quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Dilema de um América vencedor

Caxito, o camisa 11 do América, tem sido a esperança e garantia de gols. Foto: globoesporte.com
Um América com início empolgante de campeonato como não se via há tempo. Só para não ser injusto, em 2016 o América fez uma campanha inicial irretocável, terminando a primeira fase invicto. Mas naquela oportunidade ele não havia enfrentado os "grandes".

Então, a façanha Alviverde comandada por Roberto de Jesus é louvável e inédita na história recente do América. O principal fato desta campanha vitoriosa é ter o melhor ataque da competição, um mérito dividido apenas com o primeiro colocado, o Náutico. E as bases pra isso são fáceis de entender. O América tem um bom time montado do meio para frente e bons finalizadores. Dos pés e cabeça de Caxito e Bagagem saíram cinco dos sete gols marcados até aqui. Caxito é um dos principais artilheiros da competição e já mostrou muito competência e tranquilidade para finalizar, como no primeiro gol do Náutico ao reposicionar o corpo no ar para cabecear uma bola que já tinha passado da sua posição. Um lance de muita dificuldade.

Mas o grande dilema é: ao passo que marcamos muitos gols, levamos muitos também. Isso está segurando a disparada do América na competição. Esses gols trouxeram significativos prejuízos de pontos. Os seis gols somados custaram ao América três importantes pontos que nos dariam a posição isolada da tabela. É óbvio que o rendimento do América indica que o time perdeu muito mais pontos, mas a estimativa de três pontos se baseia nos resultados "quase definidos" que se reverteram em desastres. Exemplo, o último gol tomado contra o Náutico aos 48 minutos do segundo tempo que custou um pontinho já quase ganho.

A questão é que, analisando os seis gols levados pela zaga alviverde, três deles foram de bolas paradas. Gols que poderiam ter sido evitados apenas com uma mudança de comportamento dos defensores na frente da área. Como foram os casos contra o Náutico e a situação indireta que levou ao gol do Afogados, no último domingo.

Diante disso, fica a dor de cabeça para Roberto Jesus curar. O que fazer para ajustar o sistema defensivo e garantir que a produtividade do ataque se converta em asas mais potentes que garantam ao periquito um voo muito mais altaneiro?

0 comentários:

Postar um comentário