sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Estamos de volta! Abram alas para o Campeão do Centenário!



América supera temporada complicada para voltar a caminhar rumo a um futuro promissor.

De candidato à ser extinto do futebol pernambucano devido ao processo da sede (isso quem disse foram os baluartes do jornalismo pernambucano) e sendo obrigado a disputar um campeonato deficitário e com um regulamento esdrúxulo e sem atrativos, jogo após jogo, o América teve que superar suas próprias limitações para cobiçar o seu ressurgimento no futebol pernambucano (o que não foi diferente com nenhum dos outros sete clubes que participaram do primeiro turno).

As complicações foram inúmeras. Dificuldades orçamentárias que reduziram a folha salarial para mais da metade do valor de 2015, iniciar um curto campeonato com portões fechados e, sobretudo, a desconfiança de muitos, inclusive de grande parcela da nossa torcida, que tinham um pé atrás antes de se entusiasmar com as vitórias, calejados por ver suas esperanças minadas ano a ano quando a bola rolava no futebol profissional.

A verdade é que o futuro do clube parecia sombrio após todo drama sofrido em 2015 e, como poucas vezes na história, o torcedor estava desconfiado. O heroísmo da campanha do Campeonato Pernambucano SUB-20 e a inédita participação do elenco de juniores na Copa São Paulo deixou o clube em evidência, mostrando que o caminho a ser perseguido era valorizando o futebol da base, mesclando com outros jogadores experientes e comprometidos com a missão que teríamos pela frente. Apenas o acesso a "cereja do bolo" poderia livrar o clube da ansiedade da torcida e daqueles que aprenderam a gostar do América da Estrada do Arraial. Em jogo, estava não apenas a participação do Hexagonal do Título, com os grandes clubes do futebol pernambucano... mas toda dignidade, autoestima e confiança do torcedor americano. Estava em jogo a tradição de um clube centenário e toda sua história vitoriosa, esquecida num passado longínquo e vivenciada recentemente apenas nos esportes olímpicos, tal qual vibramos recententemente com o Basquete Feminino. Estava mais do que na hora! Nós queríamos mais!


Pois é, Periquitada... Como diz o poeta popular, o mundo gira, o mundo é uma bola!

Depois de todo este drama, com um América com dificuldades orçamentárias e sem o apoio estatal do Todos Com a Nota, o Alviverde da Estrada do Arraial teve de se reinventar. Teve que esquecer também todos os egos entre as várias alas de liderança dentro do clube. Em prol do Periquito, vimos Alexandre Mirinda, João Moreira, Osmundo Bezerra, Augusto Moreira, Celso Muniz Filho e vários outros dirigentes americanos no mesmo barco, dividindo a mesma nau, sem qualquer oposição, enfim chegaram a conclusão que um América forte é um América onde todos trabalham juntos, em prol do clube. E o resultado veio, como nem o mais otimista esperasse que viria, em tão pouco tempo de pré-temporada. Um clube invicto e com um elenco que mesclou jogadores desconhecidos, com jovens valores da base alviverde e alguns veteranos conhecidos. Para alguns, o que poderia ser a receita do fracasso, foi uma fórmula de sucesso.

E assim foi o Periquito, comendo pelas beiradas. De grão em grão Charles Muniz soube fechar o elenco e criar uma unidade com o mesmo pensamento. Em um campeonato curto, com seis rodadas, qualquer erro dentro ou fora de casa poderia custar a temporada. E foi desta forma, ganhando o respeito e comprometimento do elenco, que o resultado veio. Em seis jogos, foram três vitórias e três empates. Contra o Vitória e Serra Talhada, concorrentes diretos para vaga classificatória, três vitórias para dar moral e respeito a qualquer time.



O primeiro desta sequência, em Vitória de Santo Antão, um verdadeiro divisor de águas para o América na competição. A partir dessa vitória contra o Vitória, na ultima rodada dos jogos de ida, o América deslanchou de vez e simplesmente não perdeu mais no Ademir Cunha até o fim do turno, com 2 vitórias consecutivas e um empate nesse último jogo, além de outros resultados importantes, como foi o empate em Serra Talhada, pela segunda rodada.

Enfim...Não faltou drama, não faltou emoção, como manda o figurino da tradição americana, marcada pelo sofrimento, mas também pela superação. O que dizer do gol de Carlinhos Bala, aos 46 minutos quando somente os jogadores em campo acreditavam na vitória? E o gol de Gláuber diante do Serra Talhada, jogador da base, saindo do banco de reservas e chutando forte, quase sem ângulo para as redes adversárias?

Os deuses do futebol capricharam no roteiro desta incrível campanha, que assumiu contornos épicos desde as primeiras rodadas. O destino já estava traçado, mas não podia faltar emoção. Entre altos e baixos nestes últimos anos, uma campanha para levantar o astral de uma torcida apaixonada e que merecia muito mais do que somente lutar contra o rebaixamento. Esse é o espírito de resistência que desejamos para o nosso clube.

Porque o verde da esperança escrito em nosso hino nunca se apaga! Mais uma grande história de superação e resistência do nosso eterno Campeão do Centenário América Futebol Clube. Isso é ser América! As vitórias são conquistadas dentro de campo, contra tudo e contra todos.

Daqui pra frente não temos nada a perder, só a ganhar! Vamos ser valentes e fazer uma campanha digna, honrando sempre o nome e as cores do América. Acredita, América!



Um comentário:

  1. Copa do Nordeste... 2 vagas provavelmente irão pra os Times da Série A, mas resta a 3º, onde o América terá que superar Central, Salgueiro e Náutico

    Impossível? Não para o CAMPEÃO DO CENTENÁRIO!

    Yes, we can! O Nordeste merece!

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