sábado, 26 de novembro de 2016

AMERICA'S OLD PLAYERS: O ZAGUEIRO TOMIRES

            Hoje vamos lembrar de mais um grande jogador que vestiu no passado a camisa do América do Recife. Estamos falando do zagueiro Tomires de Souza Galvão, mais conhecido por apenas Tomires. O ex-zagueiro nasceu no dia 08 de fevereiro de 1928 na cidade alagoana de Barra de Santo Antônio (na época, um distrito da cidade de São Luiz do Quitunde), que fica na Região Metropolitana de Maceió e há 40 km de distância da capital do estado.
            Aos 16 anos, Tomires iniciou sua vida esportiva atuando no CRB de Alagoas, onde ganhou o apelido de cangaceiro devido à sua característica, que era de forte marcação e no clube regatiano ganhou o bicampeonato alagoano 1950/1951, sendo em 1950 contra o Esporte Clube Barroso e no ano seguinte contra o Ferroviário Atlético Clube. Em 1949, Tomires marcou o 8° gol na goleada do CRB sobre o Comércio Esporte Clube por 14x0, peça fundamental de um time formado por Bandeira; Divaldo e Miguel Rosas; Cacau, Tomires e Pedrosa; Zé Cícero, Arédio, Laxinha, Dario e Carlos Santa Rita.
CRB bicampeão alagoano 1951. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.br/
            Ainda em 1951, transferiu-se para o América do Recife, onde compondo o esquadrão com Zé Paulo; Decadela e Dadá; Tomires, Pedrinho e Astrogildo; Isaías, Hamilton, Macaquinho, Neca e Dario, ajudou o clube a chegar ao vice-campeonato estadual em 1952, quando infelizmente perdeu para o Náutico, entretanto, em maio de 1953, o América derrotou o mesmo Náutico na final da Taça Benjamim Gonçalves, conquistando o troféu.
América do Recife em 1952. Tomires é o primeiro em pé. Crédito: Revista Esporte Ilustrado. 
            A Portuguesa de São Paulo foi o destino de Tomires em 1953, ano em que com o time do Canindé participou de excursão por Peru, Colômbia e Equador. O time formado por Muca; Valter e Djalma Santos; Nena, Renato e Lindolfo; Tomires, Brandãozinho, Julinho, Bento e Dias obteve resultados como o empate em 1x1 e as vitórias por 4x0 e 3x0 contra o Alianza Lima, as vitórias por 2x0 contra o Sport Boys e 3x1 contra o Universitário e o empate em 1x1 contra o Deportivo Municipal. O time luso seguiu para a Colômbia onde obteve vitórias sobre o Santa Fé por 4x2, sobre o Atlético Nacional por 4x1 e sobre o Millonários por 2x1 e empate sem gols contra o Santa Fé, o que lhe rendeu o título do torneio. O time voltou para São Paulo após vitória no Equador sobre o Barcelona de Guayaquil por 2x0.
            O Flamengo, campeão carioca de 1953, o levou para o Rio de Janeiro em 1954 e com Tomires no elenco, o rubro-negro do treinador paraguaio Fleitas Solich chegou ao título do Torneio Internacional do Rio de Janeiro de 1954 após golear La Coruña da Espanha por 4x1 e Fluminense por 5x2, com um time formado por Garcia; Tomires e Pavão; Servílio, Dequinha e Jadir; Joel, Rubens, Índio, Benitez e Zagallo. Em 1955, o Flamengo além de conquistar o bicampeonato do Torneio Internacional (venceu a dupla argentina Racing (por 2x1) e Independiente (por 3x0)), logrou também o tricampeonato carioca.
Tomires em pé junto com Dida e Zagallo (de branco) no Flamengo  dos anos 50. Crédito: museudosesportes.blogspot.com.br. 
            Em 1959, Tomires voltou a Pernambuco para defender o Sport do treinador Palmeira, onde encerrou a carreira em 1962, depois de conquistar o bicampeonato pernambucano, vencendo o Náutico em 1961 e o Santa Cruz em 1962, sendo peça fundamental no time formado por Dirceu; Nélson e Alemão; Leduar, Tomires e Nenzinho; Lanzoninho, Djalma, Renato, Betancourt e Elcir.
Tomires no Sport em 1962. Crédito: Revista do Esporte.

            Seu último clube foi o Treze de Campina Grande aonde chegou em 1963. No “Galo”, chegou ao título de campeão paraibano invicto de 1966, lucrando em 14 jogos, 12 vitórias e 2 empates, marcando 28 gols e levando apenas 5. O Treze campeão de 1966 alinhava com Augusto; Braga, Tomires, Djair e Romildo; Martinho e Soares; Lima, Lelé, Canhoto e Adeíldo. Após encerrar a carreira em 1967, trabalhou no setor administrativo do Sport e depois como taxista no Rio de Janeiro. Tomires faleceu em 10 de junho de 1998. 
Tomires (o último em pé) no Treze/PB em 1964. Crédito: museudoesportedecampinagrande.blogspot.com.br.

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