quarta-feira, 8 de junho de 2016

Anos difíceis: 1989, 1990 e 1991

As três últimas participações do América em certames nacionais trazem, sem dúvidas, as piores recordações para os torcedores Alviverdes. Elas não deixam de ser pedagógicas no que se refere à administração, mas contam um enredo bem desagradável.

Nestas três edições o América não passou da primeira fase. Em 1989 foram dez partidas disputadas na segundona: nove derrotas e um empate em confrontos contra o CSA, CRB, CSC (AL), Central e Santa Cruz. A péssima campanha levou o América à terceirona em 1990 contra o CSA, o Campinense, o Estudantes (PE) e o nosso homônimo potiguar. Nova campanha decepcionante com dois empates e duas derrotas em uma competição curta com jogos só de ida. Já em 1991 enfrentando CSA, CRB, Auto Esporte, Treze, Central, Estudantes e Santa Cruz o América começava bem o campeonato com uma vitória na estreia contra o Treze e um empate contra o CRB. Nos restantes 12 jogos da competição (ida e volta), o América somou mais cinco empates e sete derrotas e saiu desclassificado.

América em 1990, time comandado por Nereu Pinheiro
 Em todas as temporadas alguns velhos fatores conhecidos do clube: dificuldades financeiras e aquela falta de sorte. Em 1990 e 1991, o América ainda possuía esperança de boas campanhas. Em 1990 no intervalo entre o campeonato estadual e o início da competição nacional, Fernando Guerra assumiu o bastão passado pela gestão Jacarandá no futebol. Conseguiu um patrocinador de peso para ajudar na competição nacional, montou um time com valores reconhecidos pela imprensa sob o comando de Nereu e bem conceituada comissão técnica. Não levou sorte, mesmo com toda a preparação antes do certame. Ao fim do ano, o América anunciaria o desligamento da comissão técnica, elenco e a nova realidade financeira. Realidade que se tornariam pior e acentuaria os problemas em 1991.


Na próxima postagem, falaremos sobre a campanha de 1981. Uma das boas passagens do América no brasileirão. 

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