domingo, 14 de fevereiro de 2016

Vitória, vice-liderança e invencibilidade em casa


A tal da sorte. Quantas e quantas vezes você já leu no Blog do Mequinha que o América esteve com maior tempo de posse de bola, que criou as melhores oportunidades no jogo, mas que no fim, saiu com um resultado insatisfatório, seja ele um empate desanimador ou até mesmo, uma derrota injusta? Poderia enumerar aqui pelo menos umas cinco partidas só na temporada passada. E quem acompanha o América de longa data, sabe muito bem aonde estou querendo chegar.

Pois neste Campeonato Pernambucano a tal da sorte vem querendo reatar laços de amizade com o Alviverde da Estrada do Arraial. E claro, somada a sorte, a competência e a humildade dos que hoje fazem o futebol do América. Não bastasse a inédita classificação pra Série D do Campeonato Brasileiro e sete jogos de invencibilidade, o América vem quebrando tabus e calando a boca de críticos. E graças a tal da sorte, aliada a diversos fatores: trabalho, pés no chão, seriedade, humildade, crença no trabalho, união...

Este domingo poderia ser um domingo como outros já vistos no Ademir Cunha. Com um público decepcionante de menos de 400 pessoas no estádio municipal de Paulista, o América entrou em campo contra o Central que encontrava-se na lanterna do hexagonal e sem vitórias. Já o América de Charles Muniz entrava em campo no embalo dos bons resultados obtidos nos últimos dois clássicos diante do Sport e Santa Cruz, ambos fora de casa. 

Com a bola rolando, as duas equipes demonstraram um jogo sem tantos atrativos até os 20 minutos. A partir daí, o Central começou a ter o domínio de bola e chegando com perigo na meta defendida por Delone, que entrou em campo sofrendo com virose e não conseguiu terminar o jogo, sendo substituído ainda no intervalo de jogo. Talvez por esta virose o excelente goleiro americano tenha vacilado aos 30 minutos de jogo, escorregando na frente do atacante Candinho. O atacante centralino encontrou o gol de Delone aberto e precisava apenas de um simples toque pra abrir o placar no Ademir Cunha. Mas sabe a tal da sorte? Aquela que teimava em não jogar conosco? Como em toda temporada, ela jogou do nosso lado, com o chute de Candinho, resvalando pela rede do lado de fora. A torcida americana presente no estádio vibrou como se fosse um gol!!

Talvez se a bola de Candinho tivesse entrado ali o enredo do jogo seria totalmente diferente. Mas este lance inacreditável do Central, a equipe esmeraldina se encontrou no jogo. Neto Bala inclusive fez a sua melhor partida, assim como Gaibu, que no ultimo jogo em Paulista saiu duramente criticado pela torcida. Os dois jogadores do Periquito buscavam jogo e, aos 37 minutos Gaibu em lance de velocidade deixou  para Thiago Laranjeira, que faz bela cobrança para a defesa de Juninho, que sobrou para Gaibu, que chutou para nova defesa do goleiro centralino. Foi a primeira grande chance esmeraldina no jogo que, dois minutos depois, abriu o placar com Gaibu de pênalti, chutando no canto direito do goleiro Patativa.



Veio o segundo tempo de jogo e o América demonstrou durante todo o segundo tempo superioridade frente a equipe visitante. Nos lances de ataque do Central a dupla de zaga do América com Yuri e Danilo Cirqueira mostrou que superou as falhas individuais na última partida contra o Santa Cruz e fizeram uma excelente partida. Substituindo Delone no tempo complementar, o goleiro Geaze também mostrou segurança no gol alviverde. E aos 18 minutos, com a entrada de Carlinhos Bala no lugar de Netto, o América começou a buscar ainda mais o segundo gol. E ele veio aos 29 minutos do segundo tempo, novamente com Gaibu, que jogada bem trabalhada com a bola no chão, a bola chegou até os pés do capitão do Periquito, chutando forte para o gol do adversário. Sabe a tal da sorte dita lá em cima? Olha la de novo... O chute de Gaibu desviou na zaga centralina, tirando o goleiro do Central da jogada e caindo nas redes do adversário!

O jogo parecia liquidado, com o América dominando a bola no meio de campo. Quando o Central tentava chegar pelas laterais com cruzamentos, lá estavam atento Márcio (que entrou no lugar de Laranjeiras), Cirqueira e Yuri, para afastá-las. Em um destas tentativas de cruzamento, o Central sofreu falta de Geaze próximo a grande área. E no lance de bola parada, a Patativa diminuía as 40 minutos de jogo. A partir daí foi o time de Caruaru tentava sufocar o América em sua defesa. O América recuado, buscava o contra-ataque. O árbitro auxiliar já levantava a placa de três minutos de acréscimos quando o zagueiro do Central fazia uma falta feia em Carlinhos Bala e acabava sendo expulso de jogo. Inteligente, Bala caia no chão sentindo a coxa. O Central ainda teve a última bola do jogo em uma cobrança de falta semelhante a que originara o gol, mas acabou desperdiçando o último lance do jogo.


Com o resultado, o América assume a segunda colocação do Hexagonal do Título, com seis pontos, ficando a frente do Santa Cruz, com quatro pontos e Sport, que soma até a terceira rodada três pontos. O resultado ainda fez com que o Periquito continuasse invicto em casa neste ano (com três vitórias e um empate) e de quebra, derrubou mais um tabu em 2016, já que não vencia o Central fazia 23 anos. O próximo compromisso do Campeão do Centenário será contra o Náutico, no dia 22 de fevereiro, às 20h30, novamente no Estádio Ademir Cunha. E se possível, esperamos contar novamente com a tal da sorte. Principalmente porque o América nunca perdeu pro Náutico no Ademir Cunha. Que este tabu não seja quebrado.






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