sábado, 21 de março de 2015

Fatos e reflexões sobre 2014-2015 VII



Enfim, chegamos ao fim. E agora um assunto um tanto mais polêmico. Vamos tratar do distanciamento dos Moreiras na gestão Muniz Filho.

O América é, sempre foi e dificilmente deixará de ser um clube de poucas e tradicionais famílias da sociedade recifense. Em outros momentos com participação mais massiva, congregando muitas famílias, mas nos tempos mais difíceis apenas algumas. Graças a essas famílias vivemos a realidade de hoje e graças a elas, também, teimamos em existir.

Nos anos mais complicados da sua história, o América tem teimado em existir devido o empenho principalmente dos irmãos Moreira. E foi na gestão de João Moreira que o América saiu do ocaso da série A2 e retornou a elite, voltando a ganhar espaço na imprensa e chamando novamente a atenção de torcedores. O clube renasceu e voltou a ter fôlego, mas em 2012 acabou decepcionando e retornando a série A2. A passagem pela A2 foi curta, pois João apoiou a criação da AFC/SA por Celso Muniz Filho e a nova gestão do futebol resgatou o clube que desta vez teve um hiato de apenas alguns meses longe da elite por conta do calendário da FPF. Em 2014 Celso Muniz assumiu a presidência do América e o ano foi marcado por uma movimentação incrível na Estrada do Arraial, com o América representado em várias modalidades, conquistando importantes e históricos resultados e ainda se mantendo na elite do futebol pernambucano.

Mas se durante a gestão de João Moreira os Muniz apoiaram o América, a recíproca não foi a mesma na gestão Celso Muniz Filho. Infelizmente o que se viu foi um distanciamento de nomes importantes do América que poderiam ter ajudado o clube mais ainda e dado um fôlego para a gestão Muniz Filho. Essa cisão só foi menor quando da batalha judicial enfrentada pelo América para garantir a posse de sua sede, vista no começo do ano.

Sejamos francos e verdadeiros conosco. O nosso América é um clube pequeno e com dificuldades maiores do que as enfrentadas por outros clubes, o que cria uma dinâmica gerencial e a movimentação do clube muito complexa e particular. Isso é agravado ainda mais pela falta de estrutura para atender a eventuais sócios, torcedores e aos próprios objetivos esportivos do clube. Mesmo assim, ninguém baixa a cabeça e vai a luta. Mas a luta de um homem só não é luta, é massacre. Por isso,  a importância do apoio de outros nomes, não apenas dos Moreiras, mas de tantos outros que outrora também se beneficiaram do América.

Chegamos ao fim dessa tentativa de expor alguns dos problemas erros e também acertos do América nessa temporada 2014-2015. Acho que inicialmente qualquer crítica é recebida com alguma chateação. Mas somos torcedor desse clube e queremos e muito que ele dê certo. Que se torne um clube dos sócios, um clube vitorioso e um clube de expressão. Mas sei também que essas análises podem conter erros de avaliação, podem ter sido insuficientes em si. Por isso temos que aproveitar esse espaço democrático para colocar nossos pontos de vistas e opiniões, pois só assim pode existir evolução.

2 comentários:

  1. Acho que é bem por aí mesmo, Jefferson. Se administrar o américa com união de todos os americanos, já é tarefa complicada, imagine com desunião !

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  2. O clube precisa de união e de uma nova mentalidade, muito se falou, especulou e prometeu nesses últimos dois anos por parte da parceira, a gestão executiva me pareceu realmente trabalhar sempre no limite de suas forças e possibilidades, mas do que nunca é preciso unir e mudar para que o América possa ter uma vida minimante orgânica e confortável e para que os resultados dentro e fora de campo, possa começar a vir novamente.

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