas situações atletas das duas equipes trocavam insultos e pontapés, nada sendo marcado pela arbitragem. O Central chegaria ao empate ainda no 1° tempo. Zé Dênio, que por pouco não fraturava o maxilar em jogada anterior, aos 37 minutos num lance de muita raça deixava tudo igual para a comemoração da torcida patativa. CENTRAL 1X1 AMÉRICA e assim terminava o primeiro tempo de partida.

Jaime Guerra critica a
arbitragem
O jogo continuava cheio de lances truculentos na segunda etapa, entretanto, o maior destaque aconteceu aos 28 minutos. Cruzamento pela direita da ofensiva esmeraldina e a bola foi defendida pelo goleiro Dida do Central que soltou a bola, vindo sobrar para o meio da área onde se encontrava o atacante Babá do América que chutou fulminante contra as redes centralinas. A comemoração foi grande e os atletas corriam emocionados para abraçar o treinador, quando de repente, o árbitro carioca Armindo Tavares anula o gol alegando impedimento do jogador Macrino no lance. O bandeirinha Hélio Ferreira antes da defesa do goleiro do central já assinalava o impedimento, sinal não visto pelo árbitro que deixou prosseguir a jogada e mesmo que o jogador Macrino do América estivesse à frente, além de não ter participado do lance, a jogada estava válida, uma vez que, o gol de Babá surgiu do rebote do goleiro Dida. O Sr. Armindo Tavares assinalou o gol e depois o anulou quando viu a sinalização de Hélio Ferreira.


A revolta do diretor Jaime Guerra contra o árbitro da partida








As reclamações de forma bastante acalorada com relação à atitude do árbitro foram muitas, eis que então, o Sr. Armindo Tavares puxa o cartão vermelho do bolso e expulsa o atacante Babá por reclamação. Explosão de raiva e de inconformismo toma conta dos americanos presentes ao estádio, bem como jogadores e dirigentes. Jaime Guerra era um dos mais revoltados. Levantou-se e foi embora, sendo que, chegando ao portão do estádio, voltou e ficou a beira do gramado protestando contra o árbitro, gritando e incentivando os atletas do América até o final da partida, de modo a pelo menos não sair de Caruaru com a derrota. Chegou inclusive a ameaçar a retirada do time de campo.

Palavras de Alcides Lima, então diretor do Central
Jaime Guerra pediu ao goleiro Ronaldo do América que sempre chutasse a bola para frente e não tentasse jogadas ensaiadas com seus colegas de defesa. O treinador Dante Bianchi, mais calmo, pediu que Jaime se tranquilizasse, pois, tal postura poderia deixar os atletas ainda mais nervosos. A partida acabou empatada em 1x1, mas, a inquietação continuou pela semana. A renda foi de 2.040 cruzeiros novos e na preliminar de juniores o Central venceu por 1x0. A arbitragem de Armindo Tavares irritou até os centralinos, pois, este assinalava faltas inexistentes para os dois lados, além de invertê-las em favor do agressor. O próprio diretor do Central, Alcides Lima, quando entrevistado pelo jornal recifense Diário da Noite, reconheceu que o gol anulado do América foi legítimo e que não havia ninguém impedido.

Palavras do árbitro em reportagem do jornal Diário da Noite
De acordo com o próprio, o Central foi obrigado a aceitar a indicação da FPF e que se fosse por sua vontade, Armindo Tavares não apitaria jogo do Central, devido a erros do passado. Segundo o árbitro (que criticou o gramado do estádio do Central devido à torção no pé) a expulsão de Babá foi justa, pois este ofendeu o bandeira Hélio Ferreira com palavras de baixo calão. Os dirigentes do América no dia seguinte encaminharam ofício à FPF pedindo que o árbitro e o bandeira não apitassem mais jogos do clube. Armindo Tavares faleceu de infarto em 2008 e está sepultado no cemitério Parque das Flores no bairro do Sancho. Os atletas desta conturbada partida foram os seguintes:





CENTRAL:
Dida;
Edmilson, Fernando Silva, Biu e Da Cunha;
Paulo Roberto e Vadinho;
Joãozinho, Válter, Zé Dênio e Fernando Lima.

AMÉRICA:
Ronaldo;
Valdemir, Brito, Genival e Necão;
Inaldo e Dilson;
Babá, Macrino, Jairo e Déo.




quinta-feira, 19 de junho de 2014

América na telona!!!

America sendo homenageado no CINEfoot Recife | Foto: CINEfoot

A noite desta quarta-feira, dia 18 de junho, foi o fechamento do CINEfoot Tour 2014, uma mostra de cinema que tem como temática o futebol. Um evento que já vem ocorrendo no eixo Rio-São Paulo e que passou pelo Recife neste ano.

A mostra ocorreu no cinema São Luiz, verdadeiro templo do cinema pernambucano, recebendo um bom público durante três dias!!!

O fechamento da passagem do CINEfoot por nossas terras foi marcado por uma homenagem ao nosso clube, pela passagem do seu centenário e pela apresentação de um curta-metragem dirigido por Lírio Ferreira, o filme: O América de João Cabral ou o Poeta Americano.Uma junção do poeta João Cabral de Mello Neto e o América do Recife.

Podemos destacar a presença de um bom número de Americanos, como: Washington Vaz, Bruno Lima, Tércio Trindade, Esequias Pierre, Jairo Sanguinetti "da Buzina", Celso Muniz Filho entre outros.

Curta-metragem de Lírio Ferreira em apresentação pública, no Cine São Luiz | Foto: Washington Vaz

Na ocasião o América Futebol Clube foi homenageado por seu histórico de vida e até mesmo de resistência, Celso Muniz Filho recebeu uma placa comemorativa do centenário do clube e uma flâmula do evento.O organizador do evento destacou a importância do clube no desenvolvimento do futebol pernambucano e por suas conquistas históricas.Celso agradeceu a lembrança enfatizando que o América continua vivo e se preparando para mais 100 anos de glórias!!!

O cineasta Lírio Ferreira fez uma breve explanação sobre o filme, sobre o tema e o motivo pelo qual levou o clube Alviverde as telas do cinema, " neste ano fui convidado para dirigir um curta sobre futebol e poesia, como sou Recifense, procurei destacar o nosso estado, a nossa cidade. João Cabral foi uma figura ímpar, diplomata, intelectual, Pernambucano e torcedor do América!!!O filme já estava na minha cabeça!!"

O filme nos leva a refletir sobre a nossa sociedade moderna e seus valores, obrigado Lírio!!!

A noite encerrou com um filme sobre o Corinthians, sobre a democracia e a própria História do Brasil!!

Obrigado CINEfoot!!

terça-feira, 17 de junho de 2014

América será destaque no encerramento do CINEfoot

Pedro Sotero, Sandro Sergio, Lirio Ferreira e Chica Mendonça, durante a produção d'O Poeta Americano.



Cinema, futebol e poesia no CINEfoot, em homenagem ao centenário do América Futebol Clube. Inédito, o documentário será lançado na próxima quarta (18) às 19h, no Cinema São Luiz.

O festival que iniciou neste domingo, prestando homenagens ao Santa Cruz Futebol Clube, que também completou seus 100 anos, terá seu encerramento prestando homenagens ao Campeão do Centenário. 

Lirio Ferreira, cineasta pernambucano fala à Sandra Bittencourt sobre seu novo curta "O Poeta Americano". Confira, na íntegra a reportagem de Lirio a CBN:

segunda-feira, 16 de junho de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 5x0 Sete de Setembro em julho de 1989

Folha esportiva do Jornal do Commercio de 8 de julho
de 1989 destacando América x Sete de Setembro
Em 1989 nasciam a nadadora britânica Rebecca Adlington (medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008), o jogador maranhense Ananias (campeão da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano com o Sport, ambos em 2014), o jogador Anderson Lessa (campeão pernambucano Sub-20 com o Náutico em 2008), o jogador espanhol Cézar Azpilicueta (campeão da Liga Europa de 2013 com o Chelsea), o jogador Cassiano (campeão gaúcho com o Internacional e atualmente defende o Santa Cruz-PE), o jogador de basquete congolês Christian Eyenga (jogador do Cleveland Cavaliers dos EUA) e o jogador Elkeson (revelação do Vitória/BA e atualmente no futebol chinês). Faleciam em 1989 o jogador belga Paul Henry (defendeu a Seleção da Bélgica na Copa de 1938), o ex-treinador Osvaldo Brandão (campeão brasileiro de 1960, 1972 e 1973 com o Palmeiras e do Torneio Bicentenário dos EUA em 1976 com a Seleção Brasileira), o ator norte-americano Guy Williams (ator de filmes como “A Espada de Damasco” de 1953 e “Capitão Simbad” de 1963), a atriz Yara Amaral (atriz na novela “Cambalacho” de 1986 e do filme “Parada 88, o Limite de Alerta” de 1977), o ator norte-americano Lee Van Cleef (ator nos filmes “A Roda da Vingança” de 1953 e “O Machado Sangrento” de 1954) e o jogador Manuel Rosas (defendeu a Seleção do México na Copa de 1930).


Destaque do Jornal do Commercio sobre a situação das equipes
A décima segunda rodada do segundo turno do campeonato pernambucano de 1989 aconteceu em um sábado, dia 8 de julho e foi movimentada com o acontecimento de quatro partidas que foram o duelo entre Náutico e Central nos Aflitos, o confronto Paulistano e Santa Cruz na Ilha do Retiro, Estudantes e Sport que se enfrentariam em Timbaúba e por fim, o jogo mais importante, pelo menos para as memórias esmeraldinas, que foi o embate entre América e Sete de Setembro de Garanhuns no Estádio da Ilha do Retiro em Recife. Faltando três rodadas para o término do turno, América (com sete pontos) e Sete de Setembro (com cinco pontos) viriam a campo para tentar não ser relegado ao grupo secundário para o campeonato de 1990, destino da equipe que fosse a última colocada, posto este que no momento era dedicado ao Paulistano, que possuía apenas três pontos. Uma vitória esmeraldina na preliminar associada a um tropeço do Paulistano contra o Santa Cruz no jogo de fundo na rodada dupla na Ilha do retiro, era a receita americana para se garantir no bloco dos grandes clubes do campeonato do ano sucessor. Toda a rodada foi realizada no sábado, pois, no domingo o Recife seria palco de jogo válido pela Copa América e o Estádio do Arruda receberia a partida Colômbia x Peru com o craque colombiano Valderrama em campo.

Valdir Santos, treinador do América, lamentava muito o fato de não poder contar com jogadores importantes como o lateral Luciano e o meia Marcelo, que foram expulsos no clássico contra o Clube Náutico Capibaribe na rodada anterior e decidiu que em seus lugares deveriam aparecer os atletas Luis Pereira e Mica para tentar dar conta do recado. Os problemas do lado adversário eram parecidos, pois o treinador do Sete de Setembro, Ivanildo Spíndola, não poderia contar com os atletas Adelson e Luciano, que haviam sido expulsos na derrota por 2x0 contra o Central de Caruaru, dentro do Estádio Gigante do Agreste em Garanhuns na rodada anterior e com isso, a montagem do time titular para a partida contra o “periquito” de Casa Amarela ainda era uma incógnita no dia anterior à partida, muito devido a pequena quantidade de jogadores disponíveis no banco de reservas. O treinador do “Lobo-Guará” de Garanhuns tinha como meta escolher bem os atletas substitutos, para dar à equipe uma melhor desenvoltura.

Ilustração de América x Sete de Setembro de Garanhuns em 1989 no Estádio
da Ilha do Retiro em Recife pelo campeonato pernambucano
A partida começou às 15:15h e teve a arbitragem de Francisco Domingos, sendo auxiliado nas laterais por Alírio Ferreira e Elias Damásio. O time recifense tratou logo no início do jogo mostrar quem era quem mandava e Roberto Potiguar inaugurava o placar na Ilha do Retiro. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 SETE DE SETEMBRO. Impulsionado pela presença de grande número de torcedores, o América seguiu em cima da equipe garanhuense e não demorou para que o placar sofresse alteração. Numa grande jogada de Nado em meados dos 20 minutos do primeiro tempo, o América marcaria o segundo tento e dava mais tranquilidade ao seu torcedor. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X0 SETE DE SETEMBRO. 

Folha esportiva do JC do dia 9 de julho de 1989
destacando todos os resultados da rodada
A partida caiu de produção e poucos lances de gol surgiram à medida que o 1° tempo chegava ao seu final, todavia, a torcida esmeraldina ainda festejaria com um belo gol de Roberto Potiguar que deixava mais um, no final do primeiro tempo. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 3X0 SETE DE SETEMBRO e assim as duas equipes iam para o intervalo. No “Mequinha” duas alterações seriam feitas, que eram as entradas de Eduardo no lugar de Wilson no meio campo e a entrada de Washington no lugar de Nado no setor de ataque, enquanto que do lado da equipe da “Cidade das Flores” entrariam Carranca no lugar de Zé Carlos na defesa e Muller no lugar de Índio no setor ofensivo. Vem então o segundo tempo e o ritmo do América continuou e logo no começo numa grande jogada de Helinho, o América chegaria ao seu quarto gol, para a comemoração da torcida. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 4X0 SETE DE SETEMBRO. Após este gol o América recuou e chamou o adversário para o jogo, mas a desmotivação dos “setembrinos” era grande e não chegaram a preocupar demais o goleiro Roberto do América. As coisas pioraram para o lado do Sete de Setembro depois da expulsão do goleiro Carijó, o que fez o treinador Ivanildo Spíndola  colocar as mãos à cabeça devido a tamanha preocupação para o jogo seguinte. Roberto Potiguar, que não tinha nada haver com isso, aproveitou novo descuido da defesa adversária para, quase no fim do jogo, fazer seu terceiro gol na partida e o quinto dos americanos. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 5X0 SETE DE SETEMBRO e desta forma terminou mais uma grande vitória do campeão do centenário. Nos outros jogos o Náutico ficou no 0x0 contra o Central, o Santa Cruz venceu o Paulistano por 2x1 e o Sport bateu o Estudantes por 2x0. As escalações das equipes foram as seguintes:





AMÉRICA:
Roberto;
Mário, Luís Pereira, Alfredo Santos e Almir;
Lira, Mica e Wilson;
Nado, Roberto Potiguar e Helinho.


SETE DE SETEMBRO:
Carijó;
Zé Carlos, Edmilson, Gena e Milton;
San, Val e Gonga;
Índio, Didi e Mimi.


sábado, 14 de junho de 2014

América em defesa da liderança neste domingo


Domingo o América entra em campo contra o Atlético Pernambucano no estádio Luiz Alexandrino em Camaragibe. O jogo vale mais do que três pontos.

Um resultado positivo do América o mantêm na liderança, mas a tarefa é ingrata. O Atlético tem se mostrado um time forte dentro de casa. Nos seus domínios o clube de Aldeia perdeu poucos pontos e conseguiu resultados expressivos contra times mais fortes. Mesmo assim, na última rodada o tricolor tropeçou diante do Salgueiro, adversário que o América sobrepujou na primeira rodada desta fase.

Já a torcida Esmeraldina tem a expectativa de somar mais um resultado positivo e manter a liderança. Mas não só a liderança está em jogo. Junto com o América é um dos últimos invictos na competição e tem mantido essa invencibilidade superando adversários difíceis e momentos difíceis. Sem falar dos sucessivos erros de arbitragem que se acumulam principalmente contra os clubes considerados "grandes".

Domingo às 15:00 hs a torcida Esmeraldina deverá comparecer naquele que será o evento esportivo mais importante do dia.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Volei feminino do América é vice-campeão da Copa Cidade do Recife

Lance de jogo entre Náutico x América, pela Copa Cidade do Recife | Foto: FEVEPE

Depois de uma campanha brilhante, com jogos muito disputados, o time feminino adulto de Vôlei do América conquistaram o vice-campeonato da Copa Cidade do Recife, na última quarta-feira, 11 de junho.

Invicta até então em sua primeira participação na competição organizada pela Federação de Voleibol do Estado de Pernambuco (FEVEPE), o time esmeraldino chegou e disputou a final contra a equipe do Náutico. Lideradas pelo técnico Rogério Freire, as americanas fizeram um jogo duro contra as alvirrubras, mas foram derrotada por 2 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/16. 

Tempo técnico solicitado pelo técnico Rogério Freire | Foto: FEVEPE

O América começou o primeiro set já errando no saque e o Náutico liderou o placar por 10/6. O técnico Rogério Freire pediu tempo em duas oportunidades, pois erros individuais de recepção prejudicavam a equipe esmeraldina. Já no primeiro set, a equipe esmeraldina voltou a retomar a tranquilidade que era comum nos demais jogos, chegando a diminuir a vantagem alvirrubra e aproximou o placar, 23/17, mas o Náutico sobre administrar bem a vantagem, fechando a primeira parcial em 25x20.

No segundo set predominou um inicio equilibrado, com as duas equipes revezando ponta a ponta pelo menos até quando dividiam o placar no 5x5, mas os erros esmeraldinos em algumas jogadas acabaram culminando em vantagem alvirrubra, passando a frente no placar e fazendo 10x6 até o pedido de tempo solicitado pelo técnico esmeraldino Rogério Freire. Os erros de recepção continuaram somando com as boas oportunidades criadas pelo Náutico deram os numeros finais da segunda parcial, fazendo as esmeraldinas serem derrotadas por 25x16.


Equipe do América, vice-campeã da Copa Cidade do Recife | Foto: FEVEPE

quinta-feira, 12 de junho de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: Treze-PB 0x0 América em janeiro de 1981

Trecho do Diário de Pernambuco
destacando a partida Treze x América
em 14 de janeiro de 1981
Em 1981 nasciam o ator canadense Patrick Adams (ator nas séries “Lost” de 2007 e “Em Contato” de 2009), o goleiro Alexandre Negri (revelado pela Ponte Preta/SP e atualmente no futebol do Chipre), o jogador espanhol Xabi Alonso (campeão da UEFA Champions League em 2014 com o Real Madrid), o meio campista Pinga (revelação do Ceará/CE e atualmente no América/MG), a patinadora japonesa Shizuka Arakawa (medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim-ITA em 2006), o jogador argentino Nicoláz Burdisso (campeão da Taça Libertadores de América em 2003 com o Boca Juniors/ARG), o jogador Eduardo Teles (campeão pernambucano com o Sport em 2003), o jogador Andrade (campeão pernambucano com o Santa Cruz em 2005), a ex-tenista russa Elena Dementieva (medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000), o jogador Joseílson (atleta do Náutico em 2006 quando subiu à Série A) e o jogador Éder Richartz (campeão alagoano de 2014 com o Coruripe).  Faleciam o guitarrista norte-americano Bill Haley (músico da extinta banda de rock Bill Haley & His Comets), o ex-jogador Najdanovic (defendeu a Iugoslávia na Copa de 1930 no Uruguai), o cantor sambista Mário Reis (conhecido por sucessos como “A Tua Vida é Um Segredo” de 1932 e “Uma Andorinha Não Faz Verão” de 1933), o ator Rafael de Carvalho (atuou no filme “Fogo Morto” de 1976 e na novela “Cavalo Amarelo” de 1980), o diretor de cinema Watson Macedo (trabalhou nos filmes “Samba em Brasília” de 1961 e “Depois eu Conto” de 1956) e o químico norte-americano Harold Urey (vencedor do Prêmio Nobel de química de 1934). Músicas como “Palco” de Gilberto Gil, “Lua e Estrela” de Caetano Veloso, “Eternas Ondas” de Fagner e “Daquilo Que Eu Sei” de Ivan Lins faziam sucesso neste referido ano.

Ilustração de Treze - PB x América no Estádio Ernani Sátyro em Campina
Grande pelo Campeonato Brasileiro de 1981 (Taça de Prata)
No dia 14 de janeiro de 1981, o América viajou até Campina Grande no estado da Paraíba para enfrentar os alvinegros do Treze Futebol Clube, em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão (Taça de Prata). Se por um lado os pernambucanos estavam animados pela vitória obtida em Caruaru contra o Central Sport Club por um gol a zero, do outro, o Treze havia na rodada de estreia amargado uma derrota frente ao Botafogo-PB, num clássico paraibano realizado em João Pessoa, por dois gols a zero. A meta do América era vencer e liderar o grupo, enquanto que o “Galo da Borborema” queria vencer para não ver suas chances de avançar de fase serem diminuídas.

Elenco do Treze de Campina Grande no ano de 1981
Um ponto positivo em favor do América do Recife era o fato do treinador Jalber Carvalho conhecer muito bem o grupo de jogadores do clube paraibano, uma vez que, havia sido seu treinador há pouco tempo atrás e havia saído de forma não amistosa, devido a alguns desentendimentos com alguns dirigentes do Treze. Jalber Carvalho se encontrava ansioso pela possibilidade de fazer as estreias do meio campista Pedrinho e do zagueiro Geraílton, cujos documentos de transferência já estavam nas mãos dos dirigentes esmeraldinos e também pela possibilidade de colocar em campo o jogador Rivaldo, que não havia jogado em Caruaru por não estar apto fisicamente, e que era atleta fundamental ao esquema de Jalber, devido ao fato de poder usá-lo em vários setores do gramado, habilidade esta que já havia sido mostrada quando atuou no Sport no ano de 1979, que tinha Vail Mota como técnico.

Destaque do Diário de Pernambuco de 15/01/1981 sobre o América
A bola começou a rolar no Estádio Governador Ernani Sátyro (Estádio Amigão) às 21h daquela noite de quarta-feira em Campina Grande-PB, cidade conhecida por seus festejos juninos, e o que se viu no primeiro tempo foi o Treze atacando o América, impulsionado por sua torcida que comparecia em bom número, porém, sem conseguir vencer o goleiro Batista do time recifense. Recuado, o América passou grande parte da primeira etapa de jogo sendo sufocado pelo ataque alvinegro paraibano, que ora parava na boa atuação de Nilo, ora parava na eficiência defensiva de Geraílton. As poucas jogadas de gol que o América realizou na intenção da marcar o primeiro gol nos primeiros quarenta e cinco minutos de jogo foram jogadas finalizadas por meio do atacante Régis, que assim como os atacantes paraibanos, também não conseguia vencer o goleiro adversário.

O América chegou perto da vitória
No intervalo Jalber Carvalho percebeu que seu time poderia vencer o adversário no segundo tempo e promoveu as entradas de Edson e Eduardo nas vagas de Valdir e Agnaldo respectivamente, para dar melhor poder ofensivo à equipe. No Treze, do treinador Danilo Menezes, houve a entrada de Hélio Alagoano na vaga deixada por Dão no meio campo. A segunda etapa de jogo transcorreu com o América melhor em campo, chegando em sua maior parte, até a dominar o meio campo do Treze e levando em várias ocasiões, perigo ao gol defendido pelo goleiro Hélio Show do clube paraibano.

Gonçalves e Marcos Costa: os melhores da partida







Apesar da melhor desenvoltura apresentada pelo América no segundo tempo e das atuações destacadas do zagueiro Gonçalves e do meia Marcos Costa, a equipe alviverde de Casa Amarela não conseguiu marcar, tampouco, a equipe do Treze da Paraíba e a partida terminou com um empate de 0x0, que terminou sendo benéfico ao clube pernambucano, que agora faria seus preparativos para fazer seu primeiro jogo em casa e tal partida seria no sábado, contra o Botafogo da Paraíba no Estádio Jefferson de Freitas em Jaboatão. O empate sem gols entre Treze e América foi arbitrado por Antônio Vieira de Góis e proporcionou uma renda de aproximadamente 264 mil cruzeiros. Os jogadores que estiveram em campo naquele dia para defender suas respectivas agremiações foram os seguintes:





TREZE FUTEBOL CLUBE (PB):
Hélio Show;
Levi, Jotabê, Hermes e Eliomar;
Lula, Dão e Mozart;
Puma, Nilson e Valmir


AMÉRICA FUTEBOL CLUBE (PE):
Batista;
Gonçalves, Nilo, Geraílton e Escada;
Givaldo, Pedrinho e Marcos Costa;
Valdir, Agnaldo e Régis.