terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Passos de um novo presente



É de fato que este Campeonato Pernambucano vem fazendo bem ao América, hoje vemos um Ademir Cunha, dentro de suas atuais proporções, recebendo cerca de 800 pessoas numa tarde de domingo que vão ao estádio na convicção de encontrar um time como poucas vezes foi visto nos últimos anos. Cabeça erguida, consciente e acreditando no seu próprio potencial deixando de lado a síndrome vira-lata adquirida em constantes insucessos durante parte de sua trajetória mais recente.

Ainda ser certo afirmar que nada foi ganho, vemos um espírito aguerrido contagiando todos aqueles que vivenciam o América desde o mais pessimista dos torcedores até mais cético dos dirigentes por enxergarem no atual conjunto esmeraldino uma real chance de conquistar alguma coisa dentro de campo. O tal processo de reconstrução levantada pelo clube vem sendo dado a passos lentos, se puxarmos pela memória talvez tenha dado seus primeiros sinais em 2010 e de lá para cá foram somados dificuldade, descenso, acesso, mas sempre com o nó no pescoço onde nunca se quer terminou nas melhores colocações e sim nas rabeiras das tabelas anos após ano, num futuro incerto.

De certo as cinco primeiras rodadas do Pernambucano 2016 trouxe boas alegrias para aqueles que por alguma razão escolheram o Alviverde como clube de coração ou mera curiosidade ao presenciar três vitórias seguidas mesmo nem sempre apresentando um futebol digno de reverencia, mas que vem dando para o gasto ao trazer pontos importantes, culminando como a única equipe invicta e de quebra possuindo liderança isolada do Grupo B somando 11 pontos, três a mais que o segundo colocado, Serra Talhada, derrotado pelo próprio América na última rodada.

Faz bem ter esse clima seguro, sentir que há esperança por dias melhores, principalmente após um enterro melancólico (porque não frustrado) dado por boa parte da imprensa em 2015 que em nenhum momento buscou levar a público notícias animadoras somente tragédia mesmo sabendo da existência de muita coisa louvável vinha acontecendo no cotidiano do clube. Não é fácil e nem será assim como nunca foi na longa história alviverde, mas a possibilidade de ir além, dar um novo passo vem valendo a alegria presente nas velhas arquibancadas amareladas do Ademir Cunha absorvida para dentro de campo.

O Mequinha já não é aquele clube vitorioso do início do século XX ou sua camisa possui peso equivalente aos demais times do Recife, mas é certo apesar da disparidade atual o fortalecimento vem acontecendo, vemos com mais frequência camisas alviverdes pelas ruas, pessoas conseguem identificar com facilidade o escudo sem imaginar se tratar de um clube de fora ou até mesmo amador, ainda não é o ideal pela grandeza americana de outrora, entretanto, aos poucos o diagnostico terminal dado por grande parte da imprensa vai ficando para trás, o América segue vivo, crescendo e semeando sementes para o bem de sua própria saúde.

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