terça-feira, 28 de junho de 2016

Arbitro candango apitará América x Globo-RN



Próximo domingo inicia os jogos de volta pela primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. E a CBF divulgou nesta segunda-feira (27) o quarteto de arbitragem para America x Globo-RN. E o arbitro Wales Martins de Souza (CBF-2), do Distrito Federal, será o dono do apito no próximo domingo, em Paulista.

Como seus auxiliares estarão os pernambucanos Fabricio Sales (CBF-2) e Charles Rosas (CBF-3). Também de Pernambuco, Ricardo Jorge (CBF-3) será o quarto árbitro. Nesta competição, a CBF utiliza apenas o árbitro de outro estado, com os assistentes, o quarto árbitro e os assessores locais. 

A partida será realizada no estádio Ademir Cunha, em Paulista, às 16h. 

Revelação do América no estadual, Yuri é emprestado para o Coimbra, de Portugal

Yuri reforçará o Académica Coimbra, na Segunda Liga de Portugal | Foto: Andre Nery/JC Imagem

Uma das principais revelações na ultima edição do Campeonato Pernambucano, o zagueiro Yuri, de 21 anos fez sua transferência para o Coimbra, de Portugal. O atleta foi para negociado junto ao clube luso por empréstimo, com possibilidade de transferência definitiva ao final da temporada 2016/17. O atleta fez sua apresentação nesta segunda-feira (27) e reforçará no Académica na disputa da Segunda Liga.

Atleta formado nas categorias de base do América Futebol Clube, Jefferson Yuri de Sousa Matias vestiu a camisa do América em 59 jogos disputados entre as temporadas de 2014 a 2016, com três gols marcados. Ao todo, foram 25 jogos realizados como profissional e outros 33 no participando da equipe SUB-20.

Sua estréia com a camisa alviverde aconteceu na quinta rodada no Campeonato Pernambucano de 2014, na vitória por 1x0 diante do Acadêmica Vitória, em Vitória de Santo Antão. Em sua última temporada no Campeão do Centenário, pelo Campeonato Pernambucano de 2016, Yuri esteve presente em 14 partidas como dono da "Camisa 4" esmeraldina.

O Blog do Mequinha deseja sucesso ao xerife esmeraldino, desta vez com as cores do Académica Coimbra.

Prata da casa alviverde já foi apresentado ao Académica Coimbra | Foto: Acadèmica/Divulgação

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Tudo igual em Ceará-Mirim

Chuva e vento forte dificultaram a vida de Globo e América, em Ceará-Mirim | Foto: Tercio Trindade

Terminou em igualdade na cidade de Ceará-Mirim. Pela terceira terceira rodada no Grupo A7 do Brasileirão Série D o América saiu do Rio Grande do Norte com um importante resultado, arrancando um empate em 1x1 diante dos donos da casa. Um resultado que coloca o América com grandes chances de classificação para segunda fase, principalmente porque agora inicia os jogos de volta da primeira fase, com o Mecasso contando com dois jogos no Ademir Cunha.

E antes do jogo, clima de apreensão por parte da comissão técnica, torcedores presentes no Barrettão e para quem acompanhava a partida pela web-rádio Vale Verde. Segundo informações da direção de futebol do América, toda delegação alviverde estava hospedado proximo a Ceará-Mirim e saíram antecipado do hotel rumo ao Barrettão, mas como nada vem fácil para o Periquito, o motorista responsável pelo deslocamento se perdeu na estrada, fazendo todo o time chegar faltando menos de 30 minutos no estádio. Sem direito a aquecimento, praticamente foi um verdadeiro "Se Vira nos 30", com arbitro ainda solicitando que o time mudasse de uniforme, trocando o tradicional uniforme verde para o branco. Felizmente tudo deu certo e a bola rolou sem atrasos.

E a bola rolou debaixo de muita chuva no Barrettão... e com o goleiro Geaze defendendo a meta alviverde brigando com o vento, que estava forte contra o seu favor. Os cinco minutos iniciais foram de muita pressão dos donos da casa e o América recuado, buscando contra-ataque. Em um destes lances de ataque veio o gol dos donos da casa. Aos seis minutos de jogo, após cobrança de escanteio, o goleiro Geaze espalmou a bola pra frente, sobrando nos pés do atacante Romarinho, que aproveitou cochilo da defesa pernambucana, se antecipou e fez o gol. 

Após o gol potiguar o time do América mostrou - apesar da baixa média de idade - maturidade para buscar o resultado fora de casa. Pressionando a equipe do Globo em sua defesa, o América buscava o gol a todo instante através do quarteto Jackson, Messinho, Branquinho e Janderson. E num destes lances a resposta do América veio rápida, com Jackson finalizando pela linha de fundo em um lance que o arqueiro Rafael já estava batido e nada poderia fazer se a pelota fosse no gol. Quase.


O gol alviverde já estava maduro e veio aos 26 minutos de jogo em bola parada, após Branquinho cobrar falta. O arqueiro Rafael do Globo tentou defender em dois tempos, a bola sobrou na pequena que sobrou pra João Victor cabecear, sobrando pra Marcio apenas escorar para o fundo das redes. E por um capricho o Mequinha não fechava o primeiro tempo com vitória parcial, com Messinho arriscando um belo chute da entrada da área, fazendo a bola explodir caprichosamente no travessão.

Com frio e chuva assolando o gramado de Ceará-Mirim, algo atípico no nordeste, o jogo caiu de produção. A melhor chance veio já quando o marcador apontava 33 minutos da etapa complementar, com Thiago Lima do Globo avistando Geaze um pouco adiantado e arriscou belo chute de fora da área, rente ao travessão americano. Léo Henrique em seguida mostrou que o América queria a vitória e fez belíssima jogada individual, finalizando forte e tirando tinta da meta rival. Mas ficou a partida ficou mesmo no empate, com ambas as equipes somando sete pontos e liderando o grupo A7. O resultado ainda deixa o Globo lider no critério de desempate, já que o saldo de gols está 7×3 para a equipe potiguar. 

Domingo inicia os jogos de volta da primeira fase e as equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo, às 16h, no estádio Ademir Cunha. A equipe esmeraldina saiu de Natal às 9h30 e retornará as atividades nesta terça-feira (28) pela manhã, às 9h no CT do UNIBOL.

sábado, 25 de junho de 2016

Teste de fogo no Rio Grande do Norte


Começo de competição empolgante, duas vitórias seguidas e 100% de aproveitamento no campeonato brasileiro. Para saber de quem estamos falando precisaríamos ir mais longe nos números e detalhes pois é esse o plano de fundo do duelo deste domingo entre Globo e América.

Esse confronto pode ser o passo largo rumo à classificação para a segunda fase. Sabendo disso, o Globo tem levado a partida à sério e pretende se aproveitar de seu momento super produtivo. No último jogo contra o Galícia, em casa, o time do Rio Grande do Norte emplacou uma goleada de 5 a 0 que o deixou isolado na dianteira da classificação do grupo A7. Indubitavelmente se consolidou como o favorito para se promover à próxima fase na liderança.

E é contra esse favoritismo que o América entra em campo. Não menos empolgado pela campanha, mas com uma pitada de cautela. Sem novidades no elenco para apresentar em campo, é provável que tenha a escalação repetida. De certa forma a grande novidade do time é a dinâmica de jogo mostrada na segunda etapa da partida contra o Sousa, domingo passado. Embora a torcida Americana esteja experimentando um dos momentos mais vitoriosos do clube nos últimos anos, pela primeira vez ela viu o time comandando o ritmo de um jogo. Os ajustes de posicionamento feitos por Paulo Jr. trouxeram mais equilíbrio ao time, o que pode ter melhorado ainda mais com essa terceira semana de treinos.

Qualquer ponto trazido de Ceará-Mirim nesta tarde de domingo será lucro para o Alviverde. O time do Globo é muito forte e bem preparado para a competição e todos sabem da dificuldade que o América encontrará. Mas apesar de todas as dificuldades fora e dentro de campo que vivemos durante a semana, aquela esperança teimosa típica do Americano aumenta à medida que se aproxima o começo da partida. E sempre será assim, pois a gente veste verde e verde é a cor da esperança.   

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Um ano de resistência. A sede é nossa... e sempre será

Geraldo Julio, prefeito ddo Recife, autorizando a transformação da sede do America em IEP


O dia 22 junho pode ser considerado uma com divisor águas para o América Futebol Clube. Não se trata aqui de uma data de um título ou partida histórica, nos 102 anos do clube, mas sim, a chance de continuar vivo e com sua história cravada no bairro de Casa Amarela, mas precisamente, na Estrada do Arraial, numero 2107, ao lado do Sítio da Trindade. 

Há um ano, podemos assim dizer que "comemoramos" o ato da assinatura da sede social do América em um Imóvel de Preservação Especial (IEP), assinada pelo prefeito do Recife, Geraldo Júlio. De 2013 até meses atrás, o América vinha sofrendo um baque quase irreversível em sua história, que seria a perda de sua sede através de um leilão cheio de falhas e irregularidades, mas que sem razão e com provas materiais, o clube perdia instância a instância.

Se compararmos a uma partida de futebol, a assinatura do Prefeito do Recife foi como um gol aos 47 minutos do segundo tempo, levando o jogo para prorrogação na final de um campeonato, sem direito a jogo de volta. Com a sede do América fincada em um área nobre da capital, muito estava em jogo. E com a assinatura impedindo que qualquer alteração no imóvel fosse realizada, o interesse de quem arrematou o casarão alviverde praticamente esfriou, mudando totalmente o cenário da "decisão".

No meio desta história é sempre bom agradecer o empenho de algumas pessoas que lutaram pra que toda essa história. A Celso Muniz Filho, à frente de um problema que caiu no colo de sua gestão e que comprometeu a evolução do seu trabalho frente ao clube. Aos irmãos José Mirinda e João Antônio Moreira, que defenderam o patrimônio construído durante a gestão do seu pai, José Augusto Moreira, concluído em dezembro de 1951. A Joaquim de Carli, que dissecou todo o processo do leilão, comprovando todas as irregularidades do caso. A Prefeitura do Recife, aos torcedores e a sociedade pernambucana que se mobilizaram em prol do clube.

No ano do centenário do América, o Diário de Pernambuco plantou a manchete "Adeus, América", após o triste episódio em que o clube foi obrigado a retirar todos os seus pertences do casarão. Em um cenário desolador, uma frase que não apenas liquidava a situação como perdida aos olhos dos mais incrédulos e que apenas observavam os fins sem sequer analisar o contexto como um todo, mas também que dava como certo a morte de um clube centenário. Hoje a sede é de todos os Americanos e patrimônio histórico do Recife. E o América, continua mais vivo do que nunca.


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Quarteto de arbitragem definido pra Globo-RN x América

Arbitro alagoano comandará partida em Ceará-Mirim | Foto: Leonardo Freire


A CBF divulgou nesta segunda o quarteto de arbitragem para Globo-RN x America. E o arbitro alagoano José Reinaldo Figueiredo da Silva Filho (CBF-2) será o dono do apito no próximo domingo, em Ceará-Mirim.

Como seus auxiliares estarão os potiguares Francisco Jaílson F. da Silva (CBF-2) e Luis Carlos de França Costa (CBF-2). Também potiguar, Ítalo Medeiros de Azevedo (CBF-2) será o quarto árbitro. Nesta competição, a CBF utiliza apenas o árbitro de outro estado, com os assistentes, o quarto árbitro e os assessores locais. 

A partida será realizada no estádio Barretão, em Ceará-Mirim, às 17h. 




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Tudo azul na Série D, ou melhor... tudo verde!


O América venceu mais uma Série D do Campeonato Brasileiro. Pela segunda rodada do grupo A7, o Alviverde da Estrada do Arraial vem cumprindo seu papel no certame. Diante do Sousa-PB, fez valer seu mando de campo e manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro e, paralelo a isso, ainda não sabe o que é perder no Ademir Cunha. Longe de ser um time redondo e bem ajustado em campo, o America foi eficaz e soube aproveitar as chances criadas diante da equipe sertaneja. Melhor assim. Com seis pontos e com Galícia e Sousa ainda sem pontuar, o Campeão do Centenário começa a desenhar sua classificação para segunda fase do certame. 

Foi a reestreia do Ademir Cunha depois de quase dois meses interditado para reformas, tanto em seu gramado quanto em sua estrutura. Com o equipamento recuperado esperava-se que a população do Paulista e dos simpatizantes pelo America fosse comparecer em bom número. O horário propício e o valor do ingresso a cinco reais - o mais barato da Série D - contribuía para isso, mas apenas 300 torcedores estiveram nas arquibancadas para empurrar o América para mais uma vitória. Infelizmente uma renda de um mil e quinhentos reais que, na prática, não se paga sequer os custos do dia da partida, com alimentação de toda equipe, estadia, etc. E pra um clube como o América onde os dirigentes são os patrocinadores - leia-se paga pro time jogar - fica ainda tudo mais difícil.



Em campo, o Sousa foi quem colocou as manguinhas de fora para buscar o resultado. O time do sertão paraibano foi pra cima, mas a defesa do America não perdoava as investidas do ataque do Dinossauro. Enquanto isso, Messinho, Janderson e Branquinho tentavam se entender ali no meio campo para municiar Jackson, que fazia o pivô próximo a grande área. E isso só veio a acontecer por volta dos 15 minutos de jogo, com o América chegando com perigo com Branquinho. Falta proximo a grande área, cobrança de escanteio com Marcio cabeceando forte. O gol do América já estava maduro e veio com Jackson, ao 21 minutos de jogo, com Branquinho lançando a bola para o atacante na área do Sousa. Livre de marcação, o atacante prata da casa não deu chances para o arqueiro do Sousa e abriu o marcador.

Com o primeiro gol, o América mostrou confiança e mudou o panorama da partida. Aos 26 minutos Jackson criou uma nova oportunidade de gol, avançando com velocidade em direção a meta sertaneja, mas o zagueiro do Sousa afastou com perigo. Quando parecia que a partida estava favorável ao Alviverde da Estrada do Arraial, veio a ducha de água fria. Em um lance desprentencioso, o Tarcísio cruzou para dentro da área do América, a defesa do Mequinha bobeou deixando Gil Pernambucano livre, desviando para dentro do gol do gol de Geaze. Era o empate que prosseguiu até o final do primeiro tempo.

Veio o tempo complementar da partida e o América voltou totalmente diferente para o campo de jogo. Os jogadores eram os mesmos, mas a postura foi totalmente diferente do inicio do primeiro tempo, com o time passando a a trocar mais passes e atuando como um verdadeiro mandante faz, ditando o ritmo do jogo. E com essa postura o gol não demorou muito a acontecer. Aos oito minutos do segundo tempo, Messinho desempatou a partida após um belo passe de Jackson. O camisa 10 do Campeão do Centenário só teve o trabalho de deslocar o goleiro do Sousa e chutar em direção ao gol, colocando o America definitivamente à frente no placar. Algo simplório, mas para concretizar este placar, o Sousa vendeu caro essa vitória do América, investindo em contra-ataques e insistindo bastante na busca do empate.

Com a defesa sólida e atuando de forma inteligente, o América apostava nos contra-ataques e por muito pouco não buscou o terceiro gol. Só que ficou nisso, com o Mequinha vencendo mesmo por 2x1. Na próxima rodada, o América vai até o Rio Grande do Norte, onde encara o Globo no Estádio Barretão às 17h do próximo domingo. Globo que venceu o Galícia por 5x0 neste mesmo Barretão e, assim como o nosso Periquito, também conta com duas vitórias no grupo 7, mas com um saldo de gols superior ao do alviverde. Mais um jogo difícil pela frente.


AMERICA: Geaze; Da Silva, Rafael, Marcio e João Victor; Glauber, Leo Henrique, Janderson e Messinho (Danilo Quipapá); Branquinho (Wallason) e Jackson (Dentinho)|  Técnico: Paulo Junior

SOUSA: Ricardo; Eduardo Recife, Diogo (Alenilson), Gilmar e Camilo; Gil Pernambucano (Manu), Peu, Danilo Lopes e Tarcisio; Leandro e Rafael Freitas (Poti) | Técnico: Tazinho

AMARELO: Gil Pernambucano (Sousa)
ARBITRAGEM: Diego da Silva (SE); Marcelino Castro de Nazaré (PE) e Gilberto Freire de Farias (PE); Deborah Cecília (PE)

GOLS: Jackson (21"1T); Marcio (29"1T - Contra); Messinho (8"2T)

sábado, 18 de junho de 2016

Agora é a hora do Cunhão



O domingo está chegando e o América vai voltar para sua casa. Estrear junto à torcida no campeonato brasileiro e tentar emplacar de vez na primeira fase.

Vamos enfrentar um adversário que vem de derrota na primeira partida, mesmo jogando em casa. Essa afirmação poderia ser o motivo para aumentar a confiança Americana. Mas não é exatamente assim. O Sousa tem uma tradição de participar bem da Série D e sempre conseguiu passar da primeira fase. As pessoas que fazem o Sousa conhecem os caminhos da competição e suas pedras. E o elenco deles vem se fortalecendo.

O trunfo Alviverde pode estar justamente na maior novidade para a rodada: o Ademir Cunha. Jogando no Cunhão o América este ano ainda não perdeu e muitos defenderam a tese que se ele não tivesse sido interditado a história do pernambucano poderia ter sido bem diferente. Além desse grandioso reforço o América poderá ter a presença de novos atletas, como Léo Paraíba deverá agregar experiência à meia cancha.

Ressalvas e ponderações à parte, amanhã é dia de festa. A alegria de poder ver o América jogar nesse estádio que tem nos dado tantos momentos bons, com uma personalização que sempre sonhamos e disputando um campeonato nacional é imensa. Mas além da alegria, a motivação para a torcida e os simpatizantes comparecerem nesse domingo também é muito significativa. O ingresso por R$ 5,00 é quase à preço de fábrica.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Até a pé nós iremos: Os caminhos que levam ao Ademir Cunha


Domingo o América volta a campo para segunda rodada na primeira fase da Série D. E a partida marca a estréia em casa, no Estádio Ademir Cunha, em Paulista. Não apenas isso, será a reabertura do estádio que estava interditado desde o inicio da segunda fase do Campeonato Pernambucano. Muitas pessoas tem dúvida de como chegar no Ademir Cunha e o Blog do Mequinha resolveu tirar todas estas dúvidas para que todos possam ir à Paulista, seja ele qual for o modal a ser utilizado. 

Pra quem quiser ir ao Ademir Cunha de carro o torcedor tem duas vias de acesso, pela BR-101 Norte ou pela PE-15. Pela PE-15, antes do terminal de integração Pelópidas Silveira tem um viaduto, passa por debaixo do viaduto e pega a primeira entrada à direita para fazer o retorno. Haverá uma giratória que dará acesso à Estrada do Frio. Quando for avistado um conjunto habitacional ou o SENAC, dobre no acesso à direita que chegará no Ademir Cunha. O acesso pode ser feito também pelo Centro de Paulista, passando pela praça central e pela antiga fábrica de tecelagem.

Utilizando o transporte público, o torcedor que for a Paulista terá cinco opções de ônibus que passarão nos arredores do estádio. E quatro destas linhas estarão interligadas ao SEI, podendo com apenas uma passagem utilizar o metrô e os ônibus que passam no Terminal da Macaxeira, ou no Terminal Pelópidas Silveira. Há também uma linha que sai de Rio Doce, em Olinda. Confira as linhas abaixo na imagem. Nos vemos domingo no Ademir Cunha!




Domingo é dia de Cunhão



Nesse caso não necessariamente é o bom filho que retorna à casa, mas a casa que retorna ao bom filho. E o América tem sido um filho muito generoso para o Ademir Cunha. Algo que não cansamos de dizer.

Foi o América que tirou do ostracismo uma das maiores e melhores praças esportivas da Região Metropolitana Recifense e fez jogos pela elite do estadual voltarem a ser sediados no estádio do Paulista trazendo grandes públicos, movimentando a economia local. Como consequência do esforço feito em 2010 e 2011, o Ademir Cunha sediou partidas da série B nacional e deu uma visibilidade imensa à cidade paulistense.

E o América também saiu beneficiado nessa relação que já tem bastante história para contar. Tivemos grandes e inesquecíveis momentos no Ademir Cunha até que em 2014 a porta se fechou para o Alviverde, que já era quase da Rua Santo Antônio. Em 2016 pelo campeonato pernambucano o América voltou novamente para o Cunhão.

Mais um momento célebre. No dia 24 de janeiro deste ano, um pouco mais de 300 Americanos foram testemunhas de um momento histórico: um gol de Gláuber, saído de nossas bases, praticamente deu a vaga ao América para o campeonato brasileiro da série D 2016. Quinze anos depois iríamos novamente disputar um campeonato brasileiro depois de um campanha invicta no Cunhão. Porém, em mais um triste capítulo dessa história, a porta novamente se fechou. Pressionada por outras agremiações a FPF decidiu interditar o estádio nas vésperas de uma partida importante da segunda fase do campeonato pernambucano 2016. 

Mas alguns males vem para o bem. Conseguimos o apoio da entidade estadual de futebol, da prefeitura do Paulista e juntamos ao esforço da diretoria para deixar o Cunhão impecável para o brasileirão: gramado novo e arquibancadas pintadas de verde e branco! Temos um lugar para chamar de casa.

E nesse domingo novas páginas dessa saga começam a ser escritas. O torcedor tem que participar dessa história, comparecer, prestigiar e apoiar o América que está em grande momento. Podemos nos isolar na liderança e dar um passo significativo para avançar de fase nesse campeonato brasileiro. Não é hora de se esconder. Temos que mostrar que no nosso Cunhão quem manda somos nós.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Arbitragem definida para America x Sousa-PB



A Confederação Brasileira de Futebol divulgou a escala da arbitragem do confronto entre America e Sousa, válido pela segunda rodada da Série D do Campeonato Brasileiro. Quem comandará a partida será o árbitro Diego Silva, de Sergipe, pertencente ao quadro 2 da CBF. 

Ele será auxiliado por Marcelino Castro e Gilberto Freire, ambos de Pernambuco. Nesta competição, a CBF utiliza apenas o árbitro de outro estado, com os assistentes, o quarto árbitro e os assessores locais. 

A partida será realizada no estádio Ademir Cunha, em Paulista, às 16h. O valor do ingresso será vendido ao valor unico de R$ 10 (dez reais).

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Estreia gloriosa

América inicia o desafio da Série D com vitória fora de casa | Foto: Airton Tourinho

Foi muito melhor do que a maioria dos Americanos poderia imaginar. América fez uma viagem tortuosa, jogou contra o tradicional Galícia pela estreia de um nacional encerrando um jejum de 25 nos e trouxe de volta uma vitória relativamente tranquila e três pontos.

E no primeiro tempo o América começou relativamente melhor. Com mais posse de bola, Branquinho fez a primeira jogada que deu a Jackson chance de marcar. Mas o melhor lance da etapa veio dos pés de Márcio. O zagueiro da nossa base vem se especializando nas cobranças de falta e numa dessas disparou um torpedo que beijou o travessão adversário, a bola bateu em cima da linha e no rebote Jackson não aproveitou a chance. Esse lance ocorreu aos 20 minutos. Daí em diante, o Galícia se organizou e passou a jogar melhor. Os granadeiros tiveram pelo menos duas oportunidades que foram interceptadas por Geaze. Os dois times fizeram substituições ainda no primeiro tempo, e com os donos da casa dominando mais a posse a primeira etapa findou.

O segundo tempo começou fulminante. Branquinho aproveitou o pênalti marcado pelo árbitro, após um carrinho dentro da área, e abriu o marcador aos quatro minutos. Gol histórico. O primeiro do América no certame e o primeiro dos três times pernambucanos. E para batizar a estreia da melhor maneira. Não demorou muito e novamente Branquinho marcou aos nove minutos, após uma jogada de contra ataque em que foi servido por Messinho. Para complicar a situação dos donos da casa, Mota foi expulso aos 13 minutos. Mas o Galícia cresceu no jogo e pressionou o América pelo empate. A zaga Alviverde se segurou contando também com boas intervenções de Geaze e o jogo chegou ao fim com uma épica vitória Americana.

Diante de tudo que aconteceu nas últimas semanas esse resultado foi impressionante. Temos o que agradecer aos jogadores que entraram em campo, à diretoria que nos bastidores criou as condições para o time jogar e à comissão técnica que enfrentou o desafio mesmo diante de tantas dificuldades. E Branquinho não pode passar em branco! Grande partida desse que já pode ser chamado de ídolo Alviverde. Mais uma vez ele prova que sabe enfrentar grandes desafios e tem personalidade para assumir a responsabilidade. E vamos e convenhamos, a camisa Alviverde faz muito bem a ele. Com os seus dois gols, Branquinho colocou o América na liderança do A7 junto com o Globo, que venceu o Sousa no Marizão por 2 a 0. Mas não podemos deixar de citar o nome de Messinho, um dos recém contratados para a competição. Teve papel fundamental nos lances que levaram aos gols.

Defesa sólida com Geaze, Marcio e Rafael. Seguros na cozinha alviverde. | Foto: Airton Tourinho

Agora é hora de fazer a nossa parte. A torcida tem que aparecer no domingo para prestigiar o América. Jogaremos contra o Sousa, no Ademir Cunha. Vencemos bem e o Sousa vem de derrota. Mas o nosso time tem muito a melhorar e não podemos achar que a derrota do Sousa significa fraqueza do adversário. Mas o América já nos encheu de esperança. Essa que é verde e com as quais nos vestimos todos os dias.




sábado, 11 de junho de 2016

Entrando em campo para a história



Finalmente chegou a hora de reestrear em um campeonato brasileiro. Foram 25 anos desde a última participação e amanhã um esforço que começou em 2010 e vem sendo mantido à duras penas por muitas pessoas vai se concretizar quando Geaze, Juan, Danilo, Rafael, Márcio, João Victor, Janderson, Gláuber, Messinho, Silas, Jackson, Branquinho, Miranda, Caio Bahia, Dentinho, Rei e Rômulo, conduzidos por Paulo Jr., representarem o América na bela cidade de Jacobina, à piemont da Chapada Diamantina.

Para muitos e para aquele espaço onde circula o que "realmente importa", o feito do América amanhã pode não ser considerado nada demais. Mas quem fez o clube nos últimos anos e sobretudo agora às vespéras, sabe o significado que tem o time entrar em campo.

Nosso adversário e anfitrião, dignatário de uma história tão bela e romântica quanto a nossa, enfrenta a mesma luta para se reerguer, com tantas dificuldades e similaridades que mostra o nível profundo de coincidências que este futebol possui. No entanto, começou a preparação antes do América e parece ter tido menos percalços antes da estreia na série D. Assim como o América, esse ano teve uma excelente participação no campeonato baiano.

E o que podemos esperar do nosso América? Paulo Jr. teve apenas uma semana para colocar o time nos eixos. Recebeu alguns reforços já conhecidos da torcida Alviverde (Janderson e Branquinho), que poderão estar em campo, mas tem à sua disposição, essencialmente, jogadores da base. Muitos que não tem deixado à desejar nos serviços prestados ao América como Márcio e Gláuber. Esse último, aliás, autor do gol da vitória que carimbou nosso passaporte para viver esse momento tão especial.

Esse ano foi um ano de surpresas positivas, começamos o campeonato pernambucano com muitas dificuldades e chegamos mais longe que pensado por muita gente. Talvez esse brasileirão seja o momento de aproveitar e curtir, mas sem perder aquela esperança que nos move na teimosia de continuar existindo.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

GUIA DO BRASILEIRÃO SÉRIE D



Domingo inicia a Série D do Campeonato Brasileiro. E o Blog do Mequinha junto com outros 44 redatores entre jornalistas e editores de mídias independentes, espalhados por todo o Brasil ajudou a Revista Série Z apresenta a mais nova edição a GUIA DO BRASILEIRÃO SÉRIE D

Isso mesmo que você leu! Um Guia completo com abordando todas as 68 equipes que participarão desta edição da Série D, nos moldes daquelas criadas pelo Placar. Modéstia a parte, melhor!

E claro, o Blog do Mequinha deu sua contribuição, dando uma breve explicação de como foi a preparação do América no seu retorno ao Campeonato Brasileiro. São 152 páginas ilustradas e que vale e muito a sua leitura.

Conheça também outros projetos da Revista Série Z no site http://revistaseriez.org/

América finalista no brasileirão

Indubitavelmente a melhor participação Alviverde em competições nacionais aconteceu em 1972. Time consistente que não chegou à final por pouco. A afirmação "por pouco" pode ser contestada se forem olhados só os méritos dos resultados. Mas, estamos aqui pra refrescar memórias e não para morrer na frieza dos números. Basicamente, a competição para o América pode ser dividida em dois momentos bem distintos: um vitorioso e outro lamentável.

América da grande campanha de 1972, a melhor posição Alviverde em nacionais
O ano começara morno e foi melhorando para o Alviverde em 1972. Após um pernambucano onde o maior feito foi a vitória sobre o Sport na Ilha, o América ficou em terceiro lugar no torneio Eraldo Gueiros, disputado como um um segundo estadual antes de começar o brasileirão. Depois do torneio a diretoria foi obrigada a fazer dispensas no elenco e reduzir a folha de pagamento. Com o plantel mais enxuto vieram mais alguns jogadores e sob o comando de Caiçara o América fez uma estreia contra o Central em Caruaru, onde arrancou um empate. Mas não valeu de nada, pois em seguida a CBD mudou a tabela.

Pedrinho era um dos destaques do time de 1972
Novo grupo C com Ferroviário, CSA, Botafogo, Alecrim e nosso América. O Verdão efetivamente estreou contra o CSA. O jogo foi nos Aflitos e o América venceu os alagoanos por 2 a 1. Euforia da direção por um lado, baixa adesão da torcida por outro. A arrecadação gerou prejuízos, o que foi um padrão geral, já que os alagoanos até diziam que o torneio poderia levar os times à falência.

Com todo mundo animado o América foi à Paraíba enfrentar o Botafogo. O jogo é digno de nota, pois foi uma verdadeira batalha. Bomba explodida nos vestiários Alviverde e muita confusão, o América retornou para Recife com um 3 a 0 na sacola. O tumulto teve repercussão na imprensa e o jogo de volta foi tratado como revanche. O Verdão se saiu bem e venceu o Botafogo por 2 a 1, na penúltima rodada.

Na confusão da Paraíba, Lala, um dos destaques do time, saiu machucado e o time tirou o material no próprio gramado. 

A derrota para o Botafogo na Paraíba quase desanima a imprensa e os Americanos. Mas o time bem treinado de Caiçara foi até o Rio Grande do Norte e trouxe mais uma vitória, reassumindo a liderança do grupo. Daí em diante o Verdão manteve a regularidade no certame e em uma partida em casa contra o Alecrim, empatada em 0 a 0 e apitada pelo alagoano Márcio Canuto, o América se sagrou campeão do grupo C e avançou para o quadrangular que decidiria o finalista do campeonato. Agora o Mequinha teria pela frente Campinense, CSA e América (RN).

Porém, os sintomas do que seria o mal da segunda fase já apareciam antes mesmo da classificação. Salários atrasados e premiações não pagas causavam a revolta dos jogadores. O prêmio prometido por Fernando Guerra para se classificar ficava cada vez mais distante segundo os atletas Alviverdes, já que a diretoria havia abandonado o time. Até mesmo Rubem Moreira entrou na roda. Ele prometera bicho para cada vitória, mas nada fora pago. E quando desembolsado, o valor foi muito abaixo do prometido. Caiçara parecia saber contornar a situação e manter o mínimo do astral para levar o time à fase decisiva. Mas ele não teve forças para segurar a bronca no quadrangular. Depois de classificado o time ameaçava não viajar para jogar com o Campinense na estreia da segunda fase. Foi e voltou derrotado. E assim se sucederam as derrotas e os problemas até o último jogo em casa, contra o CSA, quando o América se despediu com a única vitória no quadrangular.

A história poderia ter sido diferente se na época os Alviverdes tivessem se apoiado mais, mutuamente. No grupo do quadrangular enfrentamos adversários no mesmo nível e o Campinense se saiu vitorioso, indo disputar o título com o Sampaio Corrêa. Por isso, mesmo com a péssima campanha do quadrangular, quase chegamos em uma posição ainda mais honrosa do que o oitavo lugar alcançado.

Uma história que tem muito para nos ensinar nos dias de hoje. 


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Ele voltou

Branquinho está de volta ao América. Para a sua quarta temporada com a camisa Alviverde da Estrada do Arraial.

Com 50 jogos pelo América, 13 gols marcados e participação decisiva em dois acessos, Álvaro André Rodrigues da Silva vai figurar entre os Esmeraldinos que historicamente colocarão o América em campo mais uma vez por um campeonato nacional, depois de 25 anos. E se tem uma coisa que Branquinho tem no América é história vitoriosa.

Sua trajetória no Campeão do Centenário começou em 2010, sob o comando de Paulo Jr., Branquinho foi indispensável para o acesso que recolocou o América na roda da história. Em 2011 ele permaneceu no elenco mas amargou a reserva até o returno, quando novamente sob a tutela de Paulo Jr., Branquinho fez atuações memoráveis com gols e passes que salvaram o América da degola em uma campanha inesquecível. Saiu em 2012 para outros clubes do estado, mas em 2013 voltou e se desdobrou atuando em várias posições para novamente recolocar o América na série A1 do pernambucano.

Branquinho adquiriu experiência nos últimos anos, em São Paulo, Rio Grande do Sul e no exterior e acumulou na carreira um título pernambucano com direito a gol na final. E ele tem estrela para momentos decisivos: foi autor de um dos gols contra o Araripina em 2011, teve suas melhores atuações quando o América esteve na beira do precipício e marcou no jogo decisivo do acesso de 2013.

A torcida Alviverde espera que essa estrela continue brilhando na hora certa. 

América e Galícia: 71 anos de história e coincidências

Time do América em 1945 com cada jogador americano  homenageando um clube baiano

Domingo que se aproxima marca a estréia do América no Campeonato Brasileiro da Série D. Algo que até pouco tempo atrás era difícil de imaginar até mesmo para os mais otimistas dos torcedores americanos. Sem o aporte financeiro, sem patrocinadores e com diversas incertezas pelo caminho, a vaga na Série D que estava assegurada dentro de campo quase não virava uma miragem aos olhos de sua torcida.

E será neste domingo que o América entrará em campo para continuar a retomar seu espaço perdido no tempo. É contra o Galícia, que embora esteja mandando seus jogos em Jacobina no interior baiano, é de Salvador e com uma história bem semelhante a nossa, vários anos licenciado ou disputando a divisão de acesso do estadual por longos 14 anos. E em meio a crise financeira volta à disputar o Campeonato Brasileiro depois de 19 anos. São várias as coincidências com o nosso América, que assim como o time baiano passou 15 anos longe da primeira divisão estadual e voltou em definitivo para ela em 2013, isso sem contar o hiato de 25 anos sem disputar uma divisão do Campeonato Brasileiro.

Excursão do América na Bahia foi digna de aplausos baianos, segundo o Diário do dia 11 de abril de 1945

Coincidências a parte, contam-se nos dedos as vezes que americanos e granadeiros tiveram seus caminhos cruzados. Ao todo, foram três confrontos entre os anos de 1945 e 1956. E isso mesmo levando-se em conta que há décadas atrás, ainda na primeira metade do século vinte América e Galícia eram uma das forças de seus respectivos estados. Enquanto o América fora campeão pernambucano em 1944 e vice-campeão no ano seguinte, o Galícia conquistava o tricampeonato baiano, faturando os títulos nos anos de 1941, 1942 e 1943, além de dois vice-campeonatos nas duas temporadas seguintes. E durante este período, em 1945, que o Campeão do Centenário foi a Salvador em uma excursão enfrentar não apenas o Galícia, mas também diante do Bahia, Ypiranga e Vitória. 

Uma excursão de sucesso que fez o Periquito da Estrada do Arraial encher os bolsos, levando para Boa Terra uma delegação com 20 pessoas e colocar em seu caixa 15 mil cruzeiros por jogo. Enfrentando as principais equipes baianas da época, o América conquistou a simpatia dos torcedores soteropolitanos, principalmente depois que entrou no Estádio da Graça com cada atleta alviverde vestindo a camisa de um clube baiano.

E diante dos Granadeiros, veio a primeira vitória desta excursão, vencendo os azulinos por 2x1. A narrativa de toda esta partida já foi contada aqui no Blog do Mequinha em uma das edições das Memorias Esmeraldinas. Tal foi o impacto da vitória e do futebol apresentado diante do time da colônia espanhola de Salvador que mais tarde o clube da Estrada do Arraial fora convidado para enfrentar o Ypiranga - clube mais popular da Bahia naquele período -, o Bahia em dois jogos, que na época era o campeão baiano da temporada e o Vitória, que estava voltando de uma excursão em Sergipe.



Um ano depois do primeiro duelo, o América voltava a Salvador em uma nova excursão. Segundo o Diário de Pernambuco o América não precisou se esforçar muito pra sair do Estádio da Graça vitorioso, vencendo os donos da casa e atuais campeões da Bahia por 3x1, com dois gols de Djalma e outro de Zezinho. Leça que anos depois faria seu nome no Bahia também se destacou, defendendo um pênalti de Cacuá.

O último encontro entre as duas equipes aconteceria dez anos depois pela ultima rodada da Taça Pernambuco-Bahia. Na Fonte Nova o América foi derrotado por 3x2 em um jogo bastante movimentado onde o América após ter perdido o primeiro tempo por 2x0 nos primeiros 20 minutos de jogo, o Campeão do Centenário conseguiu empatar o "prélio", mas acabou no lance final sendo derrotado, sofrendo o gol derradeiro aos 44 minutos do tempo complementar.

Destaque do Diário de Pernambuco na edição do dia 06 de março de 1956

Depois de um hiato de 60 anos, as duas equipes voltam a se enfrentar. Um Galícia e América sem aquela mesma pompa dos anos 40 e 50, mas com as duas equipes compartilhando das mesmas dificuldades e da mesma vontade de buscar dias melhores.

"América é o orgulho de Pernambuco na Copa Brasil"

Esse era o título da coluna de Júlio José sobre o América no campeonato brasileiro da segundona de 1981, a Taça de Prata. A coluna também trazia uma caricatura em alusão ao América e fazia justos reconhecimentos à gestão de Jaboatão no apoio ao Alviverde. E interessantemente, mencionava a projeção que o município ganhara com um representante vitorioso em nível nacional. Os jornais destacavam a chance real de classificação do América.

América da campanha contagiante de 1981
A campanha Alviverde era quase perfeita e consagrava, até então, uma história vitoriosa na competição nacional. O América estava à beira de uma classificação para a segunda fase do certame. Chegou ao último jogo precisando apenas de um empate para se lançar à disputa de uma vaga na taça de ouro.

Mas a história começara antes, com ingredientes que todos conhecemos: orçamento apertado e aprovação do estádio pela CBF nos minutos finais. Celso Muniz, o pai, era o presidente e levava com mão de ferro as contratações Alviverdes. Mesmo tendo uma diretoria de futebol e o treinador Nelson Lucena cooptando jogadores, o aval só era dado com o crivo financeiro do presidente. Isso ainda nos fins de 1980.

Porém pouco antes da competição, Nelson Lucena aceitou proposta do Santa Cruz e saiu. Jálber Carvalho assumiu o comando do time depois de uma negociação difícil. Fernando Guerra e Fernando Fraga articularam a vinda de Jálber, jovem e competente. Vieram também, alguns jogadores da região para reforçar a equipe e o América montou um bom time, dentro do orçamento. 

O outro fator importante, se não decisivo do bom momento de 1981, foi o Jefferson de Freitas. Os Alviverdes sabiam que em Jaboatão o América poderia ser forte. Na primeira vistoria feita pela CBF o Jefferson de Freitas não foi aprovado. Uma série de recomendações da FIFA foi entregue pela entidade máxima do futebol brasileiro e as providências foram tomadas com a união de diretoria, grandes Americanos e da prefeitura de Jaboatão. Estádio pronto em tempo para a competição! A populacao jaboatonense abraçou o América a o clube ganhou o carinho dos torcedores, da imprensa e foi surpreendendo todo mundo.

América fazia a festa em Jaboatão dos Guararapes
Não poderia dar em outra: depois de uma estreia fora de casa com vitória sobre o Central em Caruaru, o América disputou três dos sete jogos em Jaboatão e foi absoluto com duas vitórias e um empate. No meio do caminho, após empate contra o Náutico no Arruda, a diretoria alvirrubra buscou retirar os pontos do América, alegando que Marcos Pintado não estava devidamente regularizado. Bateram com a cara na parede e o Alviverde ganhou uma injeção de ânimo adicional.

No Jefferson de Freitas, a torcida correspondia à boa campanha do time
Após seis jogos, o Alviverde estava invicto (três empates e três vitórias), era o líder e jogaria contra o ASA em Arapiraca. O ASA era o último colocado e não tinha mais pretensões na competição; o América dependia apenas de um empate. E mesmo se perdesse ainda poderia torcer por uma vitória do Náutico sobre o Botafogo-PB em partida nos Aflitos. América perdeu por 2 a 0 e o Náutico empatou nos Aflitos. Náutico e Botafogo-PB passaram para a próxima fase, e o América ficou de fora devido ao número de gols marcados.

América e Náutico se enfrentaram no Arruda, o jogo foi 1 a 1 e o gol Alviverde foi de Marcos Pintado

Dada a reação da imprensa, notava-se uma grande decepção e revolta pelo supreendente fraco desempenho do time em Arapiraca, pelo resultado constrangedor do Náutico e pelo balanço final. Restou ao América apenas o consolo de uma boa campanha.

O América enfrentando o ABC, o ASA, o Botafogo-PB, o Confiança, o Treze e os conterrâneos Náutico e Central fez uma de suas melhores participações em campeonatos brasileiros no ano de 1981. Na verdade, as campanhas de 1981 e 1972 juntas faziam do América um clube vencedor no brasileirão. Prognóstico que só mudaria com as campanhas seguintes.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Anos difíceis: 1989, 1990 e 1991

As três últimas participações do América em certames nacionais trazem, sem dúvidas, as piores recordações para os torcedores Alviverdes. Elas não deixam de ser pedagógicas no que se refere à administração, mas contam um enredo bem desagradável.

Nestas três edições o América não passou da primeira fase. Em 1989 foram dez partidas disputadas na segundona: nove derrotas e um empate em confrontos contra o CSA, CRB, CSC (AL), Central e Santa Cruz. A péssima campanha levou o América à terceirona em 1990 contra o CSA, o Campinense, o Estudantes (PE) e o nosso homônimo potiguar. Nova campanha decepcionante com dois empates e duas derrotas em uma competição curta com jogos só de ida. Já em 1991 enfrentando CSA, CRB, Auto Esporte, Treze, Central, Estudantes e Santa Cruz o América começava bem o campeonato com uma vitória na estreia contra o Treze e um empate contra o CRB. Nos restantes 12 jogos da competição (ida e volta), o América somou mais cinco empates e sete derrotas e saiu desclassificado.

América em 1990, time comandado por Nereu Pinheiro
 Em todas as temporadas alguns velhos fatores conhecidos do clube: dificuldades financeiras e aquela falta de sorte. Em 1990 e 1991, o América ainda possuía esperança de boas campanhas. Em 1990 no intervalo entre o campeonato estadual e o início da competição nacional, Fernando Guerra assumiu o bastão passado pela gestão Jacarandá no futebol. Conseguiu um patrocinador de peso para ajudar na competição nacional, montou um time com valores reconhecidos pela imprensa sob o comando de Nereu e bem conceituada comissão técnica. Não levou sorte, mesmo com toda a preparação antes do certame. Ao fim do ano, o América anunciaria o desligamento da comissão técnica, elenco e a nova realidade financeira. Realidade que se tornariam pior e acentuaria os problemas em 1991.


Na próxima postagem, falaremos sobre a campanha de 1981. Uma das boas passagens do América no brasileirão. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

América volta ao brasileirão

Falta menos de uma semana para o inicio da série D. E depois de uma angustiosa expectativa o elenco Alviverde iniciou os trabalhos de preparação para a competição. Não é o ideal, mas diante das dificuldades é o melhor que pode ser feito.

América de 1981 em uma de suas melhores campanhas
Vamos iniciar aqui uma série contando a curta trajetória do América em campeonatos brasileiros. Embora não hajam títulos ou grandes feitos para contar uma narrativa apologética, temos uma história interessante que pode nos ensinar a construir um futuro ainda melhor para o nosso grandioso Mequinha.

A nossa participação em competições nacionais se resume a cinco campeonatos. A primeira e mais vitoriosa foi em 1972, um ano após a criação da competição nacional oficial que nessa temporada teve dois níveis. Na imprensa era chamada de primeira divisão, mas de fato era equivalente a série B de hoje. Depois um longo intervalo até 1981 (série B) e daí se seguiram mais duas temporadas na série B (1989 e 1991) e uma na série C, em 1990.

Ao todo o América disputou 49 partidas, nove foram vencidas, 14 foram empatadas e 26 foram os jogos que saímos sobrepujados. Obviamente os números não nos deixam felizes mas as histórias nas competições revelam desde campanhas que poderiam ter dado acesso à primeira divisão e mudado a historia do América até participações que apenas existiram por existir.

Sao essas histórias que estamos aqui tentando resgatar.

 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

AMÉRICA SE APRESENTA !!

Nem as fortes chuvas que caíram no Recife atrapalharam a apresentação do time do América que vai se preparar para disputar a Série D. A diretoria do clube se reuniu com os atletas esmeraldinos e apresentaram a proposta de trabalho do América para o segundo semestre de 2016.
O presidente Augusto Moreira fez questão de mostrar aos jogadores que o clube enfrenta dificuldades, que não conseguiu sensibilizar nenhum patrocinador relevante,mas, que o trabalho iniciado no pernambucano teria prosseguimento.Ele destacou que o fato dos atletas terem mostrado interesse em trabalhar mesmo na incerteza, foi muito importante para confirmarem a participação do clube na Série D.
O time será formado por atletas da base, que vem em fase de afirmação, por jogadores do clube e "alguns" reforços pontuais. Destacando que o grupo dispõe de um elenco com mais de 20 atletas em condições de disputar 2 competições, a Série D e o Pernambucano Sub 20.

O dirigente Alexandre Mirinda fez questão de estar presente e mostrar aos jogadores a importância da competição para vida deles, destacou a necessidade de ter ATLETAS, não jogadores!!

As palavras mais usadas na ocasião foram: união, comprometimento, doação, oportunidades e conquistas!!

 O grupo se apresenta amanhã de manhã para realizar trabalho de campo com o Professor Paulo Júnior e Luciano Ribeiro.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Sem apoio e com mais de cem incertezas


Faltam dez dias para a estréia do América no Campeonato Brasileiro da Série D. O dia 12 tem tudo pra ser histórico no ressurgimento do América nestes últimos dez anos. Depois de realizar uma honrada campanha no Campeonato Pernambucano esperava-se o mínimo de planejamento para o campeonato nacional... mas de lá pra cá o Alviverde da Estrada do Arraial vem sofrendo para buscar o mínimo de estrutura possível para entrar em campo.

No grupo A7 da Série D, o Periquito terá pela frente as equipes do Galicia/BA, Sousa/PB e Globo/RN. A partida de estréia do Alviverde da Estrada do Arraial está marcada para o dia 12 de junho na cidade de Jacobina diante do Galicia. Com exceção do Mequinha, todas os clubes do clube A7 já iniciaram seus trabalhos... já o nosso alviverde, até o momento da escrita deste texto, nada definido.

Indefinição justificada por vários motivos. A atual recessão econômica, que vem impactando a todos na sociedade pode assim dizer que é um dos vilões, mas paralelo a isso veio os gastos com a reforma do Estádio Municipal Ademir Cunha, o fim do programa Todos com a Nota e a saída do Shopping Boa Vista, que era o patrocinador máster do América desde 2013 e optou por encerrar a parceria junto ao Campeão do Centenário. Outro ponto que veio a contribuir com a crise esmeraldina foi a luta para reverter o injusto leilão da sede social do clube, localizada em Casa Amarela, revertendo valores monetários  que poderiam hoje ou durante este período ser aplicados na base ou no futebol profissional no esforço para evitar  o que seria a perda da identidade de um clube tradicional no estado e no nordeste.

Contando apenas com alguns abnegados e sem poder contar com nenhuma empresa com real interesse de patrocinar uma instituição centenária, o futuro do América na Série D segue com um ponto de interrogação. Situação que preocupa até quanto a participação do América no campeonato pernambucano de juniores,  uma vez que a "AFC Participações e Projetos S/A" (AFC/SA), empresa que geria o futebol profissional e de base do clube encerrou suas atividades logo após o fim do estadual. O Campeonato Pernambucano SUB-20 está previsto para iniciar no próximo mês e também segue no mar de incertezas tão grande quanto o seu futebol profissional.

Nestes últimos sessenta dias o América vem tentando o que pode para reverter esse quadro. Foi atrás de novos patrocinadores e de pessoas que pudessem agregar valor ao projeto. Mas com um mídia cada vez centrada para o Trio de Ferro são poucas as empresas que tem interesse em patrocinar um clube que pouco tem seus jogos transmitidos ou aparece na rádio, televisão ou seja qual for o meio de comunicação. Buscou também apoio a clubes mais estruturados no empréstimo de jogadores, clubes de dentro e fora do estado. Esforço em vão. Suplicou também apoio a FPF, a entidade máxima do futebol pernambucano, mas até a redação deste texto não há nada de concreto.

Diferentemente das equipes do interior que contam na maioria das vezes com o apoio financeiro de seu município ou de políticos ou comerciantes (ou empresários) locais, o América não tem esta "sorte" ao seu lado. Praticamente sozinho, estamos vendo o sonho da da Série D cada vez mais distante. A volta ao Campeonato Brasileiro depois de duas décadas a cada hora que passa vem se tornando uma miragem no meio da Estrada  Arraial.