quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Um ano do acesso a primeira divisão estadual...



Parece que foi ontem, mas não... Na verdade, ontem completou um ano do acesso do América de volta a elite do Campeonato Pernambucano, após rebaixamento no estadual de 2012. Uma campanha marcada por dificuldades tanto dentro como fora de campo durante três meses de jogos.

E verdade seja dita, o acesso quase não vinha por falhas administrativas. Enquanto o time correspondia dentro de campo, pecava fora dele. Logo na primeira fase do estadual, o América poderia ter encerrado a primeira fase na liderança isolada do Grupo C, não fosse a confusão gerada na escalação de Mauricio que disputava em paralelo o estadual SUB-20 e havia sido expulso primeira partida da semifinal contra o Náutico. Na segunda fase os mesmos erros vieram a repetir, fazendo o Alviverde da Estrada do Arraial perder seis pontos devido a reincidencia e cair para terceira colocaçao do Grupo E. A perda destes pontos seria sentida na final contra o Vitória que devido a esta perda de pontos, acabou fazendo melhor campanha que o América e levando a decisão em jogo único para o Carneirão.

Na terceira fase, iniciava a decisão em jogos eliminatórios de ida e volta. Logo de cara, o América tinha pelas quartas de final o Araripina, um dos favoritos no acesso pelo investimento realizado para garantir a ascenção. Jogando no Ademir Cunha, o América acabou empatando diante dos  sertanejos e necessitava vencê-los ou arrancar qualquer empate com gols para avançar para a semifinal da Série A2. E assim como em 2011, o América foi atrás do resultado no Chapadão do Araripe, saindo derrotado aos 7 minutos de jogo. Mas o Periquito foi valente e conta com Branquinho, um dos heróis desta trama, que deixou o resultado em igualdade ao fim do primeiro tempo e que garantia a classificação alviverde para as semifinais da Série A2. Veio o segundo tempo o volante Mizael do Bode acertou um chute fulminante em cobrança de faltas, sem chances para Grison. Com o gol, sucessivas quedas de energia tornaram-se frequentes com intuito de esfriar o jogo, mas aos 33 minutos veio Everaldo empatar novamente a partida e deixar o Campeão do Centenário a dois jogos do retorno a primeira divisão.

Pela semifinal, teríamos novamente o Olinda.O mesmo Olinda que o América já havia enfrentado na primeira e segunda fase do certame. Não bastasse isso, soma-se o cansado de mais de 700 KM de estrada de Araripina para Recife e enfrentar o time de Nereu Pinheiro em menos de 48 horas depois do decisivo jogo no sertão. Devido a campanha do América na segunda fase ter sido melhor que a da equipe olindense, coube o Periquito por direito decidir o acesso no Ademir Cunha. Na primeira partida, assim como nas quartas de final, um empate sem gols, em um jogo onde a bola não entrou graças o goleiro do Olinda. Foram muitas as chances criadas pelo quarteto Everaldo, Branquinho, Deivinho e Kassio, mas todas bem defendidas pelo arqueiro João Paulo.


Enfim, apenas 90 minutos separavam o América da Série A1. No sofrível gramado do Ademir Cunha, cabia ao América a responsabilidade da vitória e, diferentemente contra o Araripina, qualquer empate com gols dava ao Olinda uma das vagas a primeira divisão do estadual.  Na liderança do técnico Humberto Santos, foram alinhados para o confronto decisivo Grison; David, Jonny, Mauricio e Glauber; Thiago Ramos, Deizinho, Kássio e Silas; Branquinho e Everaldo. No decorrer  da partida entrariam Walber, Marcio e Jackson.

O jogo foi digna de partida de decisão, encardida, com o Olinda o América para seu campo de jogo. O América se defendia e tentava atacar, com os 45 minutos iniciais foram sufoco e sem gols. No intervalo sobrou até pra Nereu Pinheiro, devidamente homenageado enquanto concedia entrevista próximo a torcida alviverde. Veio a parcial final do jogo e com ela veio o alivio esmeraldino. Aos 15 minutos gol chorado! Até hoje ninguém sabe direito de quem foi o gol. Gol Olímpico de Kassio? Gol de Branquinho?  Não importava! O gol dava condições ao América subir de divisão, em casa na frente de sua torcida! Mas ainda havia a apreensão. Qualquer vacilo culminando em gol adversário dava ao Olinda o acesso. 

Na sequência,  pouco mais de 10 minutos, Bia do Olinda foi expulso após entrada desleal em Branquinho. O América viria a perder novamente três ou quatro chances claras de gol, mas coube mesmo a Everaldo marcar o gol da vitória e do acesso! Um verdadeiro golaço, digno de decisão! Uma campanha de luta, ganhando e perdendo pontos em campo e no tribunal, sofrendo com  viagens cansativas, jogos seguidos e sem o apoio semelhante ao dos clubes do interior, com recursos de prefeituras ou mídias locais. Um acesso suado, que recolocou o América na divisão principal para festejar com dignidade o seu centenário.

Sobre o jogo, a gravação feita na íntegra a partir da transmissão da TV Nova Nordeste. A imagem não é high definition, mas vale o registro e a boa vontade do nosso amigo Marcão de Vila Rica, companheiros de anos nas arquibancadas do Ademir Cunha.




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