quarta-feira, 18 de março de 2015

Fatos e reflexões sobre 2014-2015 II



Retomando o debate dos acertos, erros e problemas de 2015, cabe agora falar do elenco.

Mais um ano, segundo de série A1 com a gestão da AFC/SA, e o América não conseguiu emplacar uma classificação para a disputa do título, ou ao menos não conseguiu uma campanha mais coerente com sua história e tradição.

Novamente o América apostou na base, principalmente na primeira parte da competição. Esse ano o destaque ficou por conta de Jackson. Um dos artilheiros do time Alviverde na primeira fase e com gols que garantiram pontos importantes, o criticado Jackson mostrou personalidade em uma das poucas vitórias do América no campeonato e fez boas partidas em outras. Mas a relação com a base começou mais ou menos atribulada, depois do desligamento de Everaldo e Maurício, dois nomes promissores e queridos da torcida Alviverde. Outras boas promessas como Yuri e Márcio oscilaram muito e não conseguiram a regularidade que tinham no sub 20, principalmente Márcio que ajudou a resolver os problemas da zaga Alviverde na série A1 2014. Rei surpreendeu positivamente no jogo contra o Atlético, mas não repetiu a atuação nas demais chances que teve.

Propalado como o segundo elenco mais caro dentre os seis que disputaram a primeira fase da competição, os jogadores que vieram não conseguiram corresponder. Deyzinho teve a participação mais importante dentre todos, mesmo perdendo muitos gols. Maycon foi outra contratação que deu muito certo no time. Já velhos conhecidos e esperanças deixaram o América de forma melancólica. Jaime e Kássio foram parados pelas contusões e pouco fizeram pelo América. Kássio ainda teve uma atuação memorável contra o Central no primeiro jogo, mas parou depois de se contundir contra o Pesqueira. Jaime mal conseguiu entrar em campo!

Elenco caro e pouco produtivo: erro de planejamento, falta de empenho ou de condições de trabalho? Talvez uma combinação dos três fatores.

O América jogou praticamente sem lateral esquerdo todo o campeonato. Misso, que é volante, ficou improvisado na posição quase todo o certame. Sem meias para substituir Kássio, o América ficou refém da falta de criatividade. Uma rápida olhada no site do elenco profissional e fica claro o excesso de volantes contratados em detrimento de meias e jogadores mais criativos. Equívocos de contratação foram resolvidos ao longo do certame, vieram a tempo da manutenção, mas chegaram tarde para o objetivo maior. Erros de planejamento que custaram tempo, dinheiro e chances de classificação.

Para quem estava na arquibancada ficou evidente que alguns se esforçavam mais do que os outros. Essa falta de compromisso, infelizmente passa por tantas questões que não dá para elencá-las aqui. Mas a diretoria sofreu e os torcedores mais ainda com jogadores que não se dedicaram tanto assim.

E as condições de treino? Esse é um tema para um debate e reflexão mais profundo entre os torcedores e a diretoria.  

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